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Simone de Beauvoir (1908-1986) foi escritora, filósofa e umas das maiores representantes do Movimento Existencialista francês, também marcou o movimento feminista com a sua revolucionária obra: O Segundo Sexo.

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Criada em família tradicional e conservadora, Simone contrariou os desejos da família ao viver de acordo com suas vontades liberais, rejeitou o casamento como destino e passou a ter uma dedicação incondicional aos estudos.

Durante sua infância a família encontrava-se falida, e por não ter dinheiro para o dote, o que não renderia um bom casamento, seu pai se convenceu que o sucesso acadêmico traria melhor condição financeira. O que fez Simone ter mais poder de escolha do que muitas mulheres de sua época.

Aos 13 anos decidiu ser escritora, e aos 21 anos se formou em filosofia, mesmo com o objetivo se tornar escritora, passou a dar aulas como meio de sobrevivência.

Após longa pesquisa, em 1949, aos 41 anos, Simone de Beauvoir lança sua obra-prima “O segundo Sexo” na França, a qual tornou-se o marco da segunda fase do feminismo, principalmente nas décadas de 60 e 70. O segundo Sexo revela o que é ser mulher na condição biológica, psíquica, social e política. A partir de depoimentos, pesquisas e da própria experiência, Beauvoir revela a opressão sofrida pela mulher.

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A mulher é reprimida de suas vontades desde a infância, nas brincadeiras é estimulada ao papel passivo e secundário, deixando o papel provedor e principal para o homem. Quando adulta sua vida gira em torno de um bom casamento e padrões socialmente aceitos, o qual qualificavam de “moça bem comportada”.

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Para atiçar sua curiosidade confira alguns trechos do livro:

“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino.”

“Ao contrário, na mulher há no início, um conflito entre sua existência autônoma e seu “ser outro”, ensinam-lhe que para agradar é preciso procurar agradar, fazer-se objeto, ela deve, portanto, renunciar a sua autonomia”.

“Hoje, graças às conquistas do feminismo, torna-se dia a dia mais normal encorajá-la a estudar, a praticar esporte.”

“Foi pelo trabalho que a mulher cobriu em grande parte a distância que a separa do homem; só o trabalho pode assegurar-lhe uma liberdade concreta”.

A mulher retratada em 1949 é a mesma mulher em 2015, muitas mudanças aconteceram, muitas conquistas foram alcançadas desde aquela época, mas muitos pensamentos arcaicos ainda persistem, muitos lares transmitem tais pensamentos como valores da sociedade.

Somos aquela mulher que enfrenta olhares julgadores por entrar em um barzinho ou restaurante sozinha, somos aquela mulher que sofre diariamente assédios nas ruas, transporte público, escritório, faculdade, quando só queremos cumprir a nossa rotina como qualquer indivíduo, somos aquela mulher que conquistou o direito de disputar vagas de emprego e mesmo assim a equiparidade salarial com os homens não é concedida, somos aquela mulher quem tem voz, mas não é ouvida, somos aquela mulher que sofre violência física e verbal de seu companheiro que deveria respeitá-la acima de tudo, somos aquela mulher que sonha, que luta e não desiste.

Simone de Beauvoir nos inspira com sua coragem, uma mulher que não teve receio de ir em busca daquilo que acreditava, que assumiu o relacionamento aberto como forma de viver o seu amor, foi alvo de muitas polêmicas, mas nenhuma obra sua foi indiferente, ela foi uma mulher à frente do seu tempo.

Por isso, leia “O Segundo Sexo” e empreste a quem estiver ao seu alcance. Os debates sobre as questões de gênero, os avanços, nossas situações cotidianas precisam continuar, compartilhe conhecimento! Não foi a toa que caiu uma questão sobre ela no ENEM.

Simone de Beauvoir nos ensina a questionar durante vida: o que é ser mulher? Vamos nos preparar para ficar com a resposta na ponta da língua.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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