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O machismo configura um posicionamento mental de superioridade que é sem dúvida um problema estrutural em nossa sociedade. Ele se manisfesta em vários níveis, que hierarquicamente, expelem muitos tipos de violência. Dentre eles, existe a violência psicológica, na qual gestos que parecem ser banais, na verdade oprimem, humilham e destroem a autoestima de milhões de mulheres todos os dias.

Tais atitudes são consideradas leves e até mesmo imperceptíveis, mas ajudam a formar a base sustentadora da cadeia de eventos que contribuem para que a violência se torne física, sexual e feminicida, reforçando os alicerces do patriarcado e suprimindo o valor do papel da mulher na sociedade.

A violência psicológica já foi até categorizada: quatro termos foram criados (em inglês) para descrever comportamentos abusivos de natureza psicológica que são amplamente reproduzidos por homens ao se dirigirem a uma mulher. Confira a seguir:

PARTICIPE: Fui estuprada pelo meu irmão e não sei quais medidas tomar ou não por causa dos meus pais
PARTICIPE: Sofri um abuso sexual aos 12 anos e hoje tenho consequências graves,o que fazer?

Gaslighting: existe quando o homem tenta tachar a mulher como exagerada, surtada, descontrolada, etc. Ele usa argumentos como o fato de ela estar na TPM ou ser emocionalmente instável para descredibilizar qualquer coisa que ela fale. A mulher, muitas vezes confusa e culpada, acaba duvidando de suas próprias convicções e opiniões.

Mansplaining: quando um homem fala com uma mulher de jeito lento e infantil, explicando coisas óbvias de um jeito didático, como se ela não tivesse capacidade intelectual suficiente para entender.

Bropriating: acontece quando um homem se apropria de uma ideia/ sugestão/ proposta/ conclusão tida por uma mulher e a torna pública levando o crédito por isso. Em meios acadêmicos e políticos essa situação bem recorrente.

Mansterrupting: é o hábito de interromper constantemente a fala de uma mulher, seja em reuniões de trabalho ou palestras. Ela não consegue terminar um raciocínio ou concluir um pensamento pois é insistentemente calada pela interferência masculina.

Estes dois últimos tipos de comportamentos reiteram o estigma de que a mulher não deve frequentar meios intelectuais e que deve submissão à voz masculina. São reações duras e cruéis instigadas pelo incomodo de certos homens em dividir espaços antes dominados por eles.

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O estereotipo de que a mulher é naturalmente desequilibrada e deve ser tratada de um jeito infantil também é reforçado através do gaslighting e do mansplaining. Eles buscam quebrar qualquer seriedade existente na fala feminina durante uma conversa ou discussão.

Então, fique atenta à forma como os homens ao redor se portam em relação à você. Pequenos gestos podem representar grandes problemas, e por fim, nos mostram como o machismo pode sutil, mas letal.

Imagem: Pinterest

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