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Ele conhecia sua fama, embora ela não soubesse disso. Cultivava uma paciência extrema, talvez por conta de sua profissão: arquitetura. Assim como sabia que um projeto precisava ser desenhado e pensado nos detalhes, ele sabia que com ela a conquista se daria assim. Era o que queria, era a sua meta. Só não tinha ideia do quão equivocado estava com os meios que escolhera.

Ela não sabia como ele a conhecia, nem quem era o elo de ligação entre os dois. Achava que ele era mais um submisso iniciante, não desconfiava do passado, dos conhecimentos e muito menos das intenções. Ele sabia que sua maior fraqueza era a vaidade – e usaria isso para se aproximar.

Ela se levantou do sofá, foi até a sacada fumar um cigarro e lhe mandou tirar a roupa, ficando somente de cueca. A noite estava fria, principalmente na área externa do apartamento, cerca de doze graus.

Ele tirou a roupa com naturalidade, colocou sobre o sofá e veio até a sacada. O frio fez sua pele arrepiar, porém seu rosto estava sereno, tranquilo como quem não se importava com a situação. Ele não era um menino que reclamaria ao primeiro desafio.

Ela o olhou de cima a baixo. Sim, gostava do que via. Não era somente o corpo em si, era o porte rijo, de homem que segura firme uma mulher. Sabia reconhecer isso ao primeiro olhar, porém só levava em conta se o porte se sustentasse assim, quase sem roupa durante uma avaliação. Conhecia os tipos que se faziam de durões e se desmanchavam ao primeiro teste, permitindo uma humilhação fácil e rápida.

Ele ficou parado a sua frente, ela o olhava e não falava nada. Fumou seu cigarro devagar, acendeu um segundo. Perguntou se ele fumava, ele apenas disse que não queria. Ela sorriu e ficou olhando a rua. Ele ali parado, pele arrepiada, o frio começando a se manifestar.

Seguiu assim por quase uma hora, sem falar nada, olhando o horizonte, bebendo seu vinho, fumava outro cigarro, olhava para ele muito pouco. Ele tampouco se moveu, ou falou. Sabia intuitivamente que era um teste, não perderia para o frio mesmo que estivesse a tremer por dentro.

Ao cabo de uma hora ela o olhou sorrindo e perguntou:

– O que quer agora?

Ele, calmamente, a olhou e respondeu:

– Te servir.

Para ela foi o convite mais doce que escutara, ficou excitada instantaneamente. Segurou em suas mãos, que estavam frias. Olhando em seus olhos, disse:

– Deixarei você me tocar, quero conhecer suas mãos. Mas elas estão frias e eu detesto isso.

Em pé, encostada a sacada, abriu as pernas enquanto bebia a última taça de vinho. Usava um vestido rodado, de uma malha mais pesada e mangas compridas, por baixo meias 7/8 sem cinta. Ali havia uma ordem, não um pedido, ele sabia disso. Friccionou suas mãos uma na outra buscando aquecê-las, colocou a mão por debaixo do vestido, afastou a calcinha e lhe tocou o sexo.

Ela percebeu a ereção imediata, gostou da resposta, embora soubesse que ele ainda não estava condicionado. As mãos estavam levemente mornas, macias. Tocava com gentileza e suavidade, como quem explora o seu sexo, quem busca conhecer a textura e a umidade. Ela riu para si mesma sabendo que sua capacidade de estar sempre muito úmida iria enlouquecer o pobre rapaz.

Começava a gostar das mãos dele, virou a cabeça e acendeu mais um cigarro, o seu sexto desde que chegou a sacada. Ignorava a presença do Cezar ajoelhado a sua frente, seminu, naquele porcelanato gélido, numa cena humilhante. A Dama soberana podia ter o que quisesse, até um belo rapaz, viril, ajoelhado a lhe dar prazer, feito um cordeirinho manso.

Ele então começou a habilmente massagear seu clitóris. Sabia como fazer. A excitava suave, ao cabo do tempo era muito mais eficaz do que tentar levá-la ao gozo imediato. Gostou disso nele, a forma como se manteve dentro da ordem sem burlar. Sua expressão era calma, havia desejo sim, mas acima de tudo havia a hierarquia. Cezar cumpria seu papel, a face servil, quase suplicante por ter mais.

Ela passou a olhá-lo, o que para ele foi um estímulo tremendo, agora queria que ela gozasse ali, em suas mãos. Queria ver o sexo dela, apenas imaginava o que seus dedos lhe diziam ao tocar a pele. Queria poder ver todo o corpo que estava desenhado no vestido, sabia que era linda, e somente de imaginar lhe gotejava o pau. Queria mostrar que não era um tolo manipulável, um menino inexperiente que ela teria de ensinar o básico. Podia estar na posição de submissão, mas estava seguro de suas capacidades enquanto homem, não abriria mão disso.

Introduziu seu dedo com força na vagina, pressionou sua mão, massageou por dentro, roçava e retornava a introduzir cada vez mais rápido. Ela estava incrivelmente molhada, ele queria ver, não podia. Notou que a respiração dela mudara, ficou um pouco ofegante. Ela imóvel o olhava, ele queria beijá-la ali, queria rasgar a roupa, jogá-la ao chão, penetrá-la de qualquer jeito. Não podia.

