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O que você procura?

Falar sobre gentileza parece fácil, mas existe um grande risco de tornar o papo um tanto quanto piegas. Bobagem ou não, penso que quanto mais falarmos essa palavra, mais incutiremos nas cabeças cegas ao que acontece além do seu umbigo. Sendo assim, eu grito: Gentileza! Gentileza! Gentileza!

Mas, afinal, o que quer dizer gentileza? Ora, muitos dirão que gentileza é simplesmente não fazer ao outro o que não gostaríamos que fizessem com a gente. Sim, isso também é gentileza. Mas e quando o outro não está olhando? A regra vale? E o papel que o vizinho jogou no corredor e só você viu? E o dinheiro que caiu do bolso de quem caminha a sua frente? E o último gole d’água? E a última bolacha do pacote?

Sim, eu vou juntar o papel no corredor e colocar o mesmo no lixo, principalmente se eu tiver sido a única a perceber o ocorrido, pois as chances da sujeira não ser limpa são ainda maiores. Sim, todo e qualquer dinheiro que não é meu será devolvido ao dono. Não identificando o dono, ainda assim, ele continua não sendo meu. Sim, o último gole será dado a quem tiver mais sede, podendo ser eu ou qualquer outra pessoa. E, sim, o mesmo acontecerá com a última bolacha do pacote.

A gentileza deveria ser uma disciplina de sala de aula, uma matéria com média alta, ações práticas e menos, bem menos, teoria. Crianças deveriam aprender tópicos sobre a gentileza e a avaliação teria satisfatório resultado caso fosse estudada, aplicada e analisada nos mais variados locais da cidade, olho no olho, olho no outro, olho além de si. Só passaria de ano quem soubesse de cor e salteado a tabuada do enxergar o outro, a gramática do bom dia, do com licença, do por favor e, principalmente, do me desculpe.

RESPONDA: Todo mundo incentiva a diferença, eu me considero diferente só que parece que as pessoas tem medo, e ai?
RESPONDA: Por que as pessoas são tão ambiciosas?

Gentileza gera gentileza é uma frase repetida constantemente na internet, nas rodas de amigos, nas músicas e, também, é uma das tatuagens mais requisitadas para braços e antebraços. Mas, no entanto, na hora de ceder o banco ao idoso a bela expressão vira somente tinta sobre a pele.

Eu adoro essa palavra, mas a percebo como parte de mim e do que eu considero fundamental nas minhas relações com as pessoas, com os animais e com as plantas. Não posso passar como se não tivesse visto a dificuldade da senhora em descer do táxi, a falta de força da criança ao empurrar a bicicleta, o cadarço desamarrado do guri, o batom no dente da amiga ou a formiga que virou de cabeça para baixo ao tentar carregar uma folha maior do que ela.

Não, não é para ser um texto bonitinho ou assinar o meu certificado de bom ser humano. Menos ainda é para emocionar ou angariar elogios. Esse texto é para que você pense, reflita e analise o que está fazendo da hora que acorda até a hora em que vai dormir. Percebe outras pessoas ao seu redor? Consegue visualizar que junto de você na calçada da rua andam outros pés? É isso, é simples, acredite! Não precisa ser rico, mas seja grandioso, principalmente, quando ninguém te olha.

A melhor retribuição da gentileza vem do espelho, quando paramos e olhamos nosso reflexo diante do vidro. Nessa hora, não tem jeito, é você com você mesma. Não existe acerto de contas mais justo do que esse. Posso me olhar e detectar milhares de imperfeições, de medos sem sentido, de pensamentos desnecessários, afinal de contas, estou na primeira fila da sala de aula da vida, querendo aprender tudo o que estiver ao meu alcance para ser melhor. No entanto, não aceito que, ao encontrar o meu reflexo,  eu não possa dizer: como é bom ser bom.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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