Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Meu namorado pode gozar dentro comigo usando pílula anticoncepcional?

Ôi bêninas, turu bom? Que que cês acham de bater um papo sobre a relação de pílula anticoncepcional com o boy gozar dentro?

Esse tête-à-tête de hoje, inclusive, foi inspirado em uma pergunta SUPER ACESSADA do Clube Superela. Aparentemente, esse é um daqueles assuntos que não importa a quantidade de informação disponível, sempre terá uma renca de minas com dúvidas sobre. E isso só prova o quanto a gente realmente precisa se ajudar, sabe?

Então ó: cabô medo, cabô vergonha. Pode deixar tudo numa caixinha antes de entrar nessa casinha aqui que hoje o assunto é sério.

Pode gozar dentro se a moça toma anticoncepcional?

Antes de tudo, é interessante que cês vejam a pergunta do Clube pra que, a partir dela, a gente possa conversar DIREITO.

Eu hoje, inclusive, vou testar minhas capacidades de ir direto ao ponto e passar O MÁXIMO de informação que posso em poucas linhas. Assim, a leitura fica mais fácil. Aliás, me avisem se ocês gostarem desse método? Pode ser comentando no Facebook, ou mandando direct por lá também. Aí eu faço mais coisas nesse naipe e todo mundo fica feliz.

Então bora lá:

A pílula funciona?

Desconfiar do poder da pílula anticoncepcional é normal. Grande parte disso se deve ao fato da pessoa não saber exatamente como ela funciona (ou o nosso organismo, de forma geral). Então, é interessante esclarecer isso primeiro para, depois, responder a grande dúvida.

Como acontece a gravidez?

A mulher engravida quando um de seus óvulos, liberados durante o ciclo menstrual (mais precisamente na ovulação), é fertilizado pelo esperma e se tornam um zigoto.

ovulação

Ovulação – via plannedparenthood

fertilização

Fertilização – via planned parenthood

Este, por sua vez, gruda na parede do útero e recebe recursos o suficiente para se desenvolver em um bebê.

gozar dentro

Implantação – via planned parenthood

Onde a pílula entra nisso?

A pílula anticoncepcional possui uma pequena quantidade de hormônios (estrogênios e progesterona) que impedem a ovulação, alteram o estado do muco cervical da mulher (dificultando a passagem do espermatozoide) e modificam o revestimento do útero (para tentar impedir a implantação do zigoto).

Então, para conseguir engravidar usando essa danada, minha amiga, precisa de MUITA força do destino. Porém, vale ressaltar que ela precisa ser tomada DO JEITO CERTO. Ou seja:

Pode gozar dentro então?

Se a usuária do nosso Clube cumpre com todas essas recomendações (e parece que sim), então pode. Sem problemas. Se a mulher não ovula, não há fecundação.

Aliás, aí vai a resposta para a outra dúvida dela:

A mulher tem período fértil mesmo tomando a pílula?

Não. Se ela tomar tudo direitinho, não.

Por fim, todo cuidado é pouco

Mulher, gravidez não deveria ser a única coisa com a qual você se preocupa. Lembre-se das DSTs, até daquelas mais comuns. Para manter a saúde sexual em 100%, previna-se.

Use camisinha. 

Imagem: istock

Você toma a pílula anticoncepcional todos os dias, mas será que você sabe exatamente o que ela faz e como ela afeta o seu corpo no dia a dia? Pensando nisso, montamos um teste junto com a nossa profissional de Saúde Integrativa da Mulher, Melissa Setubal, para testar os seus conhecimentos sobre o assunto e explicar um pouco mais a fundo o funcionamento desse medicamento.

É assim: são perguntas bem diretas com resposta no estilo ‘sim’ ou ‘não’. E logo que você escolhe uma resposta, aparece uma explicação sobre o assunto daquela pergunta em seguida. Vale a pena ler cada uma para entender um pouco melhor cada um dos tópicos, afinal eles são importantes e falam também sobre a sua saúde.

É sempre legal entender exatamente o efeito que um remédio como a pílula anticoncepcional tem no nosso corpo – afinal, nós tomamos esse remédio todos os dias por um motivo: não engravidar. Além disso, o melhor que nós podemos fazer por nós mesmas e escolher tomar uma pílula ou colocar um DIU conscientemente, sabendo os efeitos que cada um desses métodos terá no nosso corpo e optar pelo o que nos deixa mais confortável. Melissa até mesmo criou um curso que fala sobre isso, um programa chamado Contracepção Consciente, e você pode clicar aqui para saber mais e fazer a sua inscrição.

Imagem: Pexels


Quer participar da discussão? É só responder a pergunta sobre pílula anticoncepcional abaixo:

Mulher, o papo hoje é importante, hein? Acontece que uma das perguntas mais acessadas do nosso Clube Superela é a seguinte: quais são os efeitos colaterais depois de parar de tomar anticoncepcional?

Essa, na verdade, é uma dúvida muitíssimo recorrente entre as mulheres, principalmente agora que o diálogo sobre os malefícios da pílula para o nosso corpo está tão em alta. E sim, esse assunto é realmente importante para que nós possamos aprender ainda mais sobre como cuidar da nossa saúde e ficarmos ainda mais familiarizadas com nossas menstruações.

