Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Quando as relações românticas começam, é um misto de excitação e receio, tesão e medo, alegria e desconfiança. Se existe o mínimo de pontos de contato entre a minha vida com a da outra pessoa, se o cara se mostra interessado, puxa pela mensagem de texto algumas vezes por dia, especialmente logo depois de termos ficado pela primeira vez, e a química deu certo de alguma forma, logo estou mergulhada.

Mas mergulho com tanque de oxigênio. Afinal de contas, não se estabeleceu a confiança ainda. Já levei muito tombo pra saber que não conhecemos e sabemos do que a pessoa é capaz até o primeiro perrengue aparecer. E nem precisa ser uma circunstância externa não, como problemas financeiros, outra pessoa na jogada, distância geográfica. Muitos dos perrengues aparecerem porque ele ou ela entra em crise existencial.

Normal, né? Afinal de contas, uma relação que inclui afeto e sexo vai espelhar exatamente nossas questões mais profundas e sombrias, a parte do nosso ser que mais precisa de atenção e que ignoramos ferozmente, porque dói demais tocar nisso. E aí, como lidar quando isso acontece? Por que o instinto de sobrevivência liga no piloto automático? Por que temos a reação de fuga e apertamos certos botões que, consciente ou inconscientemente, fazem o outro se cagar de medo?

Quantas vezes eu já passei pela situação em que o cara faz um efeito de vídeo fade out na relação, aos poucos vai mudando aquele comportamento super atencioso para um seco e distante, vai de fazer de tudo pra ir me encontrar para nem sequer acessar minha mensagem de texto, de fazer planos para os próximos 3 meses para desmarcar coisas na última hora.

MAIS: CRÔNICA FINAL PARA UM AMOR QUE AINDA RESISTE
MAIS: SE NÃO LHE DER SOSSEGO NÃO É AMOR: É APEGO!

Ou simplesmente fazer o Ghosting, desaparecer como alma penada sem dar a menor satisfação, e deixar a outra pessoa com a maior cara de interrogação do universo, pois nada parecia indicar que a pessoa estava insatisfeita com a relação ou com ela mesma na relação. Aparentemente, isso ficou pop depois que a Charlize Theron vestiu a fantasia de fantasminha e botou o lençol na cabeça, largando o noivo Sean Penn sem dar satisfação pra ninguém.

Não dá pra gente se proteger de quebrar a cara espetacularmente, mas é possível ler certos sinais e cuidar da qualidade de nossos pensamentos e emoções numa história (tão comum) como essa.

1) Observe mudanças repentinas de comportamento da pessoa que persiste por vários dias.

Não importa nem um pouco qual o motivo que a pessoa te dá pra isso, porque não explica e não te deixa mais calma. O que importa é perceber a inconsistência de como a pessoa se porta com você. Isso é sinal claro que ela não está se importando muito com as consequências dos seus atos sobre você e na relação e que tem algo bem fora do lugar. Mas não chegue encostando a pessoa na parede sobre o assunto, porque aí ela vai sair correndo mais rápido que o diabo da cruz, e vai ser mais traumático para você mesma. Reflita se esse tipo de atitude está ok para você, se tudo bem a pessoa agir dessa forma ou não. Se não, use o item 2 para te guiar em que ação tomar.

2) Observe sua própria reação interna às mudanças do comportamento da pessoa.

Isso vai te ajudar a perceber quais são suas reações automáticas que se originam do medo, que podem destruir sua relação com o outro, te deixar com raiva e extremamente magoada, o que não faz nada bem pra você mesma. Quando paramos um pouquinho para se observar antes de agir ou falar, temos mais capacidade de fazer escolhas de palavras e ações que não vêm da carência, da vontade de punir (tentando provocar a mesma dor no outro ou no melhor estilo passivo-agressivo), ou por ficar se perguntando o que você fez de errado, que vão apenas aumentar o drama da história. Se precisar, escreva ou grave voz ou vídeo em algum lugar privado falando tudo o que gostaria, sem autocensura. Depois, vá editando esse conteúdo até você perceber que não sobrou nada do que você possa se arrepender de expressar, seja porque pode magoar o outro fundo ou porque você se sentiria muito exposta. Daí, posicione-se perante a pessoa com firmeza, mantendo sua integridade e compaixão, usando a empatia para lembrar que se a pessoa está te fazendo sofrer, é porque ela também está legitimamente sofrendo de alguma forma.

3) Desapegue do resultado e já visualize os piores desfechos.

Pode ser que tudo volte a ficar às mil maravilhas instantaneamente. Pode ser que a pessoa se abra pra você e vocês consigam juntos resolver a parada. Pode ser que a pessoa fique te enrolando com justificativas por muito tempo. Pode ser que a pessoa desapareça de vez, mais rápido do que um vestido lindo de marca a R$10 na vitrine. O que aconteceria contigo caso isso acontecesse?

A ideia aqui não é baixar expectativas ou ficar gorando o relacionamento. É simplesmente treinar a mente para estar inteiramente presente para a situação. Primeiro, porque ninguém no mundo tem a capacidade de mudar a opinião e o comportamento da outra pessoa. Segundo, que você tem total poder de mudar a sua opinião e o seu comportamento diante de qualquer desses cenários. É possível que esse tipo de comportamento de desaparecimento ou mudança de comportamento seja um deal breaker pra você, mas te ensinaram que devemos dar uma segunda chance, só que isso te faz ficar ressentida e você nunca percebeu isso antes. É possível que o relacionamento vá para o buraco e você tenha que lidar com a tristeza de não ter mais aquela pessoa na sua vida da forma que estava acostumada e que te fazia feliz e talvez isso te deixe de cama por dias, comprometendo as outras coisas importantes para você.

Entre várias outras possibilidades que podem fazer você se enveredar em um caminho de fuga da realidade e repetição de padrões autodestrutivos ou sabotadores. A questão é: de que forma você pode lidar com a tristeza, ou com a raiva, ou com o ressentimento sem se deixar ser arrastada por uma avalanche de emoções que lhe deixem arrasada e comprometa outras partes da sua vida? Começando a processá-las antes, visualizando-as e escolhendo qual a melhor forma de lidar com a situação. Até porque você pode nem precisar usar nesse caso, só que o treinamento já está feito para outra situação na vida. Autoconhecimento é a chave, não apenas para viver cada acontecimento com consciência, como também para nos ajudar a levantar mais rápido dos tombos, e a cair cada vez menos nos nossos padrões nocivos de relacionamentos e comportamentos.

Receba no seu e-mail dicas/textos sobre Amor

PARTICIPE: Será que sou eu o problema?
PARTICIPE: Sobre os homens sumirem…

Imagem: pinterest.com/superelaoficial

@ load more