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Autoestima é a forma como nos enxergamos quando estamos na frente do espelho. Pode ser o que pensamos do nosso próprio corpo, sobre as formas dele, nosso cabelo, nossa pele. Pode também ser o que pensamos das nossas habilidades e capacidades, no trabalho ou estudo e até nos nossos relacionamentos de forma geral.

Uma autoestima baixa, provavelmente, passa por tudo isso junto e misturado, além de muitas outras coisas que estão por trás disso. Normalmente, o que fazemos é atacar a parte mais óbvia que faz nos sentirmos mal conosco, e o nosso corpo costuma ser o primeiro a sofrer. Quantas mulheres chegam até a mim, diariamente, dizendo o quanto estão tristes com elas mesmas, porque se acham gordas, feias, com o cabelo errado, com a pele horrível e mais uma lista interminável de reclamações. Que são muito válidas, inclusive.

Digo isso, não porque eu penso que estamos certas em nos acharmos feias e erradas, mas sim, porque tem muita gente apontando isso na gente desde que somos crianças. E não tem dieta ou tratamento no mundo que possa fazer a gente se sentir plenamente satisfeita com nosso corpo quando o inimigo mora na nossa própria cabecinha.

Aliás, por falar em dieta, taí uma campeã mundial de destruição de autoestima. Esse é um método de tortura inventado por sadistas do início do século XX para nos fazer acreditar que aplicar a lógica cartesiana no funcionamento do organismo humano faz total sentido. E não faz. Até porque, quanto fazemos dieta restritiva, estamos, justamente, deixando de fornecer muitas das substâncias necessárias para seu organismo produzir os neurotransmissores e hormônios que nos ajudam no nosso bem-estar emocional.

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Indo além da nutrição do corpo e voltando àquelas crenças das quais falava antes, de que nossas mentes são programadas desde cedo sobre o que pensar sobre a respeito da nossa aparência, e a ligação direta sobre beleza e percepção de valor próprio, vamos parar para refletir o quanto vamos alimentando esses pensamentos depreciativos. Temos que aprender sobre as “verdades” que foram construídas ao longo da nossa vida sobre isso, que ficam no meio do caminho para a gente se sentir plena e capaz de realizar o que sonha.

Nutrir a mente e a alma é essencial para fazer as pazes com o corpo e a autoconfiança. Porque, quando somos cobradas de “dar conta de tudo” ou de “funcionar da mesma forma todos os dias do mês” nos sentimos incompetentes, fracas e sem valor. E quando nos damos conta de que não há nada de errado na forma como somos e funcionamos, começamos a conseguir usar nossa mente e nossas emoções como aliados para realizar o que buscamos na vida.

Como, então, vamos começar a nutrir a autoestima de forma efetiva? Eis aqui 3 etapas para você melhorar a imagem que tem de si mesma, de corpo, mente e alma:

1. APRENDER QUAIS OS ALIMENTOS QUE FAVORECEM A MENTE

Cada alimento tem um benefício específico que nos faz sentir mais disposição e mais alegria de viver. Comer cada refeição como se o bem-estar e a vida dependessem disso (e dependem!) é o foco, nesse caso. Ao invés de focar em cortar os doces e se proibir de comer o que gosta, comece simplesmente acrescentando os alimentos que funcionam como matéria-prima para os neurotransmissores e hormônios responsáveis pelo humor e nível de disposição. Isso tem impacto direto em como nos sentimos em relação a nós mesmas. As comidinhas que mais nos ajudam nisso são as plantas e as sementes, especialmente as ricas em gordura, como as castanhas.

2. SABOREAR OUTROS TIPOS DE NUTRIÇÃO ALÉM DA COMIDA: RELACIONAMENTOS, CARREIRA, MOVIMENTO DO CORPO E ESPIRITUALIDADE

Cada dimensão da nossa vida precisa ser nutrida com atenção para nos sentirmos plenas e contentes. Muito de nossa autoestima vem do prazer que nos permitimos sentir em cada aspecto da nossa vida. Se não nos oferecemos essa oportunidade com frequência, de alguma forma, e apenas ficarmos à mercê das circunstâncias, vamos perdendo a nossa fome pela vida, que é a origem do nosso senso de valor próprio. Ou se apenas colocamos nosso senso em apenas um aspecto da nossa vida, a possibilidade de nos sentirmos com menor valor aumenta muito. Por isso, é fundamental nós observarmos a todo momento como estamos alimentando cada uma dessas áreas, perceber se alguma está precisando de mais atenção e carinho da nossa parte e saber que é nossa responsabilidade pessoal fazer alguma coisa para transformar nossa relação com nós mesmas.

3. EXPRESSAR A ESSÊNCIA

Somente quando nos sentimos nutridas em cada área de nossa vida, construímos uma base para uma autoestima duradoura e saudável. Cultivar a autoconfiança, ouvindo com atenção e compaixão o que a alma nos diz, é ponto essencial. Perceber o que faz o olho brilhar, aquela coisa que fazemos, não porque tem uma função específica na vida, e sim porque aquilo faz o espírito cantar de alegria. Pode ser fazer alguma arte, dançar, cantar, brincar com crianças ou bichos, etc. A ideia aqui é sentir que, muito além da autoestima, a nossa essência está sendo nutrida por algo que só faça sentido para nós mesmas.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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