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Penso demais, sonho demais. Bem, talvez eu sonhe um pouco mais do que pense. Ou será que penso mais? Vou ter que pensar a respeito… Sinto-me diferente da grande maioria por ser assim. Amo pensar. Amo sonhar. Amo ser quem eu sou. Mas, às vezes, penso que seria mais fácil me encaixar na maioria. Quem não pensa muito, não cria muitas expectativas, portanto, se decepciona bem menos. Quem não sonha muito, não sente medo de não conseguir realizar, não sente medo de não “chegar lá”, portanto, não se frustra caso os sonhos nunca deixem de serem apenas sonhos.

Ao mesmo tempo, temo que, com o tempo, eu me torne como eles. Então, presumo: é mais doloroso e bem mais difícil ser como sou, mas, também, é bem mais intenso. Penso, sonho e VIVO intensamente. Isso inclui, obviamente, sofrer intensamente. Tudo custa um preço. Se for preciso que eu viva os momentos ruins de forma intensa para que eu possa viver os melhores momentos da mesma forma, se for preciso que eu sinta a dor intensamente para que possa sentir a alegria na mesma proporção, eu aceito – e pago esse preço sem pestanejar.

A vida vale a pena justamente por causa desses momentos em que vivemos intensamente, quando nos entregamos plenamente as nossas emoções – sejam elas positivas ou negativas. Prefiro a dor a não sentir absolutamente nada, prefiro o sofrimento a ter uma vida morna, sem altos e nem baixos. Quando sinto dor, sinto-me viva. Logo, se sinto que estou vivendo e não apenas e tão somente sobrevivendo, sinto-me mais forte e mais corajosa para descobrir uma maneira de combater a dor. Quem não se permite sentir a dor, quem sente, mas a ignora, como se ela não existisse, tampouco conseguirá compreender e sentir a real alegria de viver.

Sou um ser extremamente sonhador e pensante, pois nasci assim. Não foi escolha minha, mas, caso fosse, eu escolheria ser assim, escolheria ser exatamente quem sou, como sou. Pois só quem sonha chega a algum lugar, ainda que esse lugar não seja exatamente igual ao lugar sonhado. Mas, tudo bem também, pois nós, os sonhadores, conseguimos enxergar beleza em todos os cantos. Se um sonho não deu muito certo, ou se ficou pequeno demais pra nós, a gente muda, se reinventa, cria novos sonhos.

Só não deixamos em hipótese alguma de sonhar, pois, quando alguns sonhos se realizam, é hora de inventar novos. Sonhar é ter a certeza que dá pra ir além, que dá pra chegar mais longe do que já chegamos, que sempre existe mais, mais lugares para conhecer, mais emoções para sentir, mais vida para viver. Sonhar é ter o dom de enxergar esse algo a mais e saber que o merecemos. Sonhar é ter coragem e determinação o suficiente para ir atrás desse algo a mais que nos espera em algum lugar do mundo e ter fé o bastante para acreditar que somos capazes de alcança-lo esteja ele onde estiver.

A vida é rara e bonita demais para não sonhar, para se conformar e para se contentar com a mesmice do dia-a-dia, para ficar vendo a vida passar enquanto estamos estagnados esperando que algo relevante nos aconteça, esperando que a vida nos surpreenda… Ora bolas, nós é que temos o dever de surpreender a vida, isso sim, é claro, se quisermos fazer com ela algo verdadeiramente significante.

Sonhar é ter amor por si e pela vida – e fazer dela a coisa mais louca e inesquecível possível. Por isso é que eu amo tanto sonhar e pensar. Pois quando sinto medo de não conseguir realizar os meus sonhos, eu penso… Penso… Penso um pouco mais… Repenso e não me restam dúvidas: eu posso chegar a qualquer lugar, eu posso ser quem eu quiser ser. Só depende de mim mesma tornar isso tudo realidade.

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