Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










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Esses dias estava assistindo a um filme que gostei muito. Ele tinha exatamente tudo o que eu gosto em um filme para um dia frio: drama na medida certa, fotografias bonitas e a cereja do bolo, claro, uma trilha sonora daquelas que nos fazem correr atrás do nome da bendita música para ouvir quantas vezes for possível.

E foi isso que eu fiz. Encontrei a tal música e ouvi ela algumas milhões de vezes seguidas durante uma semana. Já que uma semana foi o tempo máximo que eu desfrutei da melhor música da minha vida até que ela viesse a se tornar a música mais odiada da minha vida. Eu enjoei completamente – como sempre faço com músicas que gosto. Escuto até não aguentar mais. Até alguém pedir pelo amor do universo que eu desligue. Até que alguém me diga: -Pára, amiga. Tá feio.

Acontece da mesma forma quando gosto de alguma comida. Uma vez fiz isso com manga. Sério. Provei manga uma vez e descobri que era a minha fruta preferida. Foi amor à primeira provada. A partir dali comecei a comer manga todos os dias porque, oras, eu amava manga!

E eu amava tanto que passei mal de tanto amor. Hoje em dia não suporto o cheiro da manga. Só de pensar em comê-la tenho calafrios.

O mesmo aconteceu com leite condensado e outros diversos amores que tive até agora. Eu os amei tanto que os odiei na mesma medida.

RESPONDA: Acho que ja deu, ou é apenas frescura minha?
RESPONDA: Orgulho e razão podem ser maiores que um sentimento?

Outra “mania” que ando tendo é a de assistir séries. Se eu assistisse sozinha certamente não dormiria porque não consigo parar. Quando percebo são duas horas da manhã e o namorado fala: – Pára, Ana. Ta feio.

É.. tá feio mesmo. Tenho que concordar, mas eu nasci assim. Deve ser a influência má dos signos do zodíaco que me acompanha desde o primeiro dia de vida ou talvez eu precise de medicamentos controlados, das duas uma.

Mas não consigo ver maldade em não querer as coisas pela metade. Eu não quero o meio termo. Não quero uma vida morna. Quero intensidade. Escolho mil vezes o céu ao limbo, mas se tivesse que escolher o inferno eu também não hesitaria.

Eu não quero apenas gostar de manga. Eu quero amar comer manga, quero me lambuzar, ter ela na minha fruteira até ter o estômago embrulhado e depois partir para outra fruta que eu consiga amar novamente para depois odiá-la e assim por diante.

Posso estar enganada, mas me parece que o gosto da manga durante meus dias de amores por ela foi muito melhor do que o gosto dela para alguém que apenas a suporta. Claro que quem apenas a suporta não precisou sentir os enjoos que eu senti ou comprar sal de fruta no dia seguinte, mas esse é o ônus e eu aceito o preço.

Por isso que sentir indiferença por alguém que já se amou é praticamente impossível. Ou você ama ou você odeia, caso contrário nunca amou ou nunca deixou de amar. Porque quem ama é compulsivo pela figura amada e não se contenta em comprar manga apenas uma vez por mês. É necessário que sejam oitenta magas ou então que sejam oito, mas nunca o trinta e poucas, isso não.

É, pensando bem talvez eu seja compulsiva.

Talvez a minha compulsão seja por amores, talvez seja por paixões, mas, principalmente, talvez a minha compulsão seja pela vida. Que os psiquiatras, psicólogos e terapeutas não nos ouçam, mas acho que fui presenteada com a melhor forma de compulsividade.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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