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Amassados num sofá cor de café, eu a envolvia por entre meus braços com um forte abraço, admirando seu lindo sorriso, acariciando ora com cafunés, outrora com beijos seguidos por leves mordidas no pescoço, e, em tom de brincadeira, sussurrava ao pé do seu ouvido: eu quero você toda pra mim.

Eu só queria estar ali, sempre ao lado dela.

O tempo foi passando e, sem perceber, acomodamos. Caímos na rotina, entramos numa bolha, perdemos a individualidade e ficamos dependentes. Era uma tragédia anunciada, afinal, o casal que antes gastava horas planejando o futuro, agora brigava constantemente. Diariamente.

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Sem perspectivas, faltava pôr um ponto final nessa história, faltava coragem.

Até que, um dia, falamos o que não devia nunca ser dito por ninguém e, em seguida, abaixei apressadamente, quase insuficiente, para desviar de um vaso de flores enfurecido. Era um arranjo de tulipas amarelas que cruzara rente ao meu rosto estarrecido, atingindo uma inflexível parede branca, despedaçando-se feito um coração de Lego.

Respondi com um sorriso ingênuo, imaginando como seria se eu a tivesse presenteado com uma bola de boliche ou, quem sabe, um piano. Ela ficou ainda mais irritada, quase surtou. Respirou fundo enquanto calçava as sapatilhas tamanho trinta e seis, levantou-se, enfiou na bolsa nossos planos e partiu sem pronunciar nem ao menos uma palavra.

Partiu e nunca mais voltou.

Não conseguia mais sorrir, então, abastecia sua ausência com infindáveis goles de cerveja, vodca ou qualquer outra bebida alcoólica. Não conseguia mais dormir, então, ocupei o tempo com filmes, séries, tetris ou qualquer coisa que roubasse minha atenção por alguns minutos. Gastei toda uma caneta tinteira preenchendo o vazio com versos desconexos de lamentos. Comi tanto chocolate que eu deveria ter encontrado o bilhete premiado para visitar a fantástica fábrica.

Largado naquele mesmo sofá cor de café, entendi que, às vezes, somos passageiros e que são poucos os romances “felizes para sempre”, também percebi que, durante aquele relacionamento, esqueci de cuidar um pouco de mim, deixei de evoluir e aí, desapareci.

Descobri que não há posses no amor e que amar é ceder e exceder.

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Por fim, aprendi a viver o presente sem o peso do passado, sem alimentar quaisquer expectativas para o futuro e sem medo de deixar o coração aberto. E, de tanto entender, perceber, descobrir e aprender, fui desapegando, me libertando e, principalmente, amadurecendo. Abandonei tudo aquilo o que me prendia, desafiei a gravidade, saltei daquele acolhedor assento estofado e segui aquele velho conselho que diz:

Esquece tudo o que aconteceu e vai ser feliz.

Imagem: Pinterest

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