Já passou da hora de encararmos nosso ciclo menstrual como tabu, né? Saber COMO ele funciona, O QUE você pode fazer para amenizá-lo e conhecer mais opções além das tradicionais é fundamental na vida de qualquer moça empoderada! Então, hoje, a gente vai responder essa pergunta para que NENHUMAZINHA de nossas leitoras sequer fiquem com dúvidas, ok? Se você tá pensando em parar de tomar anticoncepcional, vem comigo!

O que você precisa fazer se quiser parar de tomar anticoncepcional?

parar de tomar anticoncepcional

Pensa comigo: você provavelmente sentiu algumas mudanças e efeitos colaterais quando começou a tomar o anticoncepcional, certo? Os mais comuns são náuseas, ganho de peso, maior sensibilidade nos seios, aumento destes etc. Portanto, faz TODO sentido você se sentir diferente novamente quando for parar de tomá-los.

Da mesma forma que a maioria de nós consulta uma ginecologista para começar a tomar a pílula, é essencial que, na hora de interrompermos o “tratamento”, voltemos até ela para recebermos orientações válidas. Afinal, o anticoncepcional não é uma “coisinha boba”.

Para se ter ideia, qualquer tipo de controle de natalidade baseado em hormônios pode alterar a forma como você se sente, seja ele a pílula, o adesivo, o anel vaginal, o DIU hormonal, as injeções etc. Até porque esse “remédinho”, diga-se de passagem, é capaz de influenciar TODO o seu ciclo, decidindo quando você vai menstruar, de quanto tempo será a pausa, que dia é preciso voltar a tomá-lo e por aí vai.

Logo, acho que se tem uma coisa que concordamos juntas, a partir de agora, é que o anticoncepcional não é tão “bobo” quanto parece, né? O primeiro passo, então, é procurar uma ginecologista! Como todas nós somos diferentes, alguns dos efeitos podem pegar mais pesado com você enquanto outros sequer darão o ar da graça. Por isso que um olhar clínico, nesse caso, é importante.

No mais, alguns sintomas e mudanças são bastante comuns e, para prepará-las pro que está por vir caso vocês decidam parar de tomar a pílula, girls, vamos listar aqui os principais efeitos colaterais dessa escolha. Bora lá?

O que acontece quando paramos de tomar o anticoncepcional?

Muitas de nós começaram com a pílula ainda adolescentes, seja para controlar o fluxo menstrual, tratar de doenças como Endometriose e Ovário Policístico e, claro, para evitar uma gravidez indesejada. Logo, quanto mais tempo se toma o anticoncepcional, mais natural se torna a probabilidade da presença de alguns efeitos colaterais na interrupção deste.

Os mais comuns são:

1. Possibilidade de engravidar imediatamente

parar de tomar anticoncepcional

Isso pode parecer óbvio, mas é importante saber que o efeito do anticoncepcional não perdura. Esse é um mito que MUITAS mulheres acreditam. Basta pensar o seguinte: se quando a gente esquece de tomar um comprimido, o risco aumenta em 80%, por que diabos demoraríamos a engravidar POR CAUSA DISSO se parássemos com ele?

Algumas mulheres acham que a demora para engravidar está associada ao uso prolongado da pílula, mas esse não é o caso. Os hormônios param de funcionar quase que imediatamente, então fique de olho. Se virar mamãe ainda não está nos seus planos, é melhor se cuidar e usar camisinha.

2. Possibilidade, também, de NÃO engravidar imediatamente

Pode parecer contraditório, mas o corpo de cada mulher é diferente. Simplesmente não há como prever a reação do seu corpo depois da interrupção da pílula. Para quem deseja engravidar, a maioria dos profissionais sugere paciência nos 4 primeiros meses. Afinal, o organismo precisa de tempo para voltar a ovular corretamente.

Se você não engravidar imediatamente após interromper a pílula, sem neura, viu? É completamente normal. Cada corpo tem o seu tempo ;).

3. Seu ciclo pode ficar mutcho louco

Mulher, não se engane. Mesmo se sua menstruação funcionava que nem um relóginho antes da introdução da pílula, pode demorar alguns meses para que ela se endireite depois que você parar o tratamento. Inclusive, existem casos de minas que demoram até pra voltar a menstruar.

É por isso que eu digo: USE CAMISINHA, fia.

4. O fluxo pode alterar

Se você por acaso começou a tomar pílula porque seu fluxo era MUITO intenso e as cólicas insuportáveis (que foi o meu caso), é bem provável que essa “moda” retorne quando a pílula for interrompida. Porém, se você começou mais tarde e já chegou na casa dos 30, pode ser que ainda haja esperança (hahahaha, brincadeirinha, gente). Mas é sério: nessa idade, o fluxo não costuma voltar de forma tão intensa como antes, então não deixa de ser uma boa notícia, né?

