Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Sabe, amor, gosto das flores, dos bilhetes que transbordam paixão e daqueles que contém um humor que só a gente entende. Gosto dos filmes, do brigadeiro, do macarrão alho e óleo turbinado com aquele seu omelete gorduroso que, entope as minhas artérias, suja o canto da minha boca, mas deixa meu estômago feliz. Gosto dos dias em que a gente pedala no Ibira e das noites em que dormimos no sofá – mesmo que um torcicolo me visite na manhã seguinte – enquanto na TV, passa mais um episódio do nosso seriado favorito.

Sabe, amor, quando olho para esses seus olhinhos miúdos, não sinto a necessidade de rotular a nossa relação – a serenidade que você me passa, deixa a minha alma leve – só tenho vontade de me perder na imensidão desse castanho singular que você carrega no par de olhos mais incríveis que já vi.

Sabe, amor, quando o meu toque provoca o seu arrepio e a gente se perde em meio a lençóis azuis e amarelos, tenho a certeza de que não existe nenhum outro lugar mais acalentador do que seu peito ainda acelerado. A sua respiração é a minha canção de ninar favorita, adormeço com a certeza que terei bons sonhos.

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Gosto de você pra caralho, amor – meus olhos já devem ter denunciado isso dezenas de vezes, né? Te amo pelo simples fato de você não ser uma necessidade. Não preciso de você.

Sabe do que preciso, de verdade? De uma casa, de oxigênio, de água, dos ensinamentos do Carpinejar, da minha Vó, de um bom livro, de um Engov – depois de uma noite alcoólica –, de um rímel à prova d’água, de uma bolsa maior, de um final de semana em São Thomé…mas de você? Eu não preciso nem um pouco, meu bem.

Nas aulas de Marketing, fiz o meu modelo da pirâmide de Maslow, e olha, você não está nem na pontinha. Sem suas mensagens cheias de emoticons apaixonados, a minha vida fica menos colorida – confesso – mas segue do mesmo jeito. Sem seu moletom gigante, passo frio, mas logo aqueço cada centímetro do meu corpo com uma dose cavalar de qualquer destilado.

Sabe, amor, você não é necessidade, é complemento, saca? A ideia de posse, de dependência, me causa urticária, me dar dor de barriga, vontade de fugir. Parece grosseria, eu sei. No entanto, acredite: essa é a maior prova de amor que estou te dando.

Amor sem algemas, sem pressão psicológica é amor de portas abertas – você vai quando quiser e eu fico bem.

Espero do fundo do meu coração, que eu não seja para você, um desejo insaciável, uma vontade incurável. Não, cara! Você não precisa de mim. Você adora meu  cafuné-mata-leão, mas acredite: ainda terá bons sonhos quando ele se fizer ausente. A vida segue sorrindo – talvez menos – sem os meus post-it, ora abobalhados, ora bonitinhos.

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Quando nossa relação for necessária – nos largaremos sem titubear – porque nesse dia, nosso amor que um dia foi genuíno, terá sofrido mutação e virado possessividade. Doença! Coisa do capiroto! E, esse tipo de “prisão” não desejo nem para o meu pior inimigo.

Imagem: Pinterest

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