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Procrastinar é o ato de adiar uma ação ou prolongar uma situação para que a mesma seja resolvida posteriormente. Embora esse comportamento seja bastante comum, já que todos nós em algum momento iremos procrastinar em maior ou menor grau, devemos buscar estratégias para combatê-lo, pois, em demasia, o ato pode ser um grande obstáculo para o desenvolvimento de sua carreira ou de ter uma vida com mais realizações. Não é nem um pouco benéfico ser reconhecido como o profissional que nunca cumpre os prazos ou precisa de muito tempo para finalizar as tarefas sob sua responsabilidade.

Os motivos para procrastinar são vários, como: querer fazer uma atividade o mais completa possível ou perfeita – e acabar fazendo nada; medo do resultado de determinada atividade – será que quando concluída a atividade será criticada ou até mesmo será um grande sucesso? Como lidar com esse tipo de situação?; estar muito “ocupada” – a pessoa que procrastina pode justificar que está muito ocupada e por isso não esta conseguindo realizar determinada(s) tarefa(s), mas na verdade, sem se dar conta, está ocupando seu tempo com atividades menos importantes para aquele momento; superestimar sua velocidade de realizar cada uma das tarefas definidas para um dia – imagina que precisa de apenas 10 minutos para elaborar um relatório complexo e acaba levando 1 hora, e etc.

Quando me percebo travada na procrastinação, uso uma estratégia que chamo de “pelo menos”.  Aceito que o desafio é grande e/ou não estou com energia suficiente para concluí-lo e delimito algo que “pelo menos” eu consiga fazer naquela hora ou durante aquele dia. Por exemplo, eu preciso fazer faxina na minha casa, mas não estou motivada para isso, os dias vão passando e nada de fazer a faxina. Nesse tipo de situação eu paro e penso: “Deixa eu ver algo simples que pelo menos eu consigo fazer agora”.  E escolho algo como, tirar a poeira dos moveis.

Combino comigo mesma que é SÓ ISSO que preciso fazer, por hoje, em relação à faxina e não irei me cobrar de mais nada pelo resto do dia. O curioso que não é raro eu terminar a tarefa que delimitei para fazer e me sentir animada para fazer algo a mais. Pode ser que não faça a faxina na casa toda, mas pelo menos terei feito mais do que a minha falta de ação me permitiria inicialmente.

O segredo para essa estratégia funcionar é você definir algo que seja simples ou que não tome muito tempo e preferencialmente algo que fará uma diferença significativa para você por ter sido concluído naquele dia, embora as outras coisas que precisam ser feitas não sejam. O que está por trás dessa estratégia é fazer com que você saia da inércia. Mesmo um pouco de esforço para sair da estagnação pode fazer uma diferença enorme no seu dia.

Se você alguma vez ajudou alguém a fazer o carro “pegar no tranco”, sabe que a parte mais difícil é fazê-lo sair do repouso. Depois que o carro começa a andar, o esforço para empurrar fica menor. É justamente isso que você sentirá acontecer se colocar a estratégia do “pelo menos” em prática: partir para a ação usando o mínimo de energia disponível! Ao mover com sua tarefa, você sentirá que tem energia para fazer mais e isso te motivará a seguir em frente fazendo além do que foi determinado no início.

É importante estar atento caso você esteja apresentando uma procrastinação crônica, ou seja, você procrastina frequentemente, em diferentes tarefas, em diferentes situações e isso está comprometendo sua vida profissional e/ou pessoal. Neste caso, o adiamento pode ser sintoma de algum quadro de ansiedade e/ou depressão, TDAH ou outro sofrimento psíquico que requeira ajuda de um psicólogo e dependendo da gravidade, até mesmo de um psiquiatra. Se você se identificou com esse tipo de situação, não fique angustiado e busque ajuda agora mesmo. Aqui no Superela existe a seção de Super Profissionais onde você pode entrar em contato com algum deles para ajudar no seu caso.

Da próxima vez que você se perceber adiando suas tarefas mais importantes e sem ânimo para realiza-las, pare e reflita o que pode estar por trás desse adiamento usando algumas perguntas, como:

  • Quão importante é essa tarefa para mim?
  • O que eu ganho ao adiar essa tarefa?
  • O que eu deixo de ganhar ao adiar essa tarefa?
  • O que a realização dessa tarefa pode trazer para mim (de bom e de ruim)?

Essas perguntas podem te deixar mais consciente da origem da sua procrastinação e, com isso, buscar formas de combatê-la. Porém, se além de se tornar consciente você deseja um empurrãozinho, tal como um carro que precisa “pegar no tranco”, teste a estratégia do “pelo menos” e verifique se esse “menos” realmente não acaba trazendo mais realizações para aquele seu dia que você julgava estar quase totalmente perdido.

Imagem: Pinterest

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