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Sempre que as coisas não estão indo muito bem surge uma voz que diz: – Calma, tudo nessa vida se acostuma. E realmente essa voz tem muita razão. A gente se acostuma com os problemas, com os perrengues, com as gambiarras da vida. É a lei da selva: sobreviver, adaptar-se.

Na natureza não faltam exemplos bem-sucedidos, afinal de contas, aqueles que conseguiram se adaptar foram selecionados para continuar nesse mundo. É a chamada seleção natural. Existem estudos que dizem que haviam girafas de pescoços compridos e curtos e, como podemos notar, somente uma delas perpetuou porque conseguiu encontrar alimentos que as outras não alcançavam. Estava perfeitamente moldada ao meio em que vivia.

E nós, animais racionais que somos, também nos adaptamos e nos acostumamos a diversas situações dessa nossa “selva de pedra”. A gente se acostuma com as dores, com as saudades, com a perda, com a falta de tempo, com o regime, com o amor não correspondido. E é por isso que essas vozes sábias nos avisam que não precisamos nos preocupar, porque uma hora a gente se acostuma e é tão rápido que a gente nem percebe. Quando se nota, aquilo que era problema passou a ser costume. E isso é maravilhoso, já que se acostumar com o que nos traz tristeza evita muito estresse, muitas rugas e muitas noites mal dormidas.

RESPONDA: Minhas amigas não me ajudam a ficar bem
RESPONDA: O que fazer depois de tanto tempo?

Acontece que a gente leva tão a sério essa coisa toda de adaptação, que acabamos nos acostumando com tudo mesmo. Até com as coisas que nos traziam alegrias. A gente se acostuma tanto, que elas passam a ser normais, passam a ser rotina. Simplesmente passam. E elas passam depressa. Quando se nota a felicidade se torna normal. Vira lugar comum.

Eu queria poder não me acostumar, queria realmente manter esse brilho das primeiras vezes, essa emoção das primeiras conquistas. Do primeiro beijo. Do primeiro passo. Mas a natureza nos fez assim: adaptáveis de mais. Adaptado a ter saúde, a ter uma família, a ter um teto, a ter uma vida. Essa vida que, de tanto adaptar-se, acabou se acabando.

Eu não quero me adaptar. Aceito as olheiras e as tensões nas costas. Aceito passar pelo terapeuta, ficar desesperada de vez em quando, mas também quero o frio na barriga, o sorriso estampado, o coração palpitando. Porque eu sinto que o pior de tudo não é estar adaptado aos dias cinzentos. Eu sinto que o pior de tudo mesmo é se habituar às manhãs de sol.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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