Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Nas artes marciais bater significa parar a luta, admitir que você não consegue mais, entender que o outro foi mais esperto e fez um jogo melhor que o seu.

O movimento é simples, três batidinhas no oponente, no chão, ou, se estiver com os braços imobilizados, até mesmo um grito servem para parar a luta e dar a vitória aclamada para o adversário. Essa simples batida, pode ser a glória para um e a derrota para o outro. Essa simples batida diz: ok, é melhor eu parar, pois se continuar vou ter alguma parte do meu corpo machucada terrivelmente.

Isso tudo parece muito simples de assimilar, mas, acredite se quiser, existem muitos lutadores que preferem quebrar um braço ou uma perna ou, até mesmo serem estrangulados, do que assumir que perderam. Eles não batem. Para eles é mais interessante aguentar a imensa dor de ossos sendo partidos do que “entregar os pontos” e admitir a perda. Há uma espécie de fama em cima desse tipo de lutador. São considerados guerreiros.

Até que ponto ser considerado guerreiro é mais vantajoso do que ser considerado sensato? Sensato por saber até onde se pode ir, por entender que nem todos os dias serão os seus dias.

A gente pode (e deve) bater!

A batida é a percepção de que você fez o que estava ao seu alcance. Ela é sua consciência alarmando: alou! Pode parar. Queremos estar inteiros amanhã, não é mesmo?!

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Tá certo que perder sempre é difícil, não importa quantos anos você tenha, qual seja seu signo ou o quão da paz você seja, em algum momento você vai ter essa vontade ferrenha de vencer, mas eu acredito que o instinto de sobrevivência deve sempre falar mais alto do que qualquer orgulho disfarçado de garra e honra.

Quantas pessoas você conhece que preferem quebrar a cara a assumir que estão num barco furado? Quantas vezes você não se identificou como sendo essa pessoa? Essa pessoa que prefere continuar em uma situação desfavorável na vida do que ouvir um “eu lhe avisei” ou um “eu sabia”.

O que a gente não percebe, é que quando “quebramos a cara” a batalha foi perdida de qualquer forma, acontece que com muito mais sofrimento do que esticando a mão e dando três batidinhas.

De vez em quando pode ser interessante praticar a arte de bater pra alguns duelos da vida, de bater pros acontecimentos inesperados, de bater pra aquilo que só nos causa desconforto e que, provavelmente, vai acabar danificando, não uma perna ou um braço, mas a nossa sanidade, vitalidade e potência de vida.

Parece um pensamento maluco ou uma forma preguiçosa de encarar a vida, já que estamos acostumadas a ouvir o mantra do “não desista nunca” ou “resista até o fim”, mas esses dias li uma frase que me fez pensar de maneira diferente em relação a isso, ela dizia o seguinte: “a paz não é ausência de luta, mas em guerra perdida render-se é sinal de inteligência!”. Não sei o nome do autor, mas concordei com ele. Assim como eu, ele não fala em não lutar, pelo contrário, fala em lutar até onde se consegue, até onde é possível e, principalmente, até onde nossa inteligência permite.

Ganhar é melhor que perder, disso todas nós sabemos, mas, sem sombra de dúvidas, inteligência é estar inteiro para a próxima batalha, seja ela no tatame ou não.

Bom treino pra você!

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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