Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Todo mundo tem fantasias sexuais, isso é inegável. Algumas mais ousadas, outras mais comportadas, algumas apimentadas, outras mais bizarras, mas todo mundo tem. Por receio, vergonha ou medo de ser julgado, as pessoas acabam não tendo coragem de dividir suas vontades, e quando pensam em realizá-las, a falta de um lugar adequado contribui para que as fantasias fiquem escondidas no interior de cada um. Sexo a 3, troca de casais ou qualquer fantasia mais inusitada não pode ser realizadas em qualquer lugar, e é na busca pelo local ideal que a casa de swing surge como um oasis para satisfazer os corpos sedentos por novas formas de prazer.

Durante um daqueles papos de Coisa de Mulher e Tudo Mais, uma amiga me contou que esteve em uma casa de swing. Ela sempre teve curiosidade de conhecer e a oportunidade surgiu no ano que ela completou 27 anos. Ela também é escritora, mas nunca quis publicar nada sobre o assunto porque, sabe como é, né? A família toda está no Facebook, como é que se explica? Então eu pedi pra ela me contar a história e vou contá-la em seu lugar.

Ela não estava namorando ninguém, saía com um amigo de vez em quando, mas nada sério. Era um relacionamento alegre, despojado, divertido, sem cobranças e cheio de risadas, era uma amizade que virou caso e, por isso, tinham sintonia. Durante uma das conversas ele contou que já esteve algumas vezes em uma casa de swing. Ela já tinha ouvido falar sobre esses lugares e confessou a curiosidade em conhecer. Uma semana antes de ela completar mais uma primavera, ele a surpreendeu com um convite para uma casa na zona sul de São Paulo, claro que ela topou.

Antes de ir, eles conversaram sobre como essas casas funcionam. O que ela sabia é que o local é muito parecido com uma balada, tem bar, tem pista de dança e música eletrônica, a diferença é o show de strip tease e o local reservado onde todas as fantasias são liberadas. Ela não sabia bem o que esperar da casa e nem o que ele estaria esperando dela. A intenção era apenas conhecer e eles combinaram de não forçar a barra e deixar as coisas fluírem, a única carta fora do baralho era o swing, essa minha amiga não é muito aberta a muitas pessoas dentro de um mesmo quarto quando se trata de sexo, mas de resto ela estava disposta a fazer o que tivesse vontade.

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Combinaram de ir na saída do trabalho, na época ela trabalhava em um escritório na Rua Augusta (juro que é minha amiga e não uma garota de programa) e trocou de roupa no escritório. Ela optou por usar um vestido para essa noite, não muito curto para não instigar algum convite, mas curto o suficiente para chamar a atenção. Quando ele chegou para buscá-la, ela desceu as escadas, esperou na calçada por alguns minutos, ele parou com o carro e ela entrou sob os olhares do comércio da frente do escritório que certamente acharam que ela tinha jornada dupla e, ao perceber isso, eles caíram na risada.

Minha amiga me contou que é um local bastante discreto, somente quem conhece sabe do que se trata. A fachada mostra uma casa pequena que poderia facilmente ser confundida com um restaurante bistrô. Somente lá dentro é que você percebe sua dimensão, um pouco maior, mas não enorme. Para entrar nessas casas o mais indicado é entrar em casal, pessoas desacompanhadas chegam a pagar o dobro do valor, essa ação visa inibir pessoas que não tem a intenção de curtir a noite. Logo na entrada o segurança perguntou se já conheciam a casa e informou tratar-se de uma casa de swing, explicou qual era a programação da noite e algumas das regras que se resumem praticamente em respeitar os convidados e não arrumar brigas.

Quando entraram, a casa estava quase vazia, ainda era cedo e eles aproveitaram para conhecer os ambientes. Logo à frente da entrada fica a pista de dança com pole dance nos quatro cantos, à direita, área com algumas mesas e cadeiras, à esquerda, um corredor que leva para a área dos fundos, reservada para os casais. Com a casa ainda vazia, decidiram aproveitar o começo da noite para conhecer a área reservada, ao entrar encontraram um corredor com ambientes disponíveis nos dois lados. Do lado direito, um quarto com uma janela em vidro fumê, é o local destinado aos casais que gostam de assistir e serem assistidos.

Logo ao lado, uma sala grande com uma cama e uma cadeira erótica. No lado esquerdo há uma parede com buracos, atrás dessa parede, sofás, essa parede permite surpresas para quem se aventurar a colocar as mãos nos buracos de dentro pra fora ou de fora pra dentro. Ao lado desse espaço, cabines com sofás pequenos e baixos. Imagine-se em pé, de frente para esse sofá, e uma pessoa sentada a sua frente em um sofá baixo, com o rosto na sua virilha, essa é a finalidade dessas cabines. No final desse corredor está o quarto reservado para o swing, é um quarto grande com uma cama grande e vários sofás em volta.

