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De vez em quando me pego pensando em como as coisas mudam rápido nos dias de hoje, nos amores eternos que duram apenas algumas rolagens de scroll no smartphone pra virar um passado distante.

É incrível – e assustador também – como alguém interessante vira só mais um contato morto e sem função no whatsapp de acordo com as novas mensagens que a gente recebe.

Bom dia, Boa Tarde, Boa Noite, Oi, Tudo bem?

Frases batidas, quase retóricas, dessas com respostas fixas e irrelevantes que exprimem pouca preocupação e muito desinteresse na resposta. Assim, o alguém interessante vai descendo de nível, de interesse, de importância, vai se perdendo entre as novas mensagens que chegam, ficando no fim da rolagem… Em paralelo, parece que os algoritmos do Facebook não seguem o mesmo ritmo, insistem em recordar as mensagens que trocaram, seus amigos em comum e as fotos compartilhadas.

“Hoje fazem 3 anos que você é “amiga” de fulano”

Não fosse fulano ter sumido, você ter desistido e tudo ter acabado… Sim, hoje esses 3 anos teriam um sentido diferente na vida.

É, em tempos de amor instantâneo, sumir assim não é lá a melhor forma de ser lembrado. É dar espaço para outro crush aparecer – e ser esquecido com a mesma rapidez.

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E há quem use o “like” como forma de ser notado, quase um grito de “Ainda estou aqui, caso tenha interesse”. O que pouca gente sabe é que existe vida fora das telas, existem muitas surpresas boas por aí quando não estamos olhando o celular. É só levantar a vista, aumentar o campo de visão, socializar como nos velhos tempos, em que olho-no-olho ainda era a melhor forma de se flertar, conquistar!

Talvez isso assuste nos dias de hoje, talvez ter que se locomover pra encontrar o outro não seja lá tão convidativo aos olhos da nossa geração como carinhas amarelas sorrindo e mandando beijos são.

Muitos amores morrem por “visualizar e não responder”, ou por não ser correspondido, morre quando desligamos o aparelho, e não é porque era falso, é porque ele não tinha forças para continuar ou simplesmente pela ironia de receber um “e ai, sumida” quando na verdade você sempre esteve ali.

Quem sabe o melhor a fazer seja trocar o like por um abraço, um sorriso, compartilhar um chop no fim do dia enquanto comentam sobre a vida, seguir de mãos dadas pelas ruas vazias enquanto divide teus gostos e desgostos com alguém e, ao invés de áudios, falar ao pé do ouvido, ver os pelos se arrepiarem e sentir o coração acelerar dentro do peito, não seria mais prazeroso?

Às vezes a gente curte, comenta e compartilha uma porrada de coisa tão irrelevante e esquece que o mundo está ai, girando, fazendo você esbarrar com o amor da tua vida enquanto tenta dar match com quem só te conhece superficialmente em um app do momento. Talvez seja isso, o amor se tornou supérfluo por tentarmos sempre mergulhar em pessoas rasas demais. Não é que você, entre um xis e um coração, não consiga esbarrar em alguém legal, isso pode acontecer sim, nunca duvide da vida, mas trás esse encontro pra vida real, porque os pixels da tela não conseguem competir com o prazer de se ter por perto aquele alguém especial. Podem inventar muitos jeitos de se encontrar o amor, mas o contato, pele-na-pele sempre será o meu favorito!

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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