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O Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, foi um dos assuntos mais discutidos nas redes sociais, mídias e afins nas últimas 48 horas. A prova, que é a porta de entrada para diversas universidades no Brasil, ganhou destaque por diversos fatores: os atrasos, as expectativas envolvidas, sua dificuldade (desde que foi estabelecida como requisito para ingressar nas universidades), e por “provocar” a sociedade e os estudantes que fizeram a prova a refletirem sobre fatores sociais como: feminicídio, cultura afrodescente e religiões.

As questões que mais tomaram vazão foram as que envolviam Simone de Beauvoir e um texto que contemporiza o candomblé:

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Em um dos cadernos de prova a primeira questão era referente ao movimento feminista em que a representante principal foi Beauvoir. Para a sociedade machista e opressora, na qual estamos acostumadas a lidar com nomes masculinos fortes, começar uma prova lendo uma questão sobre o feminismo foi um balde de água fria. E o melhor de tudo ainda estava por vir! A questão imponente envolvendo a francesa foi só uma dica para o que seria o tema da redação: “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”.

Imagine 7 milhões de estudantes pensando a respeito deste tema e tendo que se posicionar de uma única maneira, pois é indefensável ir a favor da violência contra a mulher. Com certeza os especialistas que elaboraram a prova buscaram algo com isso. Primeiro, a redação é o item que tem mais peso na nota final, e segundo, se colocar a favor da violência com certeza será um item desclassificatório, pois vai contra os direitos humanos.

Só para você entender melhor, veja abaixo 5 atitudes que podem anular uma redação no ENEM:

1. Apresentar o texto em branco;
2. Apresentar um texto com até 7 linhas (não incluindo o título);
3. Apresentar um texto que exponha uma clara intenção de anular a redação;
4. Desrespeitar os direitos humanos;
5. Apresentar texto que não desenvolva a proposta de redação, fugindo do tema ou não atendendo à estrutura textual cobrada na prova.

Mesmo assim ainda existiu e continua caindo em rede algumas perólas.

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PARTICIPE: Sobre a redação do Enem 2015, opiniões? O que vocês acharam? Algum ponto de vista?
PARTICIPE: O que vocês pensam sobre feminismo?

Mesmo sendo constituída como crime grave e apesar da leis sancionadas com a Maria da Penha (2006), a violência contra a mulher persiste. Segundo a Central de Atendimento à Mulher, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, em 2014, 35% das mulheres em situação de vulnerabilidade sofreram agressões semanalmente, tanto na forma de violência física, como psicológica e sexual. Na última década, foram assassinadas mais de 43 mil mulheres no país, o que representa um aumento de 17% no índice de homicídios.

Tal comportamento que viola a integridade física, psíquica e sexual de muitas mulheres no mundo a fora está totalmente relacionada as culturas de diversos países, por exemplo, o sistema ocidental em que o homem trabalhava enquanto a mulher ficava restrita aos deveres domésticos, e o homem por sua vez exercia dominação total sobre ela. Ainda hoje muitas mulheres vivem aprisionadas e silenciadas, principalmente em regiões de tradição islâmica. Mas isso não se restringe a cultura oriental, muitas religiões ainda pregam que a mulher deve ser submissa ao homem, restringindo (e anulando) sua participação em cargos de uma congregação religiosa ou até mesmo da sociedade. É triste, mas ainda existe.

Apesar de vários avanços da luta feminista, esse paradigma social e patriarcal ainda não foi retirado da cabeça de muitos homens. Muitos ainda acham que podem dominar uma mulher, julgando-a inferior.

Então o que a sociedade, e as mulheres, pode fazer para dar fim a esse processo de violência?

Já ouviu dizer que educação é a base de tudo? Pois é exatamente isso que deve existir desde o primeiro momento. Mães mostrem que suas filhas são iguais aos seus irmãos, primos, namorados ou maridos, mas nunca inferior ou submissa. Acabe com a frase: “Ele te machuca porque gosta de você”.

Professores eduquem seus alunos a serem menos preconceituosos, façam com que eles vivenciem todos os dias, na escola e fora dela, relações de igualdade entre os gêneros. Os jovens, precisam ser formados para ver as mulheres como semelhantes!

E além da educação, a punição contra os praticantes por tais crimes devem ser mais severas, ou seja, as leis devem ter mais eficácia e coercivas.

A violência contra a mulher era uma guerra silenciosa, mas agora os holofotes estão cada vez mais fortes, tão fortes que uma das metas da ONU para 2015 é eliminar uma das mais difundidas violações aos direitos humanos do mundo: a violência contra a mulher. Você pode ver mais aqui neste link.

Como dizia a própria questão do ENEM de Simone de Beauvoir: Ninguém nasce mulher, torna-se mulher. Somos todos iguais. Feminismo é a luta da igualdade da mulher na sociedade, não queremos ser melhores ou piores apenas iguais. Se chegamos até aqui não é agora que vamos desistir!

E como a internet também pode proporcionar coisas maravilhosas, olha essa página que tudo: Sou feminista e lacrei no ENEM!

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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