Submissão

Sabia que era um teste, tinha de passar. Mas o sexo dela molhado em suas mãos, quente, pulsava, o cheiro que exalava. Ele a queria naquele momento mais do que tudo, sentiu um desespero incontrolável em si, precisava tê-la. Quando deu por si percebeu que ela gozara. Sentiu-a tremer em suas mãos, sentiu o gozo escorrer por entre os dedos, viu no rosto dela o olhar se turvar por segundos, um gemido suave a escapar por sua boca.

Havia um misto de surpresa, encanto, desejo, tudo enfim. Sem que ela ordenasse ele chupou as próprias mãos, absorvendo o gosto daquela mulher, experimentando parte dela com orgulho. Não sentia mais o frio, seu corpo estava aceso, ele estava desesperado por senti-la em seus braços, mas estava pleno de uma satisfação que nunca experimentara.

Julia o olhava calma, aproveitava a sensação do gozo que experimentara, aproveitava o deleite de olhá-lo de cima e constatar o desejo de tê-la. Mandou que ele lhe tirasse a calcinha, virou de costas a fim de ver o horizonte, e que ele a limpasse com sua boca. Encurvou levemente o corpo empinando um pouco as nádegas, manteve as pernas um pouco abertas. Posição de convite.

Ele levantou um pouco o vestido, tocou suave em sua bunda, sentiu a pele macia e tirou a calcinha devagar. Ajoelhado naquela sacada fria a lambeu. Não sabia se era o cheiro, o gozo, o sexo dela, a situação que o estavam a enlouquecer. A presença que o dominava ainda que ele não quisesse se submeter tão fácil. Esqueceu do jogo, desligou do mundo, era a sua boca e o sexo da mulher que ele queria mais do que tudo.

Se perdeu naquele momento e a chupou. Estava desesperado, tinha fome, tinha ânsia, tinha tudo em si. Como uma paixão que explode, a devorou com sua boca, não via mais nada, não escutava. A lambia, chupava, sugava. Queria aquela mulher, não conseguia parar. A sentiu tremer em sua boca, a mesma pele que pulsou em suas mãos, que ele queria dar cada vez mais prazer.

Ela se virou sem ele esperar, puxou ele por seus cabelos, e o beijou. Ele esqueceu das regras, esqueceu de tudo. Nada importava mais, se perdeu no beijo. Sentiu seu corpo quente enquanto a abraçava e a apertava como quem deseja engolir o outro com as mãos.

submissão

Sentiu sua bunda redonda e firme enquanto apertava, o cheiro vindo de seus cabelos, a pele macia do pescoço, os seios fartos que pareciam querer saltar do vestido. Puxou o decote dela, segurou os seios, mordeu os bicos duros, beijou, enfiou seu rosto e respirava a pele dela ficando cada vez mais embriagado.

Seus corpos se buscavam, ele a comprimia contra o muro da sacada, comprimia seu pau que gotejava ao corpo dela como quem mostra o que sabia e podia fazer.

Transaram ali, no chão, como dois animais sem rumo, como se não pudessem ver e enxergar mais nada. Ele entrava nela com força, queria morar ali, dentro daquela mulher que o enlouquecia, que se transformou no centro de seus desejos.

Ela o virou, sentou em seu pau, cavalgou insana. Ele não aguentava mais, precisava gozar. Ela percebeu, apoiou seu braço sobre o pescoço dele, jogou seu peso sobre ele enquanto explodia em gozo. Sim, ele tremia, ela também. Poucas vezes havia gozado só pelo fato de um homem a gozar como um animal, e ele gozara lindamente.

Ele ao chão recobrando os sentidos, ela admirada pela linda gozada que ele havia dado. Adorou sentir o pau dele duro o tempo inteiro, gostou de como entrava nela, da fome que ele não precisava falar. Ela podia sentir.

Ela se levantou e foi para o quarto, ele ficou meio perdido sem saber como agir. Já havia voltado a sua posição de submisso e percebera que aquilo tudo foi um breve momento. Talvez não ocorresse mais. Tinha gostado muito do efeito da asfixia, porém muito mais de tê-la beijado, tocado, penetrado, gozado. Ele a queria, e começava a pensar se um dia ela seria dele.

Ele entrou no lavabo, se limpou e vestiu as roupas. Já que não havia ordens, esperou ela retornar, ficou por quase duas horas a espera, cansado, dormiu no sofá.

Antes de apagar pensou em segui-la, em entrar em seu quarto, e possuí-la mais uma vez. Poderiam ter uma noite inteira de sexo, com ela estava certo de que não dormiria facilmente. Preferiu não ariscar ainda, era muito cedo.

Ao fazer o jogo dela, ele passava a conhecê-la. Precisava confirmar se tudo o que um dia ouviu era de fato verdade. Havia sim um misto de admiração por quem ele achava que ela era, a mulher forte, segura, experiente. Havia uma curiosidade latente e a vaidade de possuí-la. Havia uma intuição que lhe dizia que a verdadeira mulher por trás da Dama era incrível em integridade e capacidade de amar. Precisava apenas ter cuidado em não deixá-la perceber quem ele era, o que ele sabia e o que ele queria.

Cezar era paciente, ao contrário do que ela imaginava, muito mais observador do que um dia ela seria.

Texto extraído do livro – Dominatrix

Imagem: Pinterest

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