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Após esse pequeno tour, o casal decidiu voltar pra pista e tomar alguns drinks, e assim a casa foi enchendo. As pessoas chegavam ainda comportadas, como em uma balada mesmo, a música foi aumentando e pouco depois de meia noite começou o show de strip-tease feminino e logo em seguida o masculino. Durante as apresentações, tudo é muito sensual, desde as luzes até a produção do casal, roupas decotadas, chapéus, maquiagem, dança, performance e etc. A mulher fica completamente nua, o homem quase, na hora em que ele ameaça tirar a cueca as luzes se apagam e ele some, só para aguçar a curiosidade da mulherada. Ambos convidam alguns dos mais exaltados para dançar e chegam a ficar com o corpo bem próximo um do outro, dançam juntos, se tocam, tudo com muita sensualidade, como se para jogar uma faísca no combustível já existente nos convidados.

É depois dos shows, ainda no ambiente da pista de dança, que os convidados perdem a timidez, abrem suas asas, soltam suas feras e caem na gandaia. Bebem, dançam, tiram a roupa (ou parte dela), se beijam, se tocam, fazem sanduíche de gente e, a partir daí, que os convites para visitar o ambiente reservado começam a aparecer. Esses convites acontecem de forma muito sutil, uma troca de olhares convida a uma aproximação, um sorriso convida à conversa, um leve tocar nas mãos garante que o outro aceita o seu convite e a partir daí tudo está permitido.

Nessa hora, com o ambiente esquentando, minha amiga decidiu conhecer o reservado em pleno funcionamento. Entraram acompanhando um grupo que também entrava e já pararam na janela fumê do primeiro quarto. Tinha um casal transando nesse quarto e esse grupo de pessoas começou a fazer piadas: “Nossa, ele está transando com a calça arriada?”, “Que folgado, deitado e a menina cavalgando, todo o trabalho fica pra ela”, “Olha lá gente, O cara é ruim de buraco , tem que arrumar com a mão!!”, “As vezes o pinto dele é pequeno, não encaixa direito!” Perguntei para minha amiga se o casal conseguia ouvir os comentários, pois não achei nada sexy transar com outras pessoas avaliando o seu desempenho.

Seguiram pelo corredor vendo casais ocupando os outros quartos e ambientes, uns se beijando, outros transando, nada muito chocante, afinal, estavam ali para isso. No final do corredor, entraram pela primeira vez no quarto do swing, aquele da cama grande, e lá sim as coisas estavam acontecendo, o clima descontraído desapareceu e o ambiente tornou-se totalmente sexual. Não sei se eles liberam algum tipo de fumaça lá dentro, não é permitido fumar dentro da casa, então cigarro com certeza não era, mas segundo minha amiga, existia uma neblina deixando o ambiente sombrio.

Ela não conseguia ver claramente o que estava acontecendo, tinham vários casais transando, mas se eram homem e mulher, 2 homens ou 2 mulheres não dava pra dizer, ela, que não estava disposta a entrar nessa onda, tratou de voltar para a pista de dança. Ela me disse que se percebeu com cara de assustada algumas vezes, e o amigo também reparou. Nessa hora ela soube que seus números para sexo são dois e quatro. 02 pessoas e 04 paredes (ou a posição).

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De volta à pista de dança, a noite foi passando, eles beberam, conversaram, dançaram, ficaram juntos e o clima começou a esquentar. Sem lembrar onde estava, ela sentou no colo dele e se entregou aos beijos do amigo. Durante o beijo, ele colocou a mão na bunda dela e levantou seu vestido revelando uma calcinha fio dental vermelha. Quando ela se deu conta de onde estava, o beijo acabou e ao abrir os olhos encontraram muitos olhares na direção deles (UAU). Constrangida e com receio que essa atitude pudesse ser interpretada como com um convite, ela decidiu dar mais uma volta no ambiente reservado.

No corredor de entrada estavam atrás de 2 casais que logo abriram a porta do primeiro quarto e entraram, o rapaz ficou por último, pegou suavemente mão da minha amiga convidando o casal a acompanhá-los. Minha amiga estava distraída e se assustou. Tirou a mão bruscamente e dando um passo para trás, encostou de costas na parede do outro lado (a cheia de buracos, lembram?), que tinha uma mão pra fora e apalpou a bunda dela. A louca saiu de lá quase correndo, com o amigo rindo atrás, e confesso que eu e ela rimos muito quando ela me contou essa parte da história.

