Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Não sou vidente, daquelas que prometem o seu amor em três dias ou o dinheiro de volta. E o motivo da minha existência é tentar fazer você identificar, se possível antecipadamente, dentre os seus relacionamentos, quais são destrutivos. E o seu namoro, lamentavelmente, é um deles.

Sabe, no início pensava que você, onze anos mais nova que ele, era imatura. Porque obviamente um homem com mais de trinta já é experiente, inteligente o suficiente e sabe o que quer. Ele quer viver uma relação madura, respeitosa e equilibrada, certo? Errado. Existe muito marmanjo velho por aí que mantém relações abusivas por puro prazer, se aproveitando da falta de experiência de mulheres mais novas pra pintar, bordar e tricotar com elas. E eu cheguei a acreditar nisso por causa da culpa, aquela que tanto pesa e que ele, com a maior habilidade possível, transferiu para os seus ombros, com o objetivo de controla-la. E, infelizmente, deu certo. Por muito tempo, mas não pra sempre. Porque agora eu estou aqui pra abrir os seus olhos pra isso.

Não, você não é louca. Você não é ciumenta obsessiva, muito menos neurótica. Era ele quem provocava ciúmes e, sutilmente (às vezes nem tanto), alimentava a sua insegurança. Fazia comentários depreciativos sobre a sua aparência e capacidade mental – muitas vezes em forma de piadinhas – e depois dizia que era brincadeira. Que era dramalhão mexicano. Exagero. Coisa de quem se leva a sério demais. Que não confia no próprio taco. Que tem que tratar de crescer, se não quiser ficar sozinha. Porque ele – só ele – atura esse tipo de comportamento. E você, que nunca havia tido outra experiência e cujo parâmetro de relacionamento era apenas aquele – acabou dando ouvidos àquelas palavras inverídicas. Mas eu não te culpo por isso. Desde cedo a gente ouve que é preciso fazer de tudo pra não ficar solteirona, pra tia, abandonada à própria sorte. Como não internalizar essas ideias?

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Ele fazia o possível e o impossível para se mostrar o maioral, aquele que tem a última palavra, que sabia de tudo e que deveria ditar as regras no namoro de vocês. Tinha uma retórica muito melhor que a sua. Embora você se sentisse injustiçada muitas vezes, pois percebia um quê de chantagem e ameaça nas suas palavras, você não tinha argumentos fortes na hora das brigas, e acabava se calando. Ou então se lembrava de algo que poderia ter dito, algumas horas, dias ou meses depois. E acabava não desencavando a história, devido à agressividade dele. Ele gritava muito e cada tentativa de conversa equilibrada era um suplício. Você acabava deixando pra lá.

Ele te traiu três vezes – talvez mais. É melhor você nem pensar nisso, porque sofreu tanto. Ele disse que a carne é fraca na primeira vez. Na segunda, que vocês estavam brigados há uma semana – mas não tinham terminado – e ele tem as próprias vontades, foi impossível se privar. Na terceira, ele nem lembra qual foi a desculpa que te deu – e eu também não – mas não importa. A verdade é que ele foi um calhorda de quinta categoria com você. E doeu pra caramba. Mas você não precisa mais passar por isso, eu estou com você agora.

Não trago seu amor de volta nunca mais. Não aquele, que sequer pode ser chamado como tal, pois não te merece. Desapega!

Eu não sou sua mãe, nem a sua psicóloga, muito menos a sua melhor amiga. Eu cheguei pra ficar, ou melhor, renasci, pois estava perdido dentro de você. Eu sou o amor próprio, e não permitirei que nada seja mais importante do que o respeito e a consideração que você precisa ter consigo mesma daqui pra frente.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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