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Sim, Ivete Sangalo sente ciúmes. Quem nunca, né? No dia primeiro de janeiro deste ano, ela se sentiu incomodada em ver o marido, o nutricionista Daniel Cady, papeando no camarote com outra mulher, a cantora Carla Verde. E fez questão de demonstrar seu desconforto publicamente, durante o show na cidade de Guarajuba, Bahia:

Diversos internautas criticaram a postura de Ivete, e muitos outros atacaram Carla da forma mais machista possível, criticando sua aparência e xingando-a dos piores nomes possíveis, como se ela estivesse destruído o relacionamento do casal. Várias mulheres – e eu fui uma delas, admito – se sentiram mais normais e humanas, porque afinal, se nem a baiana está livre do sentimento de posse, quem seríamos nós, mortais, pra não termos nem uma pontinha de insegurança? Porém, esse pensamento, infelizmente, não é nada saudável e ajuda a estimular a rivalidade entre as mulheres. E é exatamente isso que o patriarcado deseja.

Um suposto perfil de Carla publicou um vídeo provocando Ivete. Daniel foi dar maiores explicações sobre a polêmica e disse que foi apenas uma brincadeira. Há rumores de que a mulher que estava conversando com o esposo da musa não era Carla, e que ela estaria utilizando disso para se promover, o que é uma conduta totalmente reprovável, mas que não justifica o linchamento virtual misógino pelo qual está passando. Ivete pode ter tido motivos pra ter agido daquela forma. Pode também não ter tido razão alguma. Apenas o casal sabe do que se passa no relacionamento, e não cabe a nós teorizar sobre isso, pois não nos diz respeito. E não menos importante, não devemos aplaudir coisas desse tipo, muito menos julgar as mulheres. Elas não precisam que alimentemos ainda mais a competição feminina por causa de homem.

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Ivete é uma mulher bonita, carismática, com mais de vinte anos de uma carreira bem-sucedida. Tem uma autoestima muito boa e sempre incentivou isso em seus discursos. Mas ela é humana. Ela, em maior ou menor grau, é vítima do machismo. Seu sucesso é, em parte, medido pela sociedade de acordo com o seu estado civil. E o fato de ser casada com um homem bem mais novo, dentro dos padrões de beleza, certamente conta muito para que ela se sinta insegura em alguns momentos. Qualquer mulher é levada a essa insegurança pela pressão social, mesmo sendo admirável, talentosa e também enquadrando-se nos padrões de beleza, assim como ela. Não que isso justifique o seu ciúme. Mas eu a compreendo completamente.

Para finalizar, deixo para reflexão dois textos publicados no Facebook por duas das mulheres que considero mais sensatas no mundo virtual (recomendo a todas acompanhá-las na internet):

POR CAROL PATROCÍNIO:

“A cena da Ivete controlando com quem o marido conversa na plateia não é engraçada. É apenas triste.

Aquilo não é ciúme, é insegurança e necessidade de controle. E ninguém pode ser feliz assim.

Pensa nessa mulher, na carreira que ela construiu, no império que tem, na grana no banco… e ela é insegura, tem medo de ser traída, medo de ser deixada, medo de ser ridicularizada pela mídia caso isso aconteça.

Não é fácil aguentar todas as cobranças do mundo. O episódio só comprova isso. E a gente devia estar chorando por ela e não achando graça”.

POR MARIA GABRIELA SALDANHA:

“Tenho lido várias críticas à Ivete Sangalo, por conta do vídeo em que ela supostamente teria feito uma cena de ciúme de cima do palco, ao ver o marido dançando com outra.

Certeza absoluta de que a Ivete estava zoando. Sou graduada em interações ivetesangálicas com a platéia, rs. Tenho aqui catalogados todos os discursos sobre padrões de beleza em shows (“você é linda, sim! Não deixa ninguém te dizer que você não é gostosa”), todos os esporros que ela deu em jornalistas que insistiam em perguntar se ela estava grávida (“isso aqui é barriga de barriga mesmo”/”vocês ficam jogando com a ansiedade do meu público”), as vezes em que ela disse que estava toda cagada, de suvaco ruim e quando pediu pra ser respeitada (“tesuda é a mãe”); as entrevistas onde ela contou que queria conhecer os Menudos, quando encontrou a Cher…

Tá, mas e se não estivesse brincando? Você aí, mulher, está livre de todos os sentimentos que te afastam de outras? Parou de competir, de se sentir insegura, de se enciumar, de ter medo, de buscar aceitação? Ninguém está pronta, amiga. Não adianta apontar o dedo pra uma figura pública que nunca se declarou militante enquanto no teu próprio movimento tem mulher rachando mulher, dissimulando competitividade com politização, sendo que você não fala um “ai” quando isso acontece. Vamos pegar mais leve umas com as outras, ninguém está pronta”.

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Foto: www.superela.com/superelaoficial

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