5. A TPM, infelizmente, pode voltar com TUDO

parar de tomar anticoncepcional

A pílula anticoncepcional costuma controlar o caos hormonal que a menstruação causa quando resolve fazer ‘aquela visitinha’. Então, mesmo que ela apareça durante o tratamento, após a interrupção deste TUDO pode voltar. Sabe aquele sentimento de depressão, ansiedade e irritabilidade? Pois é. “It’s all coming back to me now”.

A melhor forma de saber como vai ser o nível da sa TPM depois de parar de tomar anticoncepcional é se lembrar de como ela era antes de começar o tratamento. Se seus períodos pré-menstruais eram tranquilos antes do anticoncepcional, é provável que eles voltem a isso depois que você parar com ele.

Agora… se você se transformava num Hulk com muita cólica e espinha, pode ser que, infelizmente, essa tendência volte.

6. Porém, pode ser que sua menstruação fique completamente diferente

A menstruação é uma coisa que pode mudar ao longo da vida, independentemente do uso da pílula. Minha mãe, por exemplo, conta que até me parir, nunca havia sentido cólicas antes. Agora, se ela não tiver um Buscopan na bolsa, minha amiga……

Então, não se assuste caso você não tenha o mesmo ciclo menstrual de 10 anos atrás (ou até menos). Agora, um detalhe importante: se essas alterações forem super evidentes e incômodas, como sangramentos muito mais pesados, ciclos extremamente irregulares e cólicas monstruosas, consulte sua gineco para se certificar de que não é (ou é, né) outra coisa.

7. Você pode sentir cólicas leves no meio do mês

Como a gente sabe, a função do anticoncepcional é impedir a ovulação. Então, quando paramos com a pílula, nosso corpo vai começar todo o processo até a menstruação de novo, ou seja, ovular :).

O que muita gente não sabe é que, de vez em quando, a mulher sente uma dorzinha leve em um dos lados da pélvis na hora em que o ovário libera o óvulo. Isso acontece na metade do mês. Além disso, corrimentos mais branquinhos também podem aparecer.

Uma dica: use essas mudanças como base para monitorar seu ciclo menstrual e saber o que está rolando com o seu organismo durante todo o processo!

8. Os terrores da puberdade podem voltar a te assombrar

Como a pílula costuma ajudar a corrigir o desequilíbrio hormonal que rola conosco durante o ciclo menstrual, é natural que as espinhas e pêlinhos diminuam um pouco. Porém, é claro que, se você parar de tomar o anticoncepcional, os hormônios vão virar no jiraya, trazendo os terrores da puberdade novamente.

Paia, né? Mas acontece e tem como resolver, então sem pânico. Não me vá decidir continuar com a pílula só por causa disso.

9. Sua libido pode aumentar MUITO

parar de tomar anticoncepcional

Depois de parar de tomar anticoncepcional, é normal sentir uma “libido do cacete”. Isso acontece por causa da diminuição dos níveis de estrogênio e progesterona, hormônios que impactam diretamente na quantidade de produção de testosterona.

A testosterona, por sua vez, é um hormônio ligado o desejo sexual e, por isso, quando os níveis dele aumentam, você pode querer sair dando à rodo (o que é ótimo, por sinal, desde que haja CUIDADO e PRUDÊNCIA, viu?)

10. E… por fim.. o corpo também muda

Ao parar de tomar anticoncepcional, é normal notar algumas mudanças no seu corpo. Uma das mais comuns é a diminuição dos seios (durante o uso do anticoncepcional, o corpo produz altos níveis de estrogênio, hormônio responsável, dentre outras coisas, por aumentar o tamanho dos seios). Mas calma: não é que eles vão ficar MENORES que o normal. Eles só vão voltar ao tamanho original.

Você pode notar, também, uma mudança no peso. Algumas pílulas fazem com que as mulheres ganhem peso por causa de todo aquele hormônio ingerido. Porém, saiba que esse assunto é até polêmico por não existirem provas científicas CONCRETAS de que isso acontece.

Sem neuras, hein?

Se você quiser parar de tomar anticoncepcional, saiba que esses 10 efeitos podem acontecer, assim como nenhum deles. O importante é passar por esse processo com consciência, acompanhamento médico de confiança e informação! Então não se esqueça, ein? Vai lá AGORA marcar sua consulta com a gineco e depois conta pra gente o que que cê decidiu!

Imagem: Pexels

Coito interrompido. O que é? De onde vem? Do que se alimenta? Engravida ou não? Bem, leitoras e leitores, mais uma vez chegamos aqui para salvar a pátria! Que que rola: uma das dúvidas que a gente mais se depara na internet (sério, esse trem espalha que nem praga) é essa: anticoncepcional + coito interrompido engravida?

anticoncepcional + coito interrompido

E aí, junto dessa, vem outras: ele gozou dentro, só enfiou a cabecinha, transou mas ejaculou fora, gozou na entradinha da vagina. Usamos camisinha, não usamos, a camisinha furou, não furou, tomei pílula 3 horas antes do indicado, esqueci de tomar a pílula, e etc e tal. Para todas essas dúvidas, a pergunta é a mesma: CORRO O RISCO DE ENGRAVIDAR?

