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Fui o projeto piloto. A versão beta. A parcela do grupo que não recebeu placebo. Sou a primogênita. E para todos aqueles que nasceram primeiro, é sabido que rola uma coisa muito estranha. Nossos pais não sabem direito como ser pais, e nossas mães ainda estão se descobrindo como mães. Afinal, a coisa toda não é automática e leva um tempo pra nos acostumarmos uns com os outros.

Por 5 anos, fui a princesinha da casa. Mas uma princesinha que precisou lidar com uma mãe que não soube contornar meu enjoamento na hora de comer, ou com as minhas birras no supermercado.

Depois de ganhar uma irmã e te ter algumas crises de ciúmes, fui crescendo e quando cheguei à adolescência caí na real e tive uma constatação muito triste: mãe não é perfeita.

Isso ia contra tudo o que eu havia idealizado na infância. Afinal, eram adultos e adultos sabem o que estão fazendo, certo? Errado.

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E com mais uma terceira irmã no pedaço, eu me sentia acuada por bater de frente com elas e com minha mãe também. Eu me achava grande o suficiente para ter minhas próprias opiniões, que eram sempre certas. Eu batia de frente quando não concordava. Era uma guerra só pra ver quem gritava mais alto.

Minha mãe não é perfeita. Ainda bem!

Mas a gente amadurece e começa a perceber que não só nossas mães tem defeito, como as nossas próprias falhas podem ser bem parecidas com as delas. E aí vem o desespero e as consultas com um terapeuta. “Como assim eu sou igual minha mãe?”, “Imagina, eu jurei a mim mesma que seria completamente o oposto dela!”. Pois é. A gente não percebe, mas naturalizamos o lado bom e o ruim também.

Só que aí a gente amadurece e passa por algumas situações que realmente nos fazem acordar. Chega um ponto que você reconhece os defeitos da sua mãe, reconhece que pode até reproduzir alguns deles e aí você tem duas opções: odiar-se por isso ou admitir e trabalhar essas emoções.

Eu optei pela segunda. E devo reconhecer que não é fácil. Mas se eu já consegui perceber alguma coisa até aqui, é que o primeiro passo desse processo é a empatia. Sua mãe age de determinadas formas por razões que você pode desconhecer. Então antes de julgá-la por agir assim ou assado, lembre-se que a trajetória de vida dela foi diferente da sua. Tenho certeza que ela fez o melhor que pode com as ferramentas que possuía.

O segundo passo é agradecer.  Sim, soa estranho. Mas pensa comigo: os gritos e berros que sua mãe dava podem ter te fortalecido de alguma forma. A preocupação constante que ela teve com a sua segurança enquanto você crescia pode ter deixado você mais atento com o que acontece ao seu redor.

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Então antes de vociferar que odeia sua mãe, que ela foi/é uma péssima mãe, lembre-se que você não é nenhum X-men. Lembre-se que antes de não concordar com as atitudes dela, você deve respeito.

Mãe é uma vez na vida. Não desperdice seu tempo e sua saúde emocional nutrindo sentimentos ruins por sua mãe. Ela errou, você erra e vai continuar errando muito!

Se mães fossem perfeitas, seríamos filhos e filhas perfeitas e não sobreviveríamos um segundo nesse mundão! Então ufa! Obrigado por ter errado,mãe. Se hoje sou forte, é porque você me quis ver assim.

Imagem: Pinterest

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