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Nessas férias fui visitar uma amiga que mora no Rio de Janeiro, que por sinal é a Priscila Citera que escreve sobre moda aqui no Superela. Comprei a passagem e fui com a cara e a coragem conhecer a cidade e também me encontrar pessoalmente com a Pri, pois até então só nos conhecíamos por Instagram e WhatsApp.

Depois de colocar as fofocas em dia, iniciamos uma maratona de dois dias para visitar os principais pontos turísticos da cidade. Fomos do Arpoador ao Bondinho, do Shopping Rio Sul à Lagoa Rodrigo de Freitas, da exposição da Frida Kahlo à Praia de Copacabana, da Lapa à Praia Vermelha, do metrô à Rodoviária de Madureira, do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, mas principalmente fui levada do desconhecido até a memória, do emoticon até o som da gargalhada, transportada do virtual até a amizade.

Antes de chegar estava ansiosa para conhecer as belezas naturais da cidade, eu queria enxergar com meus próprios olhos se o Rio de Janeiro era realmente lindo e se ele continuava lindo – como canta aos quatro ventos Gilberto Gil – por mais clichê que isso possa parecer. E eu lhes digo que sim, ele continua apto ao título de Cidade Maravilhosa, mas o que me deixou mais encantada não foram as praias, o Pão de Açúcar ou o Cristo que pode ser visto de vários pontos da cidade e que quando chega a noite fica iluminado, “tirando onda”, como se quisesse nos mostrar que apesar de ser belo ainda é possível melhorar. Nada disso. O que me deixou definitivamente boquiaberta foram dois momentos específicos e que apesar de estarem ligados às belezas naturais da cidade são causados pelas belezas humanas, pela vida inteligente, pelos habitantes daquele lugar.

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Estávamos na Praia Vermelha, estava muito calor e a areia estava muito quente. Nesse momento eu pensava somente em proteger meus pés e correr até uma sombra, no entanto, havia um senhor carioca, que por amor àquilo tudo fazia algo que eu jamais imaginei que alguém faria. Ele estava com um regador e ficava derramando água desde a beira da praia até os nossos pés para que pudéssemos ir até o mar sem nos queimarmos. Ele fez o mesmo com outras tantas pessoas que estavam lá. Ficava indo e vindo, indo e vindo, já que inevitavelmente o sol secava a água do caminho. E ele fazia aquilo naturalmente, sem saber que estava fazendo algo bonito, sem perceber que parecia poesia, sem desconfiar que alguém em algum lugar escreveria sobre ele.

Mas isso não é tudo.

A Pedra do Arpoador é um espetáculo à parte. Imagine uma pedra alta, junte um mar abaixo e um pôr do sol acima. Agora some a isso tudo diversas pessoas se deslocando de seus lugares confortáveis e indo até o topo dessa pedra, um pouquinho antes do sol se pôr, e você tem um mar de gente aplaudindo e assoviando – literalmente – para o sol que está indo descansar, agradecendo a ele pela companhia naquele dia. Em tempos de tecnologia e efeitos especiais é incrível perceber que ainda existem pessoas – e muitas pessoas – que se encantam com o pôr do sol e o transforma em um pôr do sol digno de aplausos. É de arrepiar.

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Certamente houveram outros diversos momentos que presenciei, mas não tive sensibilidade para notar – espero que sim – mas estes poucos me fizeram perceber que a cidade maravilhosa pode ser Porto Alegre, Minas Gerais, Pindamonhangaba, ela pode estar em qualquer Estado, em qualquer País, pode ter belezas naturais ou apenas concreto e asfalto, mas certamente as belezas humanas estão por lá esperando que alguém as perceba, ou melhor ainda, que alguém seja o autor delas. Tomara que nós estejamos atentos.

Imagem: Pinterest

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