Pena que a resposta não é a mesma, né? Mas, não se preocupe. Hoje eu vou dar uma clareada sobre esse assunto, desmistificar algumas coisinhas que escutamos por aí e bater um papo massa. No final do texto ainda tem uma surpresinha procês. Feshow? Então feshow.

Anticoncepcional + coito interrompido: quais são as chances de engravidar?

A minha inspiração pra esse post foi a seguinte pergunta que recebemos no nosso Clube Superela:

anticoncepcional + coito interrompido

Para responder a essa pergunta, precisamos entender um pouco mais sobre essa dupla dinâmica que é o anticoncepcional + coito interrompido, né? Pois bem, vamos por partes:

Como o anticoncepcional funciona?

anticoncepcional + coito interrompido

Muita gente costuma ter essas dúvidas envolvendo a pílula porque a forma como ela funciona no nosso organismo não costuma ser explicada de forma CLARA a todas nós. Mas estamos aqui pra isso, né? Então bora lá:

O anticoncepcional “engana o nosso corpo” fazendo nosso cérebro pensar que JÁ estamos grávidas. Mas como isso acontece?

É simples: no começo do ciclo menstrual, uma glândula localizada no nosso cérebro (a Hipófise) libera dois hormônios (FSH e LH) que, por sua vez, estimulam a produção de mais um par de hormônios (estrogênio e progesterona). Estes dois últimos são responsáveis pela nossa OVULAÇÃO e preparação do útero para a fecundação. A ovulação (ou período fértil), por sua vez, libera um óvulo. Esse pequenino chega até o útero (pelas Trompas de Falópio) e está pronto para ser fecundado pelo espermatozoide. Se você engravida, o corpo entende que não precisa produzir mais os hormônios FSH e LH porque “o milagre da vida” já aconteceu.

Tá me acompanhando até aqui? Então avancemos mais um tiquinho:

A pílula anticoncepcional nada mais é que dois hormônios (estrogênio e progesterona) sintetizados em um comprimidinho redondinho. Quando você ingere tais hormônios, seu cérebro entende que não é necessário produzir o FSH e o LH porque a duplinha de hormônios que eles estimulam já estão lá.

Assim, uma mulher pode usar a pílula como UM dos métodos de prevenção à gravidez. Para isso, o ideal é que ela procure um médico que saberá orientá-la melhor sobre qual tipo de pílula tomar (se é a normal ou de uso contínuo) e aí, meu amor, é só partir para o abraço.

Mas aí vêm os riscos de gravidez MESMO com a pílula

anticoncepcional + coito interrompido

Pois é. A taxa de eficácia de um anticoncepcional é de 98%. Ele, assim como qualquer outro “tratamento”, precisa de cuidados e atenção. Uma pílula normal, por exemplo, deve ser tomada todos os dias, no mesmo horário, até a cartela acabar. A de uso contínuo, como o próprio nome diz, deve ser ingerida todos os dias sem pausas, também no mesmo horário. Enfim, é uma série de cuidados que precisam ser levados à sério. Para saber mais sobre como usar o anticoncepcional, é só clicar aqui, até porque o assunto principal desse texto não é esse.

Enfim, quando você comete qualquer tipo de deslize com relação a esses cuidados, as chances de engravidar podem voltar. E é por isso que a eficácia não é 100%: porque cometer tais deslizes é MUITO fácil (e normal).

Agora, vamos falar brevemente sobre o coito interrompido:

anticoncepcional + coito interrompido

Coito interrompido, para quem não sabe (e não há vergonha em não saber) é transar sem camisinha e o moço gozar fora. Mas aí, que que acontece: o homem, antes de ejacular, solta um líquido que chamamos de pré-ejaculatório. Esse líquido EM SI não contém espermatozoides, porém, pode acabar transportando alguns remanescentes guerreiros que ficaram no canal da uretra.

Ou seja: engravidar por coito interrompido é difícil? É, demais. É impossível? Infelizmente não. E outra dica de ouro: esse líquido pré-ejaculatório PODE TRANSMITIR DSTs. Então, né, bora usar camisinha!

Sendo assim, a resposta para a pergunta de um milhão de reais (se anticoncepcional + coito interrompido engravida) é: DE-PEN-DE.

anticoncepcional + coito interrompido

Miga, depende de tudo. Se você toma a pílula direitinho, no mesmo horário, segue o que a bula recomenda, faz a pausa certinha, volta a tomar no dia certo e etc (como parece ser o caso da pergunta do clube Superela), as chances de engravidar são zero. Afinal, sua taxa de hormônios tá “em dia”, fazendo com que seu cérebro não se preocupe em induzir a ovulação.

Agora, se você cometeu um deslize, é melhor ficar de olho. Na verdade, o melhor a se fazer é usar camisinha durante toda a transa porque, somente dessa maneira, você não corre o risco de contrair alguma DST, né?

