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Durante anos eu tive medo. Medo de decidir ser livre e perder relacionamentos por voar alto demais. Medo de ser completamente minha e perder pessoas que só me amariam caso eu aceitasse caber nos moldes que são bonitos à sociedade, porém muito machucam – feito salto alto. Medo de seguir meus sonhos e fracassar. Medo de mostrar à razão a alma livre, sonhadora e intensa que por mais que eu fuja, é sempre minha guia.

Meses atrás decidi ser livre.

Escolhi ser só minha, e quando digo “minha” é com sentimento efetivo de posse, sem permissão para interferência de outros “alguéns” como tantas vezes já havia permitido em relações passadas. Optei por me reformular, reinventar meu caminho, trocar a trilha, recalcular a rota e parar de ir na contramão da via tentando provar o quão ótima eu poderia ser, finalmente desisti de provar à pessoas rasas que eu era intensa, profunda e boa o suficiente para ser digna de fazer parte da vida delas, entendi que elas eram rasas demais para compreender o oceano de sonhos que havia dentro de mim.

Compreendi que até as pessoas que mais me amam não podem intervir na minha paz interior, nos meus sonhos singulares e muito menos nas minhas árduas decisões, partilhar minhas dores e vitórias com quem amo é o que torna a caminhada mágica, mas a trilha quem escolhe, modifica e transforma sou eu.

voar

Optei por esbarrar o novo, instável, incerto e irregular, alguns dias flores, outros pedras.

Optei arriscar no futuro imperfeito e dizer adeus ao gerúndio estável que limita meu riso e trava meu voo, admito que muitas vezes o coração tem medo e a razão questiona sobre a escolha da trilha, mas aí a alma pulsa tão forte que tenho certeza da direção dos meus passos.

Optei por desviar meu caminho de sentimentos, pessoas e lugares que me prendessem em padrões, moldes e no martírio pessoal sobre ser/fazer/estar onde amo ou ser mais um padrão em busca de apenas estabilidade financeira e um amor bonito nas redes sociais. Inclusive, meses atrás esbarrei em um molde que parecia muito com amor, mas não aceitava minhas próprias escolhas e me fazia repensar sobre como me comportar perante as rodas de amigos “sempre bonita, palavrão nunca, cerveja engorda…” a lista de estendeu tanto que na metade me cansei. Não tolerei. Decidi que na minha vida não mais caberiam pessoas que se moldam para caber nos espaços pré determinados por outras pessoas.

Escolhi ser voo livre, viagem sem destino e assumir de vez o coração impulsivo e sonhador que possuo. Optei por ser meu próprio lar (como já dizia Juliana), não tolerar moldes camuflados de amor e abrir espaço para aqueles que como eu, sonham com uma mochila repleta de sonhos e cabelo molhado de mar.

Optei por me jogar nesse mar de incertezas que renovam a alma a cada dia e dizer adeus aos amores estáveis e constantes. Optei por assumir os riscos, acreditar nos meus sonhos – mesmo que sozinha – e pagar o preço por estar onde quero. Antigos moldes não me cabem, optei por voar.

Imagem: Unsplash

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