Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Algumas lutas e realidades parecem, às vezes, bem distante da nossa realidade. Por mais que possamos abraçar determinadas causas e lutar por mudanças, acabamos nos esquecendo do básico. Se eu perguntar “você é a favor ou contra o trabalho escravo?”, tenho certeza que a maioria dirá ser contra. Mas aí pergunto de novo: você sabia que muitas das roupas que você compra foi feita por alguém preso num regime de servidão?. Pois é. A Indústria da Moda é uma das que mais fatura anualmente, e só consegue isso porque terceiriza seus serviços em países subdesenvolvidos, pagando mal e em péssimas condições de trabalho. Aí você pode me dizer “ah, mas esse emprego para eles é melhor do que nada”. Sim, porque é completamente justo que os trabalhadores  – que em sua maioria são mulheres – ganhem por volta de 4 dólares no dia para costurar roupas que serão vendidas por até 100 vezes mais. Quem é que está ganhando mesmo?  Em pleno século XXI, você ainda quer fazer parte disso? Não, né? Então confira algumas dicas pra começar a ter responsabilidade social também na hora de se vestir!

1. Pesquisa o background da empresa:

Isso quer dizer que não custa fazer uma pesquisa rápida pra descobrir se a empresa da marca X (que você adora comprar) possui acusações de trabalho escravo correndo na Justiça. Existe um app chamado Moda Livre (disponível para Android e iOS). Através dele você consegue ver quais empresas estão bem ou mal avaliadas na questão de marcas que combatem o trabalho escravo.

2. Não se iluda com preços baixíssimos

Sei que em tempos de crise o preço é bastante importante na hora de comprar alguma coisa. Mas, pare e reflita por um tempo. Se a marca conseguiu deixar uma peça de roupa tão barata assim, é porque a corda estourou de algum lado, e não foi do lado do dono. Então, antes de mais nada, avalie sua real necessidade daquela peça de roupa. Sua vontade consumista de comprar algo com preço de banana vale mais do que as condições de trabalho daqueles que confeccionaram sua roupa?

3. Tome consciência do assunto

Um documentário bastante tocante sobre o tema (tem no Netflix) chama-se “The true cost”. Ele fala basicamente sobre a indústria de moda americana, que é praticamente baseada naquilo que eles chamam de “fast-fashion”, ou seja, a moda muda todo dia, mas os preços são super atraentes então é possível se manter sempre por dentro da moda – e consumir cada vez mais.

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4. Renove o guarda-roupa

Mas faça-o de uma maneira consciente. Muita gente acredita que doar é sempre a melhor opção. E quase sempre é mesmo. Mas verifique se o local que receberá as doações não será prejudicado. Por exemplo: o Haiti recebe muitas doações de roupas vindas dos EUA. Acontece que com essas doações, a indústria local praticamente desapareceu, o que não é bom para a economia local. Assim, se você decidir doar, que seja para alguma instituição, alguma ONG, etc. Caso você queira se ver livre de algumas roupas e ainda assim ganhar uns trocos, existem brechós e lojas on-line que ficariam mais do que felizes em ver você colocando suas roupas por lá.

5. Não ache que seu poder aquisitivo aumentou

A indústria nos faz pensar que, ao oferecer roupas cada vez mais baratas, nosso poder de compra aumentou. Só que não. Essa sacada de marketing nada mais é do que nos convencer de que dá pra comprar uma roupa nova (e barata) quase todos os dias. Roupa que você talvez só use uma vez, ou então depois de comprar se dê conta de que você nem a usará. Isso sem falar no lixo gerado cada vez que jogamos uma roupa fora. Tecidos demoram quase 200 anos para se decompor.

6. Consumo consciente não é o mesmo de se vestir com uma toga

Que fique claro que não estou querendo impôr de quem você deve comprar ou não. E também não estou falando pra comprar apenas peças de alfaiataria e gastar todo seu salário. Mas muitas marcas brasileiras não possuem acusação nenhuma quanto à fabricação de suas peças e um possível trabalho escravo. Só sugiro que você não se deixe enganar pelas propagandas que entram na sua cabeça e fazem lavagem cerebral, te convencendo de que você p-r-e-c-i-s-a daquele último item fashion que está suuuper barato na loja Y. Será que você precisa mesmo? Será que com esse item você consegue compôr outros looks e usá-lo de modo versátil? Será que não é melhor economizar esse dinheiro e usar pra viajar, por exemplo? Só estou dizendo que, na maioria das vezes, o barato sai caro. E às vezes mata!

E aí, vai continuar achando que trabalho escravo não existe e que isso não é problema seu?

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RESPONDA: Antipatia absurda e sem motivo aparente, já sentiu?

Imagem: pinterest.com/superelaoficial
Créditos: bustle.com

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