E, por último, um presentinho da tia Lu:

Tá beleza, expliquei tim tim por tim tim o motivo pelo qual essa dupla dinâmica (anticoncepcional + coito interrompido) PODE SER perigosa. Porém, as dúvidas sobre os riscos de gravidez ainda são MUITAS. Por isso, vou colocar aqui pra vocês um esquema de cards com as perguntas que vocês fazem/já fizeram/vão fazer sobre o assunto, e as respostas para elas!

Eu sou muito fofa, né não? Pra saber a resposta, basta clicar na pergunta de seu interesse. Bora brincar, e até a próxima:

Imagem: Reprodução/I love Lucy (1951)

Querido Anticoncepcional,

Precisamos terminar.

Já faz anos que estamos juntos. Eu me lembro daquele dia em que fui à ginecologista e ela te prescreveu para mim. Desde então, rompemos por breves períodos, mas, em geral, permanecemos unidos. Diariamente, no mesmo horário, até o final de cada cartela.

Eu te carreguei comigo em várias viagens, te encontrei em diversas farmácias. Mesmo nas épocas de calmaria, eu sempre falava para mim mesma que era melhor continuar: você regulava meu ciclo, reduzia o fluxo, controlava meu humor, deixava minha pele mais lisinha

Até que um dia, algo dentro de mim mudou. Um certo incômodo surgia cada vez que eu destacava um comprimido. Comecei a pensar que não conheço mais meu próprio corpo, digo, eu só o conheço através de você. Não sei mais como sou sem a sua influência.

Anticoncepcional 3

Nos últimos meses vi muitas meninas passando pelos mesmos dilemas que eu, querendo se libertar dos hormônios que te compõem, além de outras substâncias que desconhecemos, mas ingerimos repetidamente.

Eu já estava me preparando para te abandonar e então veio a gota d’água: tive uma embolia pulmonar. Você sabe o que é isso? Pois é, eu não sabia, mas agora sei que é um tipo de trombose. Um coágulo de sangue interrompeu vasos do meu pulmão direito.

Todos se intrigam quando eu conto o que aconteceu. “Isso é muito sério”, “mas você é tão jovem!”, eles dizem. Sim, sou. E além de jovem, eu sou uma pessoa que faz questão de cuidar da saúde. Com menos de 30 anos, eu já tenho planos de me tornar uma senhora ativa, viajante, esportista, esbanjadora de vitalidade. Sempre me exercitei, adoro frutas e verduras, tenho comido o mínimo de carne há mais de um ano. Faço acupuntura. Medito. Gosto de dormir cedo. Meu único problema físico é a enxaqueca, mas ela é um mal crônico que aparece de vez em quando.

E ainda assim, um êmbolo se formou na minha coxa e foi parar no meu pulmão. Quatro dias de internação, tomografias, injeções, seis meses de tratamento. Felizmente, fui medicada antes que a situação se tornasse realmente grave, mas foi um baita susto.

Anticoncepcional 1

Você quer saber qual é a causa de tudo isso? Há algumas teorias (há uma questão genética, inclusive), mas com certeza você, pílula, está envolvida. A médica proibiu terminantemente que continuemos nos relacionando.

Minhas pesquisas e os relatos de outras pessoas me deixaram ciente dos efeitos que você pode causar em algumas mulheres: desde pequenos inconvenientes até um AVC. Meu caso não é frequente, porém não é único.

Sendo assim, para mim chega. Você tem me feito mais mal do que bem. Preciso me sentir eu mesma novamente, me lembrar de quem eu era antes de você.

E não ache que sou ingrata. Eu reconheço o quanto você nos deu mais liberdade sexual, o quanto você nos ajudou a ter mais autonomia sobre nossos corpos e protegeu muitas mulheres de engravidarem em momentos inoportunos, mas o fato é que, hoje em dia, existem outros métodos contraceptivos menos agressivos e mais naturais (como contamos aqui). Vou buscá-los.

Esta nossa relação se tornou literalmente tóxica. Ficarei melhor sem você.

Adeus.

Imagem: Pexels


Gostou do texto? Então converse com a nossa leitora abaixo! 

De todos os métodos contraceptivos, a pílula e o DIU são os mais famosos, sem sombra de dúvidas. Dentre tantos receios de engravidar fora da hora, é normal também que nós optemos por anticoncepcionais que sejam mais tradicionais e bastante eficazes. Porém, existe um método totalmente natural que promete uma eficácia de quase 100%: o método Billings.

Quem não conhece o método Billings precisa saber, antes de mais nada, que ele depende inteiramente do autoconhecimento: é uma forma contraceptiva que demanda observação do próprio corpo e conhecimento do seu ciclo. Ele é não invasivo e não-medicamentoso – isso significa que você não precisa tomar medicamentos manipulados ou encontrados na farmácia e, por consequência, não tem efeitos colaterais. Além disso, ele é altamente acessível e é válido para qualquer fase da vida.

Afinal, como funciona o método Billings?

Nós já falamos aqui sobre o muco cervical, e ele tem um papel importantíssimo nesse método. O muco cervical é um dos pontos de observação que indicam exatamente onde você está no seu ciclo menstrual e se você está mais próxima ou distante da ovulação. Esses tipos de muco estão totalmente ligados quantidade de estrogênio, o hormônio produzido pelos ovários, no corpo durante o mês e saber identificar o tipo de mucosa liberada é o primeiro passo para colocar o método em prática:

Muco pós-menstruação: até 5 dias depois da sua menstruação, você pode notar um tipo de muco esbranquiçado e sem elasticidade, quase como uma pasta. Isso indica que você está no período infértil e, portanto, não existem chances de gravidez.

