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Um dia eu acordei, e sim, achei que aquele dia algo diferente aconteceria. Depois de acordar, tenho mania de continuar de olhos fechados e deixar fluir o pensamento, sobre qualquer coisa que abarque as questões da minha vida. Naquele dia, por uma soma de acontecimentos do decorrer da minha semana, eu abri os olhos e o primeiro pensamento que me veio foi: “Não permitirei mais que os meus medos sejam maiores do que minha força para sair da estagnação e, com muita força, eu serei capaz de encarar de frente cada um deles, serei capaz de alcançar o meu melhor em tudo aquilo que eu me propor a fazer.” Pronto. Estava decidido.

Levantei da cama, fui trabalhar. A partir daquele pensamento, crente que tudo tinha mudado, ali estava uma nova versão de mim. Naquele momento, se alguém estivesse me olhando, estaria com um riso de canto de boca e pensando: “Coitada, tão inocente.”

Aquela força e o pensamento forte duraram até entrar em contato com uma das situações que me faz temer, não me lembro qual. Mas ali, diante do medo, meu coração se tornou pequeno novamente. Mas e agora? O que eu faço com o medo de novo? Aonde foi parar aquela força que eu tinha pela manhã? Vou fraquejar? (Gritando para mim mesma em pensamento). Não era você que achou que seria a “bambambam das paradas” (Se você for baiano, vai entender o que eu quis dizer com isso, se não for, dúvidas por inbox)?

Alguém uma vez me disse – eu e minha mania louca de refletir sobre tudo o que as pessoas me dizem – que o problema da vida de alguém não é ter medo, somos seres humanos, é natural que isso aconteça. O problema do medo é quando ele te toma de tal forma que te impede de sair do lugar. Pensem comigo, os nossos medos, geralmente, não passam de pequenas baratas que, já que tem certeza que você é muito maior que elas, há duas opções quando você se depara com essas belas figuras:

1. Você correrá dela, fará um escândalo, vai dizer ao mundo que não tem medo, tem apenas nojo, para ficar “menos” feio. Mas vai gritar igual a uma gazela perdida na floresta, toda vez que ela se aproximar e não houver ninguém olhando para você.

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2. Você pode também olhar de longe, sentir seu coração palpitar, sentir-se arrepiado, e, simplesmente, apagar a luz da cozinha e sair de lá, fingindo que nada está acontecendo, pensando naquele ditado que diz que “o que os olhos não vêem, o coração não sente”. Mas, se a sua opção for esta, lembre-se que você apagou a luz, a barata fugiu aos seus olhos, mas, quando você menos esperar, ao acender a luz, ela estará lá novamente, olhando no fundo dos seus olhos verdes, te fazendo estremecer por dentro, como se fosse a primeira vez.

Ahhh!!! Tem a terceira opção:

3. Vai respirar fundo, olhará com olhos voltados à realidade, vai levar em conta o que você sabe, sobre ser muito maior que ela, e vai esmagá-la, sem pena, apenas com a potência da sua havaiana nova, dos Minions, diga-se de passagem.

Tenho aprendido que o enfrentamento dos nossos medos acontecerá de modo gradual, um passo de cada vez. Sim, haverá dias em que você achará que a cada passo que você dá para frente, sempre retorna três passos atrás. Hey, não desanime não, respeite seu processo, respeite seu tempo, tenha paciência consigo mesmo. Por mais otimista que seja, que acredite que tudo muda da noite para o dia, isso é uma inverdade, pelo menos falo de um lugar que tenho vivido isso na pele e cheguei a esta conclusão.

Agora, eu te pergunto: Vai gritar, como a gazela perdida na floresta, sem fazer absolutamente nada a respeito? Vai apagar a luz, fingindo que nada acontece?

Ou vai encher seus pulmões de ar, correr para buscar a tão poderosa havaiana dos Minions, tomando uma distância segura (afinal, ainda existem baratas voadoras, terror da mulherada), mas vai atacar com força, parando de lutar apenas quando tiver certeza que a barata foi dessa para uma melhor?

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RESPONDA: Será que é exagero eu ficar chateada?
RESPONDA: Ando muito triste, e não sei se é depressão

Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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