Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Estava assistindo ao show do Eduardo Dussek, no Teatro Net Rio, quando ele parou para contar o choque e sua vontade de viver ao ser diagnosticado há sete anos com a Doença de Parkinson. Cantou lindamente e falou a frase de uma de suas músicas: “…vi o futuro em um instante” (Moderno Pássaro Andante).

Eu teria chorado se meu sentimento-obrigação de falar sobre quanto adiamos nossas vidas não tivesse sido mais forte que qualquer lágrima poético-romântica naquele instante.

Agora escrevendo, fico absolutamente confortável para ir muito fundo no assunto, porque já fiz parte dessa estatística e adiei várias coisas na vida, por inércia, conveniência, culpa, medo e tantas outras desculpas que você também está autorizada a dar, até eu terminar tudo o que tenho pra te dizer. Mas se você jamais inventou desculpas para adiar sua felicidade, acredite, há quem se aproprie de suas justificativas com tamanha convicção que elas se tornam mais fortes que seus próprios propósitos. De tanto repetir os argumentos, eles se transformam em crenças, podendo virar um vício e até um amuleto ou uma superstição se você quiser.

As “desculpas” são um jeitinho aparentemente confortável de não se assumir riscos e se fazer de “vítima” uma forma ilusória de conseguir atenção e aconchego. Você pode ir adiando a solução dos problemas e adiando a vida até se satisfazer com tão pouco que isso vire um hábito e sequer vá se lembrar de como já foi diferente ou o que poderia ter merecidamente no lugar.

E daí?

E daí que quanto mais você “adia sua vida”, mais o tempo vai dando motivos para te privar de amar por inteiro; não conseguir emagrecer; não dar fim ao relacionamento doentio; não mudar de emprego; não arrematar o que você começou; não se abonar a própria culpa nem se refazer de uma decepção inconsolável.

E daí, você pode procurar um método científico para ficar congelada, reclamar até ficar chata, excomungar quem te magoou, quebrar o espelho por ele estar contra você, escrever um livro falando que não acredita em coragem, chorar até o poço de lágrimas se esgotar ou formar o grupo das “conformadas anônimas”, para ficar na janela comendo e jogando pipoca na cabeça de quem estiver correndo enquanto você fica com o coração anestesiado e a vida parada esperando o tempo passar.

Mas se quiser, garanto que você pode resgatar a coragem e seu talento para lutar com apetite e aquele furor que certamente você já teve um dia, lembra? Só para alertar, eu nunca disse que é fácil, mas vale tanto a pena, que daqui a pouco você vai se perguntar: por que não comecei antes?

A propósito, você também já ouviu dizer que o objetivo maior da vida é ser feliz? Eu já! Mas a complicação é que isso traz uma responsabilidade de tamanho comprometimento que às vezes adiamos essa tal felicidade por medo de enfrentar o esforço e o risco das mudanças. É muito mais fácil negar. Abandonar o hábito de “adiar” nos obriga a enfrentar o que mais tememos.

Como o tempo está intimamente ligado aos sentidos e ao sentimento-percepção que temos entre os intervalos de começo e fim, mensurar o tempo pode nos confundir. Quando vivenciamos a felicidade extasiada, aproveitando ou fazendo algo que nos dá muito prazer, temos a sensação de que o gozo do tempo é fugaz e que ele voa. Quando experimentamos a mágoa, a insatisfação, ou adiamos soluções para algo ruim que nos deixa infelizes ou ficamos presos ao passado de retorno impossível, cegos para a escolha de um futuro farto; a incerteza ou a dor fazem com que tenhamos a impressão de um tempo insuportavelmente lerdo tardando a passar. O que é um enorme engano. Nos dois casos o dia tem 24 horas e o tempo passa sim, sempre, acelerado como a correnteza, você o esteja desfrutando ou não.

Quer saber se seu tempo está lento ou escapulindo das suas mãos?

Então, responda quanto tempo já se passou desde que você disse:

  • “Não consigo terminar meu relacionamento.”
  • “Não posso mudar de emprego.”
  • “Eu tenho baixa autoestima.”
  • “Não consigo me libertar do passado.”
  • “Eu tenho o dedo podre.”
  • “A culpa é minha.”
  • “Nunca termino o que eu começo.”
  • “Eu sou desorganizado.”
  • “Eu não tenho tempo.”
  • “Não consigo dizer não.”

Quantas outras crenças autointituladas você aceita passivamente sem enfrentamento como rótulo?

Cada um tem suas incontáveis razões para “adiar”, mas coloco à disposição alguns impedimentos que tenho percebido repetidamente ao longo desses anos como Coach de Autoestima & Relacionamento; Gestão de Tempo & Organização para que veja se algo diz respeito às fugas ou dificuldades que têm feito você adiar sua felicidade.

Impedimentos

  • Medo de mudanças.
  • Apego ao passado.
  • Comparações – “Copia e cola”.
  • Contradição entre o que você pensa e o que faz.
  • Dificuldade em dizer “não”.
  • Desorganização.
  • Necessidade de aprovação.
  • Dificuldade em pedir ajuda.
  • Não reconhecimento das próprias qualidades.
  • Hábito de se vitimizar.
  • Culpa.

Terminando o texto (mas nunca o tema), vou listar algumas sugestões provocativas para uso próprio ou doação a algum amigo que se encaixe. Por respeito à espessura do assunto, tenho o cuidado de dizer que estas poucas sugestões não são por si só capazes de fazer quem quer que seja sair são e salvo de seus estilhaços, mas se conseguir fazer ruído e levar à reflexão sobre os amores falhos, as mágoas ruminadas, o tempo adiado se esvaindo e principalmente, sobre a inesgotável capacidade que você pode ter para escolher como será sua vida a partir de agora, tudo que eu disse não terá sido em vão.

Perguntas

  • O que você tem adiado, merece engessar a sua vida?
  • Está bom do jeito que está?
  • Que hábito pode mudar para que a vida comece a fluir?
  • Esse é o mínimo, o bastante ou o seu melhor?
  • Você É assim ou ESTÁ assim por acomodação; falta de iniciativa?
  • Alguém pode mudar esse “estado” a não ser você mesmo?
  • Já tentou?
  • Se não, por quê?
  • Se sim, por que não consegue?
  • O que tem feito para mudar?
  • Se não parece fácil você pode fazer em etapas?
  • Se é muito difícil pode pedir ajuda?
  • Você tem rotina; agenda? Você cumpre?
  • O que só você pode fazer?
  • Como será sua vida quando você conseguir?
  • Você vai gostar mais de você quando conseguir?
  • Você quer?
  • Vale à pena?

Sugestões

  • Encare seu principal problema, eleja como prioridade e o assuma.
  • Faça uma coisa de cada vez.
  • Seja menos crítico – Aceite os elogios que receber e se aproprie deles
  • Reflita sobre o que tem consumido seu tempo.
  • Decida o que pode começar a fazer imediatamente em direção à solução do seu problema.
  • Escolha cinco “coisas” que pode tirar do seu dia, da sua vida e ou “jogar fora” e só pare quando conseguir.

Caso você acredite que vai ter 100 anos de vida útil, espere mais um pouco, caso contrário…

“Se você não gosta de como as coisas são, mude-as! Você não é uma árvore!” – Jim Rohn

Se quiser conversar mais sobre realizar seus objetivos e ser feliz, marque uma conversa comigo aqui.

Imagem: Pinterest

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