Muco fase transitória: em seguida, o muco muda de consistência, indicando o começo do período mais fértil do seu ciclo. Ele fica mais leitoso e pegajoso. Aqui, o risco de gravidez é maior e é melhor manter o uso da camisinha durante as relações sexuais.

Dia fértil: quando o muco está muito elástico e escorregadio, lembrando quase uma gelatina, você está no seu dia mais fértil, o dia da ovulação. Ou seja, quem pensa em gravidar sabe que esse é o momento mais importante para tentar conceber um bebê.

É importante lembrar que, em ciclos regulares, a ovulação acontece no dia do pico de fertilidade, quando o muco está altamente gelatinoso e elástico, com uma margem de erro de até 2 dias. O óvulo vive até 24h dentro do corpo feminino e, após esses 3 dias, o seu ovário restabelece o muco que fecha o colo do cérvix e o seu período fértil chega ao fim.

Por isso mesmo, é comum muitos médicos defenderem a abstinência por pelo menos um mês para mulheres que querem adotar o método Billings. É um mínimo de tempo para você começar a prestar atenção no seu corpo e na sua mucosa e não se deixar confundir pela lubrificação natural do corpo, que surge quando você está excitada ou prestes a transar com alguém.

Além disso, é importante anotar cada variação do seu corpo diariamente para saber por qual período você está passando. Anotar a consistência do muco, se ele é visível ou não, se você sente a sua vagina seca (período não fértil) ou molhada (período fértil), se você teve relações sexuais e se teve algum tipo de sangramento ou se, claro, está menstruada, também faz parte desse sistema anticoncepcional. No começo, pode ser difícil prestar atenção em cada pequeno sinal que o seu corpo emite, mas é apenas uma fase de adaptação: depois de um tempo, fica muito mais fácil você notar em que momento do mês está e seguir os mandamentos do método.

Os 4 mandamentos do método Billings

O método Billings segue alguns mandamentos básicos para todas as usuárias, uma forma de você ter mais eficácia e controle sobre o momento em que o seu corpo está no ciclo menstrual. Estudar o assunto é essencial para você saber mais sobre esses sinais e até para saber também como identificar o período a partir da aparência da sua vagina: se ela está mais inchada (período fértil) ou não. Até mesmo por isso, é indicado que as mulheres que querem adotar o método façam um curso (pelo menos um dia) para aprender mais sobre o procedimento e conversarem com um ginecologista para saber se ele é, de fato, o melhor para o seu caso.

Dito isso, vamos aos mandamentos do método Billings:

metodo billings

1.Você não deve transar durante o período menstrual

Como esse é um método que depende inteiramente da observação do muco cervical, durante a menstruação fica mais difícil saber em qual momento você está, já que o sangue pode mascarar a mucosa. Isso significa que você pode ficar fértil e não perceber.

2.Você pode transar em noites alternadas durante o período infértil pré-ovulação

A questão das noites alternadas é que você, após a relação sexual, você pode sentir a vulva inchada e ter algum tipo de secreção e é importante ficar de olho para garantir que essa secreção em nada tema ver com a produção de muco cervical. É uma forma de você garantir também que o muco não mudou de um dia para o outro e acabar tomando um susto e se sentir perdida no seu próprio ciclo.

3.Se houver alteração no muco, espere

A observação é o mais importante nesse método, por isso, se você perceber uma alteração no muco cervical, o ideal é esperar alguns dias antes de ter relações sexuais novamente. Preste atenção se ele fica mais elástico com o passar dos dias (uma indicação da fertilidade) e na sensação de liquidez na vagina. Caso tudo isso aconteça e você chegue no pico de fertilidade, aplique a regra dos 3 dias listada anteriormente (do tempo que o óvulo fica no corpo) e volte para o mandamento 2.

4.Transe à vontade depois do 4 dia após o dia mais fértil

Esperar esses 4 dias garante que o óvulo saiu do ovário, teve o seu período de vida dentro do corpo e morreu, e as suas chances de engravidar também. A partir daí, você pode ter relações o quanto quiser sem preocupar, já que estará infértil por, pelo menos, 10 dias.

Resumindo…

Pode parecer muito complicado adotar um método como esse, mas ele é algo natural do seu corpo. Estudar bastante e conversar com profissionais a respeito é essencial para você não fica com nenhuma dúvida. Ah, e vale o alerta: esse é um método colaborativo, ou seja, você e o seu parceiro estão envolvidos nesse controle e usar a camisinha é obrigatório para evitar a transmissão de doenças, ok?

Imagem: Reprodução/Revista Crescer

Menstruação, ovulação, contracepção, tudo assunto de mulher, certo? Errado. É assunto para todos os seres humanos. Até porque todo mundo é fruto dessa historinha toda, né? Então vamos lá conversar com os homens da nossa vida sobre a pílula anticoncepcional (e os outros métodos hormonais). Porém por onde começar? Como conversar?

