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O que você procura?

Depois de detonar uma garrafa inteira de uísque barato em um bar qualquer da Augusta, eu penso em como era divertido ter você por perto, com toda certeza iria rir dos meus tropeços, da minha voz de embriagues que, segundo você, lembra a do Mickey Mouse. Você me ajudaria a entrar no carro, assumiria o volante e me levaria em segurança até a sua casa. Feito uma amazona, sustentaria o peso do meu corpo sobre seus ombros miúdos e me deixaria desabar no chão do elevador, sentaria do meu lado, faria um cafuné gostoso e me pediria pra não dormir.

Até Bukowiski sentia inveja de mim por não ter Mulheres como você.

A quantidade de álcool etílico presente no meu sangue poderia ser facilmente usada para embebedar metade dos mendigos de rua, poderia causar amnésia em todos eles, mas em mim, em mim não, eu jamais esqueceria aquele par de olhos negros onde, na escuridão, me perdi por tantas vezes. O escuro da tua íris clareia minha alma, menina! Cê não sabe como eu gosto do teu jeito de existir. De se fazer presente até quando já é passado! Um passado que eu lembro, como esquecer esse riso? O teu riso devolve a lucidez que perdi depois de tanto virar o copo, assim como acende a necessidade de te ter comigo bagunçando aqueles lençóis amarelados do meu apê.

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Olho pra rua, analiso as pessoas presentes no bar e penso se todas elas já foram tão filhas da mãe quanto eu. Quem em sã consciência trocaria uma garota divertida, parceira, de sorriso lindo e ótima babá de bebum por outra que não fosse você? Ah, garota, se eu tivesse você aqui outra vez te prometeria não olhar pra nenhuma outra mulher, a não ser para a loira gelada que o garçom me traria vestida de noiva. Mas casar, eu só casaria com você. Acredita nesse bebum, dizem que o álcool só nos faz falar verdade não é? Então! Acredita, vai.

O meu fígado deve estar implorando pra eu parar com essa vida, pra que eu me levante desse bar e siga pra casa porque você não vai aparecer pra me salvar, mas eu contesto, protesto, faço impeachment, bato panela, aviso a ele que fígado foi feito pra sofrer, só não sofre mais do que o coração, isso não. Fígado não pode reclamar de nada, está sempre bem conservado no álcool, enquanto o coração ninguém conserva, só quebra a cara, bate e apanha ao mesmo tempo.

Volto a encher o copo, a vista já meio embaçada, o meu mundo girando rápido demais e nada de você entrar nesse carrossel mundano. Prometo que vou tomar só mais três saideiras com o gelo do meu coração até eu sair de vez da tua vida, pode ser? Mas antes aparece aqui, senta, bebe comigo e cuida mim? Porque como Buchecha já previa: eu não existo longe de você!

Volta, moça. Deixa eu gostar ainda mais do teu jeito de existir. Me faz real de novo!

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