Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Moça, chega mais, vamos conversar. O assunto: essa culpa que você está sentindo por não sofrer demais. Isso mesmo, é por NÃO sofrer demais. Eu sei que você esperava que esse fosse mais um artigo desses da Todateen sobre como superar um coração partido, mas não é, simplesmente porque eles não se adequam a você.

Eu sei que você está com medo de que todos esses rótulos de “fria e sem coração” sejam anexados a sua certidão de nascimento. Mas, não se preocupe com isso, porque hoje em dia ninguém mais pede para olhar certidão – nem identidade – de alguém com um sorriso tão bonito quanto o teu.

Todos dizem que você não amava ele só por que seu rímel continua intacto? Ou é por que você continua usando o perfume que ele te deu de aniversário sem se debulhar em lágrimas? Te disseram que você deveria jogar tudo dele fora para que não reste nada que evoque as emoções do passado? Ou ao contrário, disseram para guardar e esperar ele voltar?

Te disseram que você estava amando errado, era isso? Por que o que você sentiu ou melhor, a maneira como está demonstrando o que sentiu, não está certa?

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Por que? Porque o amor precisa ser sofrido, precisa de gritos e lágrimas. É  preciso sentir aquela facada no coração tão aguda como infarto, o nó no ventre tão dolorido quanto um parto e o desfalecer do corpo tão bruto como um impacto. É preciso buscar todas essas metáforas bovaryanas ou sheakesperianas em que o amor sempre tende a ser a um caminho confuso para um destino fatídico.

Todos eles estão errados, minha amiga, e você deve saber disso, senão não haveria de estar aqui. Todos esses que dizem que o amor só existe se houver dor estão desatualizados, afinal, já saímos do Romantismo.

Nem todos os amores precisam de provações. Nem todos precisam de mal-entendidos resolvidos a base de gritos de amor em meio a plateia do engarrafamento. Nem todos os bad boys tem bom coração e nem todas as garotas “feias” são beldades escondidas sob óculos fundo de garrafa.

Nem todos os beijos ficam melhores baixo a chuva ácida que escorre no centro da cidade que nunca para.

Nem todo puxão de cabelo é puro tesão e nem todo beijo, pura paixão.

O mocinho e a mocinha nem sempre devem ficar juntos no final.

Nem sempre o amigo nerd que sempre teve paixão platônica pela gostosa da High School é a melhor opção; às vezes é o figurante que só aparece de costas naquela cena curta da fila do cinema.

O que acontece sempre é que esses clichês só caem bem em filmes da sessão da tarde.

Porque, às vezes, não é falta de amor ou frieza. É só um momento de lucidez em que você lembra “Nossa, eu vivi cinquenta, trinta e três, vinte e um, dezoito ou quinze anos sem ele/ela. Por que agora haveria de deixar de viver?”

E você não pode ficar sozinha agora? Precisa sempre de companhia? Já estão querendo te arranjar substituto? Pobres destes que acham que você vai aceitar, como se fora a donzela da novela que acha que está encalhada só porque a melhor amiga já casou.

Você não precisa substituí-lo nem por outro nem por Prozac. Você apenas não precisa substituí-lo. Por que? Você se basta sozinha e é mais do que suficiente para si mesma.

Gosta da própria companhia, seja na cama ou na mesa de jantar. O outro nunca foi parte do prato principal, apenas aquele extra para complementar.  E o extra é sempre opcional.

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Por isso não deixe que te convençam de que te falta amor e te incutam essa culpa irracional.

Porque na verdade, não é falta de amor. Pelo contrário. É excesso dele. Mas não pelo outro, e sim, por si mesma.

Imagem: Pinterest

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