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Se a gravidade soubesse o que de fato nos prende à Terra, talvez nos deixasse voar. Mudaríamos de órbita a cada instante, viajaríamos pra mundos desconhecidos onde o homem não possui voz. Mas de voz nós entendemos, de palavras somos feitos e não nos envergonhamos de dizer que agimos por meio delas.

É engraçado, às vezes estranho, ver que não há quem aja sem falar: todo mundo espera uma explicação. Dos minutos, dos instantes, das infinitas vinte e quatro horas. Dias perfeitos, pensados e digeridos por um travesseiro que nem sempre se lembra do porquê de tudo. E tudo precisa de um motivo que diga pra continuar, pra não desistir, pra apenas – mas não somente – ir. Caminhar pensando na tal da gravidade que, aos poucos, faz todas as vontades da mente, age de acordo com nossos maiores desejos.

RESPONDA: Homens tem medo de mulher com iniciativa, que chegam e falam com tranquilidade sobre o que querem?
RESPONDA: Eu não sei o que to fazendo

Indesejada mesmo é a falta de coragem que nos perturba com suas possibilidades invisíveis, que nos faz imaginar uma possível garra para, quem sabe, esquecermos os segundos e mergulharmos na poesia de uma órbita propícia a fazer feliz. E ser feliz. A felicidade traz estrelas que tocam uma multidão, brilhos que mexem com cada coração movido pela consciência de que educação não é obrigação: é respeito. É ter no peito a vontade de ser gentil por ser, de ser sorriso ao ver o outro sorrir, de ser livre para permanecer sendo.

Enfrentamos nossa idealizada falta de tempo indo além, brincando de pássaros, e viramos as palavras do avesso pra lembrarmos o que foi dito ao travesseiro. Inconsciente, ele nos faz viajar pra outro universo, e mesmo nós, conscientes, não percebemos. Não nos despertamos pros nossos sonhos, não entendemos que eles são a nossa gravidade, o que nos prende e solta, o que nos dá voz e silêncio. Pensamos no sonho, não falamos, continuamos. É circular: o ciclo faz do homem um ser de esperança. A Terra gira em torno da espera da realização, e a frustração traz de volta o medo e a falta de coragem. E aí nos fixamos num espaço vazio, num ambiente sem destino, numa preguiça infinita que não roda a rota. Deixamos, portanto, a gravidade ganhar; mas por mais quanto tempo fecharemos os olhos pras milhares de órbitas que podemos viajar todos os dias por meio de um simples “olá”?

“Olá! Como você tá?”

Olhos abrindo, luzes acendendo, dia começando. Mais um. Um, dois, três… O infinito cansou de esperar.

Fixou-se no gerúndio.

“É, eu também já cansei de tentar mudar…”

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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