Por dados e fatos: eles são férteis 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ponto. Considerando que só se faz bebê com duas pessoas, a fertilidade é uma responsabilidade de ambas, correto?

Mas então por que somos nós, mulheres, as quem tem colocar hormônios inundando o nosso organismo todos os dias? Se lembrarmos o meu artigo anterior (leia ele aqui), quando eu falei que mulheres são férteis apenas 5 dias por ciclo, por que somos nós quem mais nos preocupamos com contracepção e usamos remédios que impactam muito a nossa saúde e bem-estar e causam riscos?

Infelizmente, não é comum ser ensinado aos meninos a terem responsabilidade sobre a própria fertilidade, uma vez que a sociedade culturalmente reforça com displicência e condecedência as atitudes inconsequentes e comportamentos impulsivos deles desde crianças.

Um dos efeitos disso é a resistência muito grande em usar a camisinha, o método principal de contracepção masculina. Mesmo ela sendo o método mais simples, o que previne doenças – DSTs, o mais barato, menos invasivo, e de adaptação rápida, principalmente por parte dos homens (e de muitas mulheres também terem).

Os argumentos mais usados são os “estamos em um relacionamento comprometido e fechado então não há riscos”, “mas eu fiz exame e está tudo certinho”, “eu confio em você e você em mim” (e aquele questionamento em tom acusatório “mas você não confia em mim” inclusive vindo de pessoas que acabou de conhecer), “mas é tão mais gostoso sem” (e aquele de chupar bala com papel) e por aí vai.

Vamos falar a verdade: homens são treinados para amar o próprio pinto e nada mais. Eles podem te amar mais que a eles mesmos. Mas o pênis ganha disparado de você. Quase como se fosse uma entidade de poderes mágicos a parte. Na maioria das vezes ele vai sim pensar com a cabeça de baixo, e a gente vai acatar porque “homem é assim mesmo”.

Acha broxante ter que “parar o rala e rola” pra pegar e colocar a camisinha, mas tirar as roupas, desenganchar aquele sutiã de 4 fechos, tirar aquela nossa calça jeans skinny que mais parece uma embalagem à vácuo não broxa? Parece mais difícil enfiar o pênis na vagina com camisinha, mas não considera que mal tocou na mulher para deixá-la devidamente lubrificada e com tesão, e iria enfiar o pau meia bomba de qualquer forma pra gozar em 2 minutos e virar pro lado e dormir? Nem sempre consegue lembrar de usar, mas do horário sagrado do futebol (ou insira aqui o esporte ou programa que ele mais gosta de fazer) lembra religiosamente? Simplesmente faz biquinho, birrinha, faz cara de chatiadinho e fala que não gosta, mas você tem que gostar de ser simplesmente penetrada sem ele nem perguntar pra você o que você gostaria que ele fizesse para você sentir prazer e gozar?

Se ele nunca traz a dele, nunca toma a iniciativa de comprar ou de pegar na hora de usar, se sempre é um debate pedir pra ele usar, se ele se recusa a usar, recomendo você reconsiderar se vai querer mesmo transar com essa pessoa (ou até ter um relacionamento com ela).

Eu sei que pode sim ser desconfortável quebrar certos paradigmas. Porém, assim como criamos hábito de tomar banho, escovar os dentes, colocar o cinto de segurança no carro, e outros atos de autocuidado que não são nada divertidos, podemos retreinar esses hábitos também!

Porque o impacto que o anticoncepcional hormonal tem no corpo feminino é tremendo e cumulativo. Ela causa aumento do apetite e de peso, depressão e ansiedade, enxaqueca, insônia, infestação crônica de Cândida, problemas de libido, e ainda por cima aumenta demais o risco de AVC, câncer e trombose.

E você já parou pra pensar no impacto do anticoncepcional nas relações com o(s) parceiro(s)? Tudo bem sua vontade de fazer sexo estar próxima de zero ou só fazer participação especial em alguns episódios por temporada? Tudo bem ao invés de prazer você sentir dor na hora da relação?

Pois é, tem muita mulher perdendo uma parte muito importante da vida por conta dos efeitos da pílula, muito relacionamento indo por água abaixo porque a mulher simplesmente não tem interesse nenhum em fazer sexo, e inclusive não conseguindo resgatar a libido e a vontade de fazer sexo nem depois que para de usar o anticoncepcional.

Esses são apenas alguns pontos que podemos usar em uma conversa com o boy sobre porque a pílula talvez não seja a melhor forma de vocês evitarem a gravidez e compartilharem a responsabilidade. Uma mulher usando anticoncepcional corre muito mais riscos de efeitos colaterais, doenças, sendo que existem outras formas de se gerenciar a fertilidade, como falei no texto anterior sobre o assunto.

Numa coisa sei que a grande maioria concorda: na hora do sexo, a relação é de ganha-ganha. Todo mundo merece viver o prazer, e precisa assumir seus riscos. Meu convite é para as mulheres e homens refletirem sobre o equilíbrio dessa questão, e saber que é possível fazer escolhas mais conscientes sobre os métodos de contracepção!

