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O que você procura?

Não sei se as pessoas com quem me relaciono sofrem de surtos enormes de orgulho que não permitem dar o braço a torcer, ou se é algo mais normal do que eu imagino. Doses de orgulho que chegam e dizem pra não mandar mensagem se você foi o último a mandar. Doses de orgulho que pedem distância tática entre uma pergunta e uma resposta, quase como uma arte da guerra pras paixões que a gente tem hoje em dia. Tudo muito articulado, tudo muito cuidadoso. Tudo muito estúpido.

Você já parou pra perceber que não faz sentido nenhum essa nossa maneira de jogar com relações amorosas, como se seguíssemos um tutorial feito por sabe-se-lá-quem?

Não me eximo da culpa e confesso que rodeio essas articulações. Toda aquela coisa de usar a tecnologia a favor das manhas da conquista, sem nem perceber que estamos deixando escapar pelas mãos que digitam o prazer de ter alguém por perto. Por puro orgulho bobo de achar que o outro passo tem que ser da tal pessoa, mesmo que você tenha amado a companhia dela. Por achar que o primeiro convite parte de um, agora o novo é por conta do outro. Por impor essas regrinhas de convivência que, no fim, só levam a um cansativo jogo de esconde-esconde quando, na verdade, tudo o que deveríamos fazer era aparecer, aparecer mais ainda pra quem a gente gosta.

PARTICIPE: Chega de sofrer, quero ser feliz!
PARTICIPE: Será que se eu enviar algumas mesagens picantes de vez em quando pra ele ajuda na reconquista?

Por conta disso, tomei uma decisão na vida: a partir de agora, eu corro atrás. Corro atrás como se fosse maratonista, sabendo das contusões e cãibras que posso sofrer no caminho. Corro uma, corro duas, corro quantas vezes forem recíprocas, mesmo que os convites partam sempre de mim. Corro e digo sinceramente aquele “quero te ver” gostoso que faz abrir um sorriso idiota na frente do escritório inteiro, aquele “quero te ver” que eu sou louco pra ouvir de quem eu tô conhecendo. Solto um belo de um “quero te ver” quando o primeiro encontro foi bacana, quando foi mágico, quando realmente me fez querer ver a tal pessoa de novo. Por que não?

“Ah, mas eu tenho medo de ser feito de trouxa.” Sim, todo mundo tem esse medo. Diga quantas vezes forem necessárias que você quer vê-lo (a) de novo. Diga uma, duas, três vezes, caso você sinta que deve. Mas, como disse um dia desses, correr atrás de alguém só vale a pena quando a outra pessoa te deixa se aproximar. Se ela recua, te evita, não corresponde, deixa sempre pra depois, caia fora. Corra, mas corra pra bem longe delas. E não se culpe por ter tentado. Quando nós perdemos oportunidades por culpa dos outros, não há nada a ser feito. O peso maior mesmo – você vai aprender com o tempo – vem quando nós perdemos oportunidades por culpa nossa, pela falta de declaração, por um quero te ver não dito.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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