Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

O que assistir séries com protagonistas femininas tem a ver com feminismo?

Muito mais coisa do que se imagina! Infelizmente não estamos socialmente acostumados a ver mulheres assumindo protagonismo nas telas – ou fora delas. Passamos várias gerações vendo mulheres como coadjuvantes (até quando ocupavam os papéis principais!).

Como assim?

A mulher tinha que ser sempre – literalmente – a boa moça ou princesa que esperava o príncipe em seu cavalo branco pra resolver os problemas e blabláblá. Felizmente essas narrativas mudaram! Afinal, temos ao nosso alcance ótimas séries com protagonistas femininas tomando as rédeas da própria história e ganhando mais espaço e audiência!

Vou indicar 5 delas que se destacaram durante 2017 (e que você consegue encontrar na Netflix).

5 séries incríveis com protagonistas femininas que assisti em 2017

1. As Telefonistas

protagonistas femininas

Quatro protagonistas femininas com personalidades diferentes se conhecem em uma companhia telefônica e se tornam mais que colegas de trabalho. As Telefonistas é uma série espanhola que se passa em Madri na década de 20. Ao mesmo tempo, traz problemas ainda tão presentes no nosso cotidiano, o que a torna assustadoramente atual.

As Chicas del Cable” nos lembra o quanto a luta feminista por direitos iguais no ambiente de trabalho e fora dele ainda está só no começo. As Telefonistas nos mostra conceitos importantes como o da sororidade: empatia e companheirismo entre as mulheres.

A série é um combo de drama, romance e História – o glamour da época a deixa ainda mais envolvente e interessante. A segunda temporada acabou de chegar na Netflix, ambas com oito episódios. Vale a pena maratonar!

2. Anne with an E

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Anne é uma pequena órfã muito cativante. Com seus cabelos ruivos e amor pelas palavras, é uma menina sonhadora, falante, muito inteligente e nada prendada. Prefere os livros aos serviços domésticos e, com seu jeitinho espontâneo, quebra vários paradigmas sem nem perceber.

O fato de ser mulher, órfã e ruiva (lembrando que naquela época, ser ruiva estava totalmente fora dos padrões de beleza) não foram barreiras para ela conquistar seu espaço, ser destaque na escola (até mesmo entre os garotos) e ajudar a família adotiva a tomar decisões importantes.

A história é inspirada no livro “Anne de Green Gables” e já tem segunda temporada confirmada na Netflix. Yay!

3. The Sinner

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Dia ensolarado, praia, família reunida… É nesse cenário tranquilo que uma das protagonistas femininas mais curiosas do entretenimento, Cora, assassina brutalmente Frankie Belmont por motivos que nem ela sabe explicar até então. Um verdadeiro quebra-cabeça em oito episódios. Se você quer tirar um dia para fazer uma maratona, The Sinner é a série mais indicada. Até porque ela é uma daquelas séries quase impossíveis de dar pause, um suspense dos bons!

Muitos temas polêmicos são trazidos ao decorrer da história, mas o mais marcante deles é, sem dúvidas, o relacionamento abusivo e as consequências em suas vítimas. A protagonista Cora, interpretada pela talentosíssima Jéssica Biel, sofre de diversos tipos de abusos psicológicos durante toda vida a começar pela família fanática religiosa e pelo primeiro namorado.

Apesar da série ter um desfecho já em em sua primeira temporada, uma segunda já está em especulação.

4. Orphan Black

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A série canadense protagonizada pela espetacular Tatiana Maslany – arrisco dizer que ela é umas das melhores atrizes de sua geração – , estreou em 2013, mas voltou a dar o que falar em 2017 com a chegada de sua quinta e última temporada.

Ficção científica, ação, aventura, drama e muito suspense são ingredientes certos na saga do que ficou conhecida como”Clone Club”. Sarah Manning, Beth Childs, Cosima, Helena, Alisson e M.K são apenas algumas das personagens interpretadas por Tatiana de maneira tão louvável e brilhante que nos faz esquecer completamente que se trata de uma mesma pessoa.

O mais incrível de toda a série é a forma inteligente como a ficção científica é usada de metáfora da sociedade, além de nos apresenta mulheres de concepções complexas, porém com uma mesma luta: ter o direito de controlar seus próprios corpos e escolhas de vida.

Orphan Black também nos ensina a importância de aceitar, conviver e celebrar as diferenças. Apenas assistam!

5. Girlboss

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Um brechó e uma jaqueta vintage estão prestes a mudar a vida de Sophia: uma jovem de 22 anos interpretada por Britt Robertson, que até então pulava de emprego em emprego, revirava caçambas de lixo e cometia pequenos furtos.

Taí uma série que dividiu opiniões. Costumo dizer que ela é sem meios termos: ou a pessoa ama, ou odeia. O fato é que entre críticas negativas e positivas, a trajetória da estilista Sophia Amoruso, que fundou a loja virtual Nasty Gal e oito anos depois tinha mais de 350 funcionários, deu o que falar nas redes sociais. A própria Sophia se manifestou a respeito e disse que se considera uma pessoa difícil, mas não ‘mimada’ e ‘chata’ como a produção original netflix quis mostrar.

Eu acredito que a adaptação cumpre o que promete: uma releitura livre e divertida da trajetória de uma mulher nada perfeita em busca de seu sonho profissional. Infelizmente a Netflix resolveu não dar continuidade à história e cancelou a série. Contudo, vale a pena assistir a primeira temporada disponível e tirar suas próprias conclusões.

E aí, assistiu alguma dessas séries?

Tem alguma outra que acrescentaria na lista? Deixem suas indicações nos comentários, vou adorar saber e preparar um balde de pipoca pra maratonar.

Antes de tudo, vamos acreditar nas nossas próprias histórias, sonhos e vivê-los. Lembre-se: sobreviver ao caos já te faz uma super-heroína.

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Imagem: Reprodução/Anne with an E


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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