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Por mais que a gente esteja em começo de namoro e ache tudo lindo e maravilhoso, é sempre bom manter em mente o que poderia ser, mas infelizmente não é a quinta lei de Newton: relacionamentos são difíceis. Não importa o quão doce, compreensivo ou incrível seja o seu parceiro – ou sua parceira: vocês vão ter problemas. Um dia vocês vão discordar. Um dia vocês vão brigar.

Um dia vocês vão preferir ver qualquer merda na Netflix a olhar para a cara do bendito – ou da bendita. E isso é completamente compreensível. Afinal, se vez ou outra a gente não se dá bem nem com a nossa própria sombra, qual a chance de viver num mar de rosas com alguém que, assim como nós, tem anseios, objetivos, desejos, comportamentos e vivências bem particulares? Nenhuma. Absolutamente nenhuma.

Como se não bastassem essas pequenas (ou grandes, vai saber?) discordâncias, que são inerentes a qualquer relacionamento, o mundo ainda vem e enfia na nossa cabeça um monte de conceitos ridículos a respeito do amor e de como a gente deve amar (leia mais aqui). À primeira vista, essas crenças podem parecer inofensivas e apenas cumprir o inócuo papel de tornar tudo mais romântico e mais bonito. Mas hoje, na minha eterna e bem-sucedida função de destruir sonhos, minha proposta é mostrar como essas crenças são péssimas, limitantes, violentas, confusas, problemáticas – ou seja, tudo de ruim e mais um pouco.

Começando por 5 clichês que acabam com qualquer relacionamento:

1. O ciúme é o perfume do amor

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Não. Ciúme não tem, jamais teve e nunca terá nada a ver com amor (leia mais aqui). Se você se sente valorizada quando seu parceiro – ou sua parceira – faz cena de ciúme, pegue a sua pecinha e volte quatrocentas mil casas no tabuleiro. Ciúme é um dos piores sentimentos que alguém pode ter. Em primeiro lugar, porque denota posse – e isso é algo que a gente vai desmistificar já já. E segundo, porque escancara que há desconfiança – e confiar é o mínimo que você deve fazer em um relacionamento sério.

E em terceiro, porém não menos importante, porque é uma maneira extremamente egoísta de lidar com baixa autoestima. O ciumento não é nada mais do que uma pessoa que projeta no ser “amado” – entre aspas, porque desconfio que, quando há ciúme, não há amor – todas as suas inseguranças para, assim, se sentir melhor. Egoísmo puro e completo.

2. Ele é meu homem / ela é minha mulher

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Muita calma nessa hora, amores. Sei que um monte de gente fala isso impulsivamente, sem sequer pensar na semântica do que se diz. Mas, por mais que a gente não queira dizer exatamente isso, ao repetir essa frase, a gente acaba naturalizando a ideia de posse. De que pessoas são propriedades e, portanto, podem ser mandadas e desmandadas a bel-prazer de seu proprietário. Mulher minha não anda na rua com saia nesse comprimento. Homem meu não fica rodeado de amigas no bar. Filha minha não namora sem a minha aprovação. Alto lá, lindos. Pode parecer muito vanguardista, mas a grande verdade do mundo é que ninguém é de ninguém.

3. Casais bem-sucedidos são aqueles que estão juntos até debaixo d’água

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Hmmm, cheirinho de problema no ar. É gostoso encontrar uma companhia para assistir a um seriado num dia chuvoso? Sim, uma delícia. É gratificante ter um namorado que fica ao seu lado enquanto você termina a sua monografia? Nossa, demais. É incrível ir pra balada e se divertir até altas horas na pista com a sua parceira? E como é. Acontece que existe um negocinho chamado individualidade, que existe e deve ser preservada a todo custo.

Ceder vez ou outra e fazer um programa que não seja do seu agrado para acompanhar o seu parceiro – ok. Todo final de semana ter que fazer o que ele quer, sair com os amigos dele, comer as besteiras que ele come e viver em função dele – problemático. Extremamente problemático. Porque antes de ser parte de um casal, você existe como um indivíduo, que tem os seus interesses, os seus hobbies, os seus compromissos e os seus amigos. E nada disso deve deixar de existir só porque alguém entrou na sua vida.

4. Os opostos se atraem

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Ah, Hollywood… Ah, as comédias românticas… Ah, essa merda toda que só serve pra enganar trouxa. É realmente lindo a gente pensar em um mundo onde as diferenças pouco importam. Onde a branca namora o preto, onde o magro namora a gorda, onde a petralha namora o coxinha, onde a academicista namora o cara que leu dois livros a vida inteira. Seria incrível. Mas, infelizmente, não é assim que acontece. Quando as discrepâncias são físicas, infelizmente, o preconceito fala mais alto. E quando elas são psicológicas ou intelectuais, é difícil existir simpatia e empatia.

5. Quando se gosta de verdade de alguém, não se transa – se faz amor.

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Urgh. Nada me causa mais repulsa do que essa expressãozinha chulé: ~fazer amor~. É esse o grande problema do sexo em relacionamentos. À medida em que a gente cria barreiras e que o tapa na cara passa a ser proibido – porque é coisa de ~puta~, e não de ~moça pra casar~ – perde a graça, o tempero, o borogodó. Fazer amor é cozinhar um jantar a dois, é cuidar do outro quando ele tá com febre, é emprestar o livro que você mais gosta pra ele ler. Sexo não tem nada a ver com isso.

Imagem: Pinterest

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