Depois de se acalmar e rir da situação, ela queria encerrar a noite, não queria passar por puritana e pedir para ir embora, então ainda tomaram a saideira, mas ela já tinha visto o suficiente. Por “segurança”, não desgrudou mais do amigo e ficaram colados na pista de dança. Enquanto dançavam, havia um casal próximo a eles, ele de frente para a pista e ela de costas pra ele e também de frente para a pista. Passou por eles uma garota visivelmente alterada atravessando a pista em direção ao casal, ela chegou com as mãos nos seios da mulher e a beijou, acabado o beijo voltou a dançar no meio da pista.

Certamente o casal estava trocando olhares com a garota antes disso, eles estavam em uma casa de swing, é assim que as coisas funcionam por lá. Passados alguns minutos, essa mesma garota começou a olhar minha amiga, talvez esperando uma confirmação que poderia fazer o mesmo. Ela ficou de costas e o amigo disse que a garota continuava olhando, nessa hora sem se importar em ser taxada de puritana ou não, decidiu ir embora, já era meio da madrugada, ela já tinha visto tudo o que queria ver e uma das regras para visitar as casas de swing é o respeito.

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Respeito com quem está lá, satisfazendo os seus desejos e respeito próprio, de não fazer o que não quiser, o que não se sentir confortável e ir embora quando sentir que deve. Sem julgamento ou preconceito, apenas respeitos às próprias vontades. Acredito que cada um deve satisfazer suas vontades da forma que quiser e, por isso, não nos permitimos rotular pessoas em nossa conversa sobre esse dia, afinal minha amiga estava lá e teria exatamente o mesmo rótulo que desse a qualquer um fazendo algo ou não.

Minha amiga não voltou mais no swing, ela que prefere a privacidade para realização de suas fantasias. Achou que conhecer foi o suficiente. Com o passar do tempo ela perdeu o contato com o amigo que a acompanhou e com um sorriso no rosto me disse que não se arrepende de ter ido e que valeu a experiência, coisa que eu concordo, pois sempre vale a pena experimentar coisas novas, desde que você se sinta a vontade com a experiência.

Sei que ainda existe muito tabu em relação a casas de swing e ao que acontece lá dentro, não é algo que podemos contar para qualquer pessoa, mas se você tem curiosidade para conhecer, vá, é uma experiência sua e de mais ninguém. E se houver algum receio em assumir que foi, quando alguém perguntar se você conhece, diga que não, mas que sua amiga foi e te contou tudo!

10 dicas para aproveitar sua primeira vez no swing

Existem alguns lugares em que você precisa estar preparado antes de ir, a casa de swing é um deles. Se você tem curiosidade de conhecer, fique ligado nessas dicas e aproveite.

1 – Respeite as regras do local, essas casas funcionam bem pois existem regras e elas são cumpridas. Não ultrapasse limites, existem seguranças dentro da casa que visam o divertimento dos convidados e estão prontos para intervir caso algo fora do comum aconteça.

2 – Não tenha preconceitos e não julgue. Algumas pessoas são frequentadoras e outras são como você, apenas conhecendo, buscando a mesma coisa, curtir a noite e se divertir. As pessoas estão lá para satisfazerem suas vontades livres de qualquer julgamento. Sentindo-se desconfortável você possui total liberdade de ir embora a qualquer momento.

3 – Não sinta-se sozinho e não tenha ciúmes. Muitos casais vão ao swing para conhecer e sentem-se acanhados, como você. Seu parceiro vai receber olhares e investidas, e você também, a recusa deve ser leve e sem grosserias, todos os presentes sabem das regras.

4 – Dance! A casa é uma balada, a diferença é que as pessoas estão livres para ficarem nuas e realizarem seus desejos sem pudores.

5 – Não se acanhe ao ver pessoas nuas e semi-nuas, isso é comum, o diferente é estar com roupas.

6 – Não seja grosseiro ou rude, se algo incomodar, a saída é logo ali.

7 – Respeite-se. Não faça nada que não tenha vontade ou que vá causar algum arrependimento posterior, a ressaca moral é a pior de se enfrentar.

8 – Crie fantasias, enredos e cenários, ouse nas roupas, use e abuse de todos os seus desejos, esse é o local onde todas as suas fantasias podem – e devem – ser liberadas.

9 – Divirta-se, mesmo que não queira usar o ambiente reservado, curta a noite, curta a música, curta a bebida, mas se beber, não dirija.

10- Se gostar volte, não são os lugares que você frequenta ou a forma que você satisfaz os seus prazeres que vão definir quem você é, mas sim as suas atitudes e seu caráter.

Imagens: Pinterest

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