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O que você procura?

Há algumas semanas assisti ao documentário da vida e morte da cantora Amy Winehouse. Sempre fui fã dela. Lembro que quando ouvi pela primeira vez Rehab imediatamente comecei a procurar mais músicas dela, porque pra mim ela parecia diferente de tudo aquilo que eu conhecia – pelo menos em relação aos cantores que ainda estavam vivos e jovens- e era o máximo saber que eu poderia ir a um show ou conhecer coisas novas dela. Infelizmente ela morreu muito cedo, o que acabou por frustar os meus planos, mas mesmo em pouco tempo ela fez história, não há como negar.

Vendo o documentário pude perceber que ela era uma pessoa normal, eu diria até meio boba, bem diferente de tudo o que eu acreditava que ela era. Antes ela me parecia forte, impetuosa. Mas sabendo da história percebi que ela era um gatinho medroso e indefeso.

É engraçado como acreditamos que as artistas que gostamos são pessoas “diferenciadas”, como se isso os santificasse. Eu tive esse mesmo sentimento quando assisti ao filme do Renato Russo, do Cazuza e também do Tim Maia. Eles não eram pessoas diferenciadas. Eram apenas pessoas, e pessoas, bem, são complicadas em sua maior parte.

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Esses dias vi um post na internet que dizia o seguinte: “Jesus te ama porque não convive com você”. Ta aí uma verdade. De perto ninguém é normal, ou melhor, de perto é que somos todos normais, de longe é que acreditamos que o outro será perfeito, ou seja, diferente de nós. Nossa, complicado, né?!

Mas a verdade é que é muito mais fácil amar ou admirar quando não se conhece de fato. Os divórcios estão aí para exemplificar, porque a convivência mostra tudo, não há como fugir. Retirando dessa lista nossos pais, quantas pessoas conseguimos amar por inteiras, sem máscaras, sem esconde-esconde?

Pensando nisso na minha vida só quero amores difíceis, desses em que é preciso esforço. Os amores fáceis deixo para quem não se mostra, pra quem se camufla, pra quem faz tipo, pois eu sou toda eu e se não me amar por completo estará amando outra pessoa, estará amando um personagem que criei, ou talvez estará amando a sua própria expectativa de mim, pois os amores fáceis terminam após acenderem as luzes assim que o do documentário do ídolo chega ao fim.

Espero ter amores que saibam que tenho mau humor pela manhã, que fico irritada e depois feliz alternadamente várias vezes ao dia. Que continuem me amando quando eu tiver preguiça, quando eu ficar acordada até às 5h da manhã. Espero ter amores que tenham consciência de que fico descabelada, que tenho mau hálito quando acordo e que às vezes não faço as unhas.

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De que adianta um amor que não resiste ao filme da minha vida? Que ao assisti-lo dirá que havia se enganado, que me imaginava de outra forma, que se surpreendeu com quem realmente sou? De que adianta um amor com filtro de Instagram, com fotografia fora de foco?

Amores fáceis não resistem a mim, ou melhor, não resistem ao que é real. Já reservei nossos lugares na primeira fileira do cinema. Espero que o filme seja do seu agrado.

Imagem: Pinterest

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