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Toda mulher tem o direito de transar onde quiser, com quem quiser, da maneira e na hora que quiser. Mas ao contrário dos rapazes, mesmo o sexo sendo consensual e feito por duas pessoas, nós não temos a opção de ter um filho ou não. Aborto no Brasil é crime – mas só pra quem não tem R$ 3 ou R$ 4 mil para fazer uma curetagem na surdina. Sabemos bem.

Não, não estou fazendo apologia ao aborto, mas sim à liberdade de escolha, que é tão natural para os nossos meninos desde pequenos. Por que um pai pode abandonar/não assumir/não querer/não se interessar por um filho, e uma mulher, adulta ou não, é privada do direito e da oportunidade de decidir pelo que é melhor para sua vida e para o feto? Então, seria interessante termos o simples direito de também não querer ser mãe.

Fazer sexo é bom, divertido, tira o estresse, deixa a gente mais bonita e alegra o dia de qualquer um. Mas a gravidez nem tanto. Ser a família de alguém é uma decisão muito importante na vida de uma pessoa, mas, enquanto nossa sociedade ainda impõe que toda menina para ser mulher precisa ser mãe, aos meninos cabe o “é só pagar a pensão”, mas tão aí as estatísticas provando que muitos deles nem isso fazem. São dois pesos e duas medidas em uma questão onde somos nós que ganhamos a dolorosa alcunha de mãe solteira.

Sim, ele vai embora, mas é você quem leva a culpa, carrega a frustração e o medo de ser tornar progenitora. Engravidar é um turbilhão de hormônios somado a um mix de emoções que você nem sabe que existem. Um momento em que o mais importante não é ter um cara do lado ou um ambiente estável para que tudo corra bem, mas sim, o real desejo e vocação para a coisa. Embora enfrentar todos os desafios e a responsabilidade de criar um filho sozinha seja o que há de mais incrível que uma mulher possa fazer. Isso a gente discute em outro post.

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Nem todo mundo sonha com sapatinhos de crochê, papinha, lenço umedecido e noites sem dormir. Mas todas nós conhecemos alguém que não se cuidou tão bem, era marinheira de primeira viagem, não curte preservativos ou é fiel da pílula do dia seguinte. Assim como tem aqueles que riem na cara do perigo mesmo. Mas ainda assim, é um fardo pesado demais. Exatamente pelo fato das partes envolvidas não terem as mesmas responsabilidades, afinal, somos nós, gatinhas, as responsáveis por facilitar a vida de nossos belos pares, com as inúmeras opções de contraceptivos FEMININOS que tem por ai, muitas vezes, bem mais caros – e cheios de efeitos colaterais –  que o pacote de camisinhas que o futuro papai “esqueceu” de comprar. Ou nos vemos na obrigação de pedir para o fulano usá-las.

Vivemos sob o fantasma da gravidez indesejada + abandono. Quantas vezes esse medo te consumiu por saber que o parceiro não iria assumir, sua família ia te julgar e seu mundo ficaria de ponta cabeça? Interromper a gestação de forma legal ainda não é uma opção aqui. O mesmo não vale para as milhares de crianças que não são registradas pelo pai. O “aborto” dos homens é mais que permitido.

Eu não quero ser mãe do filho de alguém que mal conheço. Não quero ser mãe de alguém para quem não posso oferecer um ambiente estável. Não quero ser mãe em uma sociedade que me julgue pelas atitudes de um homem. Não quero ser mãe de um bebê que não seja amado e desejado. Não quer ser mãe para ser culpabilizada e rotulada. Não quero ser mãe sem poder decidir o que é melhor para minha vida. Eu não quero ser mãe para ser mulher.

Você é dona do seu corpo. Seja também quem manda no seu destino com a certeza de que um monte de outras mulheres estão lutando pelo nosso direito de decidir sobre a própria vida em detrimento da religião, das boas maneiras, do conservadorismo e do enorme machismo que rege nossa sociedade. Deixe que essa seja uma escolha sua, independente de quem esteja ao seu lado. Seja o que você quiser!

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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