Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Eu amo a MC Carol. E não, eu não vou pro baile todo fim de semana. O funk não é o meu estilo musical preferido, porém, é válido como qualquer outro, seja um sertanejo universitário tocado no boteco ou qualquer sucesso da MPB. Funk é cultura, sim!

Também não tenho as músicas dessa cantora de Niterói no meu Spotify. Nem assisti Lucky Ladies, reality show transmitido pela Fox Life, no qual ela se destacou. Mas eu aprendi (e aprendo) muito com essa mina, e preciso dizer o quanto ela é importante pra mim.

Temos muitas semelhanças: somos negras, gordas, nascemos na periferia. É enorme a probabilidade de ela ter sido zoada na escola algumas vezes por causa da sua cor, corpo e cabelo. Se bem que, pelo pouco que conheço da funkeira, imagino que deveria descer a porrada em pirralho folgado desde sempre. Provavelmente ela já foi preterida nos relacionamentos e objetificada pelo menos uma vez na vida. Porém, ela tem algo que ainda não possuo, mas que almejo: uma autoestima admirável. E faz questão de deixar isso bem claro nas suas entrevistas:

Algumas de suas frases e trechos de letras de música:

“Você é uma mentirosa, rapá. Você fala pra gente que come salada, você enche o cu de chocolate, para de caô”.

“Só fala da minha vida quando a sua for exemplo”.

“Eu mostrei que sei fazer funk cult e as pessoas se amarraram, ainda bem”.

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“Ou você anda do meu lado, ou vai ficar para trás”.

“Quando comecei, há cinco anos, fazia shows em troca do dinheiro da passagem de volta para casa e uma garrafa de vinho”.

“Acabou essa palhaçada de que precisa ser magra pra ser gostosa, ser aceita, ser amada e blá, blá, blá. Quem tem que me aceitar sou eu, o mundo que se foda. Sou gostosa, sou feliz, sou sexy, sou gorda, desejada e muito amada!”

“Se não fosse a Dandara, eu levava chicotada”.

“Meu marido vacilou, também vou vacilar. Vou botar pra ferver, hoje eu vou embrasar”.

Goste você ou não, ela é sensacional. E se tornou tão querida pelo público, acredito eu, simplesmente por ser quem ela é, sem caô e sem máscaras. Ela fala palavrão, é bagaceira mesmo, feminista pra caralho e dona de si. Não se rebaixa pra ninguém, não liga pra opinião dos outros e não depende do marido. É guerreira, tem consciência do seu valor como mulher e das suas lutas e não permite que ninguém as desmereçam.

Ela é simplesmente motivo de orgulho e exemplo de empoderamento para as mulheres numa sociedade racista, machista e gordofóbica como a que vivemos. É a prova de que, apesar de todos os padrões de beleza escrotos que nos impõem, não é fácil, mas é possível passar por cima de tudo isso de salto alto, batom azul e rebolando de sainha. E o melhor de tudo: sendo incrível.

Carol bandida, você me representa. Você é maravilhosa, rainha do universo!

PS: quero muito te conhecer pessoalmente um dia. 😉

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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