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Vivemos em uma sociedade extremamente preconceituosa. Isto não é novidade para ninguém. Dentre os preconceitos mais comuns estão o racial, o social e o sexual, mas existem inúmeros outros preconceitos que passam despercebidos. Entende-se por preconceito tudo aquilo que é julgado sem conhecimento. Então, que atire a primeira pedra quem nunca foi julgado e quem nunca julgou antecipadamente sem possuir conhecimento sobre o assunto em questão. O tão famoso bullying  só existe por causa do preconceito. Sofre bullying aquele que é diferente dos outros e é pré-julgado apenas por ser do jeito que é.

Sempre repudiei todo e qualquer tipo de preconceito, pois já senti na pele o gosto amargo que ele tem. Sempre achei que a graça desse mundo se encontra justamente nas diferenças. Seria um saco se todos fossem iguais. Sempre pensei em sair gritando por ai: ‘’Viva a diferença, viva a liberdade de sermos quem somos, de sermos quem quisermos ser, sem nos preocuparmos com os rótulos’’. Afinal, todo ser é impar e o respeito é algo que deveria reinar entre nós, humanos. Viemos parar aqui, todos, da mesma forma e daqui também, todos nós partiremos um dia. Portanto, somos todos iguais quando se trata do direito ao respeito e à liberdade, independentemente de aparência física, conta bancária, crenças, opção sexual e gostos peculiares.

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Acontece que, como disse anteriormente “que atire a primeira pedra quem nunca julgou antecipadamente”, dias desses caiu a ficha de que eu portava em mim um grande preconceito. Preconceito musical. Ou seja, julgava sem conhecer aqueles que não têm o mesmo gosto musical que eu. Não vou citar aqui qual é o meu gênero favorito até porque isso não faz diferença alguma. Nem tenho a pretensão de afirmar que o que ouço é melhor que todo o resto, longe de mim. Gosto é gosto e, realmente, não é algo que se discute. Acontece que sim, eu fazia uma falsa avaliação de algumas pessoas pelo tipo de música que as mesmas escutam.

Sou obrigada a confessar: que erro pra lá de absurdo esse meu (mas tá tudo certo, errar é humano e o importante é nos darmos conta de nossos erros e remediá-los). Hoje eu entendo que ninguém é uma pessoa melhor por ouvir músicas que possuem belas letras que fazem reflexões geniais sobre coisas da vida. E ninguém é uma pessoa pior por ouvir músicas que raramente trazem mensagens em suas letras.

É que eu, como boa e apaixonada, amante da música, faço dela minha religião e tento tirar de cada canção uma lição para me acompanhar ao longo dessa jornada chamada vida. Porém, nem todos são assim. Tem gente que escuta música só para mandar a tristeza embora ou para dançar, festejar ou por muitos outros motivos, isso é particular de cada um. Nem todo mundo sente a necessidade de se identificar com a letra para gostar da música. Depois de passar muito tempo da minha vida julgando mentalmente as pessoas por causa de seus gostos musicais, cheguei a uma grande conclusão: nosso caráter não é definido pelas músicas que ouvimos. Na realidade, caráter não se define, se constrói. E é preciso bem mais do que um ”bom” gosto musical para se construir um caráter digno de respeito.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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