Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Pode ser que aconteça aos vinte. Às vezes, começa aos vinte e cinco. Conheço pessoas que enfrentaram a mudança aos vinte e nove, beirando os trinta. Bom, comigo está acontecendo. O corpo já não aguenta mais tanto álcool, o dogão depois da balada embrulha o estômago. As festas com luzes piscando e som alto começam a causar náuseas, dor de cabeça e vontade de sair correndo. Beijos desesperados com gosto de cigarro e vodca, não fazem mais nenhum sentido – se é que fizeram um dia. A gente quer uma coisa mais lenta, um olhar mais demorado, um beijo no rosto que desliza suavemente e encontra a boca, não essa coisa meio predador querendo devorar a presa.

O boteco de sempre, perde a graça. Você olha os amigos ao redor da mesa e sente um vazio sufocante, mas sorri para disfarçar o desconforto – ali não é mais o seu lugar. Falar sobre sexo, signo e relacionamentos que não deram certo, não é mais tão interessante quanto antes. A saideira que antes era postergada, hoje vem antes das dez. Nada contra a boêmia, mas há um momento em que trocamos a roda de conversa, por uma taça de vinho e Nora Jones cantando bem baixinho na vitrola.

Outra coisa que muda com o passar dos anos, é o jeito como você encara a vida em par. Relacionamento passa a ter peso dois. A gente não quer só uma companhia para ir ao cinema ou para alterar o status do Facebook, porque-é-um-saco-ser-a-única-do-grupo-de-amigas-que-ainda-está-solteira. Não! A gente quer parceria, quer empatia, quer colo, quer ouvir coisa boa depois de uma segunda estressante. A gente quer alguém que nos olhe com zelo, alguém que ajeite nosso cabelo atrás da orelha e beijo nossa testa. Alguém que sinta-se feliz em nos fazer feliz.

Por último e mais difícil de lidar – pelo menos para mim – é a vida profissional. Passar oito horas do seu dia fazendo algo que não te satisfaz (leia mais aqui), que não te dá prazer, é extremamente frustrante. Você começa a se questionar diariamente, busca um motivo plausível para continuar na mesmice, mas não encontra. Você sabe que tem que mudar, tem que ser feliz, seu trabalho precisa te motivar a levantar da cama antes do galo cantar – zona de conforto causa infelicidade e gastrite nervosa. Trabalhar só para pagar contas, não é trabalho, é tortura. “O que você quer ser quando crescer“, “Quero pagar contas”, era isso que você respondia? Não, não era. Você tinha sonhos, não tinha? É hora de resgatá-los.

A metamorfose dos vinte e poucos é dolorosa, é tempo de descoberta e de transformação. Você está no ápice do autoconhecimento. É bem provável que deixe coisas, sentimentos e pessoas para trás. Há possibilidade de choro, talvez você pense que está no caminho errado, mas tudo é aprendizado e não esqueça: “mar calmo nunca fez bom marinheiro”. Vá à luta, dê as caras. Mude. Descubra uma nova versão de você. Curta a sua companhia, seus momentos de silêncio e isolação.

Não reprima o choro. Se der vontade, chore. Soluce! Grite! Não mantenha em carcere privado nenhum sentimento, exponha. O primeiro passo para a transformação é por para fora tudo que está guardado. Se precisar, procure um psicólogo (temos Super profissionais que podem te ajudar aqui!). Não há loucura alguma em deitar num divã, pelo contrário, buscar ajuda é sinal de lucidez. Ninguém disse que seria fácil, mas deixa eu te contar uma coisa: essa é a melhor coisa que você fará por você.

Imagem: Pinterest

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