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Antes de começar vamos pensar no ser humanos como um ser BIO-PSICO-SOCIAL. Bio porque ele é um organismo, composto de órgãos e sistemas que interagem para o bom funcionamento e equilíbrio do corpo; Psico, onde está relacionado nosso centro do pensamento, emoções, comportamentos e envolve todos os processos cerebrais que realizamos diariamente; Social, pois não somos sozinhos no mundo, estamos em constante interação com o ambiente e pessoas que nos cercam. O ser humano só é capaz de existir pois é capaz de interagir com outras pessoas.

A partir disso, conseguimos perceber que temos três grandes áreas relacionadas. Se uma delas não funciona bem, as outras são afetadas, portanto, quando falamos de qualquer doença ou transtorno psicológico, temos que pensar no que acontece no corpo, na mente e no social. É aí que entra a depressão (leia mais aqui).

No nosso cérebro, temos uma série de neurotransmissores e cada um tem uma função fundamental para o nosso equilíbrio corporal. Por exemplo, a dopamina é o neurotransmissor do prazer, a endorfina do bem estar e a serotonina do humor. Quando os níveis de serotonina no cérebro diminuem, se instala a depressão.

Tá, mas o que desencadeia esse processo? Podemos pensar em dois fatores que desencadeiam a depressão: um é o CONTEXTO outro o ORGÂNICO. No contexto, entram as diversas situações da nossa vida que podem desencadear emoções negativas muito fortes – sejam frustrações, chateações, preocupações, ansiedade, angústia, ou qualquer outra coisa que vai desequilibrar o nível de serotonina no nosso cérebro.

No orgânico, a pessoa carrega uma herança genética para a depressão, provavelmente na família já tiveram casos (diagnosticados ou não). Assim, ela fica mais propensa a desenvolver quadros depressivos ou até mesmo a depressão em qualquer momento da vida, com situações ou não.

Quando a depressão se instala, os níveis de serotonina baixam e acontecem mudanças no modo como a pessoa se relaciona com o mundo e com ela mesma. Sintomas como irritação, falta de paciência, dormir muito ou não conseguir dormir, mudança no apetite e no peso, atividades que antes davam prazer, perdem o sentido, desesperança, desespero, vazio, falta “ânimo”, a vida fica sem cores.

Há tratamento! O Tratamento da depressão acontece com a parceria entre a psicologia e a psiquiatria (temos indicações aqui). A terapia é fundamental para entender o processo de adoecimento. Ninguém nasce depressivo ou a tem instalada da noite para o dia! É um processo, por isso, é fundamental para a recuperação entender o que levou a pessoa a adoecer, possibilitando a criação de estratégias e técnicas de fortalecimento, mudança de comportamento e de relação com o mundo.

A psiquiatria contribui com os antidepressivos que agem nos canais de serotonina do cérebro aumentando a sua produção até que em conjunta atuação a pessoa volte a produzir níveis normais de serotonina e tenha adquirido a capacidade de se autogerir. Em casos de depressão (e outros transtornos/doenças psicológicas) o biológico adoece, o psicológico adoece e o social adoece. Por isso que o tratamento deve englobar as três frentes do indivíduo, em conjunto, com uma equipe de profissionais qualificados.

Imagem: Pinterest

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