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Queremos ser únicos. Essa é uma das características humanas que nos fez evoluir, que nos fez estar no topo da cadeia alimentar, que nos fez chegar aonde chegamos. Parabéns pra nós, isso foi fantástico, porque havia um objetivo, um motivo e uma direção. Havia um propósito.

Da mesma forma, atualmente, tenho me deparado com nossa necessidade de exclusividade na vida “comum”. Agora, não basta fazer exercício físico, é preciso que seja escalando o Monte Everest às 2h da manhã em pleno inverno. Agora, não é suficiente saber outro idioma, é necessário que seja o dialeto falado pela tribo indígena do vilarejo mais distante possível. Não adianta ter graduação em contabilidade, precisamos de Mestrados com ênfases em nomes impronunciáveis.

Esses dias, eu e uma amiga estávamos conversando sobre como somos sortudas por estarmos rodeadas por pessoas normais em nossas vidas. E quando falávamos em normais, queríamos dizer gente como a gente, sabe? Gente que tem problema, que acorda sem maquiagem, que tem preguiça, que briga com a vizinha, que vez ou outra anda descalça, gente com características humanas. Porque, cá entre nós, não é lá muito humano ser tão único assim. A verdade é que, por mais que se fuja disso, somos todos bem parecidos. Somos muito parecidos nos questionamentos, nas incertezas e nas inseguranças da vida, o que muda é que alguns não se importam em demonstrar isso.

O ser humano por si só já é muito interessante e sempre foi. Mesmo quando não existia o Google para saber o que acontecia em outro continente e conquistar aquele gatinho da faculdade com toda a sua sabedoria, era possível ser alguém que despertasse o interesse das outras pessoas, e isso era possível por um motivo muito simples: sempre foi possível ser gente. Pasmem!

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Por isso que quando tenho a sorte de conhecer esse tipo de ser humano me sinto sortuda, afinal de contas, essa especialidade de pessoa anda escassa. Veja a que ponto chegamos, ser normal se tornou coisa rara de se encontrar e os ditos “diferentes” existem aos montes, basta que você dê uma olhada ao seu redor.

Noite passada revi um vídeo que estava rolando na internet faz um tempo com o título  “What’s on your mind?” ou “No que você está pensando”, isso mesmo, aquele questionamento que o Facebook nos faz todos os dias. Ele basicamente mostra um cara comum, com uma vida comum, que tenta a todo custo se tornar mais atrativo na rede social. Ele não aceita sua vida comum, sua namorada comum, seu trabalho comum e, mais ainda, ele sente que a vida dele é menos feliz do que a das outras pessoas da rede.

Será que o criador do site de relacionamento considerou a possibilidade de alterar a pergunta “No que você está pensando?” para “O que você gostaria de parecer que está pensando?” Seria uma pergunta muito mais honesta, já que, ao que tudo indica, estamos mirando no alvo errado.

Eu, que tenho a pretensão de me considerar normal, continuo com essa mania humana de falar besteira, de ter medo do futuro, de lutar contra a balança, de chorar na TPM, de precisar de companhia, de esquecer como se escreve uma palavra, de matar academia, de ser infeliz durante alguns dias, de… dentre todos esses sentimentos normais me sentir diferente do que vejo por aí.

Você pode ser quem você quiser ser, desde que essa pessoa seja quem você realmente é.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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