Se quiser saber como posso te ajudar com o desafio de parar de usar o anticoncepcional, saiba mais sobre o meu programa Contracepção Consciente ou acesse aqui para mais informações sobre o meu trabalho.

Imagem: Pinterest

Nós mulheres estamos vivendo no meio de um verdadeiro dilema: usar ou não usar o anticoncepcional hormonal? A queridinha da emancipação e do empoderamento feminino, a pílula é também tem sido um dos maiores problemas causados à saúde física e mental da mulher nas últimas décadas.

A lista de efeitos colaterais cresce cada dia mais. Não estou nem falando apenas dos trágicos que vemos nos noticiários, como os casos em que a mulher sofre um AVC, câncer ou trombose. Mas também aumento do apetite, depressão e ansiedade, enxaqueca, insônia, infestação crônica de Cândida, problemas de libido, entre vários outros.

Calma que não vou ficar aqui jogando pedra nos avanços da medicina moderna, sobre voltarmos aos tempos das cavernas, ou te julgar se você vai pro céu ou pro inferno ao usar pílula.

Quero conversar aqui sobre poder de escolha. Eu acredito que somente temos verdadeira liberdade de decidir o que é melhor para nós quando temos informações suficientes de vários pontos de vista sobre um assunto. E sobre o uso ou não do anticoncepcional, eu penso o mesmo. Até porque, durante muitas décadas e até os dias de hoje, esse medicamento é oferecido pra gente como se não fosse nada demais.

E é. No meu ponto de vista, algo não é seguro quando pode colocar a vida de uma pessoa em risco. E algo não é eficiente quando pode te livrar de um sintoma ou consequência e trazer vários outros.

Existem muitas nuances nessa história que a grande maioria de nós está alheia, e temos a falsa sensação de liberdade porque uma solução mágica promete uma vida livre da preocupação da gravidez indesejada. Talvez esse seja um dos maiores medos que constroem em nós mulheres desde antes da adolescência.

A todo momento recebo mensagens de clientes, leitoras e seguidoras me perguntando: “Mas que opção eu tenho? Pílula é a única coisa que me oferecem…” O anticoncepcional hormonal é vendido como a solução segura para evitar que nossa vida seja “destruída” por uma noite de sexo que resulta na fecundação de um óvulo.

Muitas de nós mulheres crescemos ouvindo o mito do “posso engravidar a qualquer momento”. Vamos entender melhor isso: a mulher somente é fértil durante, no máximo, 5 dias por ciclo, podendo acontecer uma concepção durante seus 4 dias da fase ovulatória e no primeiro dia da fase luteal (pré-menstrual). Mesmo assim, fazer sexo quando se está ovulando não significa engravidar com certeza (há estatísticas que falam de 33% de chance apenas!).

Penso ser muito importante desconstruir também o mito de que os anticoncepcionais são os métodos mais seguros contra a gravidez indesejada. Os dados que nos são fornecidos sobre a sua eficácia contraceptiva, são normalmente os do chamado “uso perfeito”. 1 entre 100 mulheres ficam grávidas fazendo esse “uso perfeito” da pílula oral.

Mas sabemos bem que na maioria das vezes nem a mocinha mais perfeitinha e CDF consegue fazer o uso ideal. Seja porque nos esquecemos de tomar um dia, porque não tomamos no mesmo horário todos os dias, porque mudamos de marca, porque tivemos vômito/diarréia, porque tomamos outro medicamento e não sabíamos que interagia com o anticoncepcional.

9 entre 100 mulheres engravidam usando pílula quando ocorrem essas e outras coisas que atrapalham a ação dos hormônios artificiais.

O anel e o adesivo transdérmico também tem eficácia de 9%, como a pílula. A injeção tem eficácia de 6%. O implante tem uma taxa de sucesso maior, porém provoca uma exposição maior aos hormônios artificiais, e assim como o DIU de progesterona, se trata de um método bem mais invasivo, que pode ter a eficácia comprometida com uso de medicamentos para tratamento de cândida, psiquiátricos, e alguns fitoterápicos, entre outros.

Antes de qualquer coisa, é preciso refletir o fato de que ao usar métodos hormonais estamos necessariamente trocando diminuir o risco de uma gravidez (perceba que não disse evitar nem garantir) por uma série de efeitos colaterais. Podemos ter consciência ou não deles, mas seu uso comumente causa algum tipo de impacto no nosso organismo e comportamento.

O anticoncepcional não nos dá controle de verdade sobre nosso corpo e nossa fertilidade. O que convido você neste momento é a reflexão para perceber o que está por trás do apego ao remédio. Para muitas de nós, por exemplo, pode ser o medo de perder a liberdade de transar e de menstruar quando quiser. Pode ser que por trás do apego ao remédio, esteja o medo de perder o controle e de não atender as expectativas das pessoas do que podem realizar na vida.

Acho que agora eu te devo meu útero.

Decisões como esta estão carregadas de influências socioculturais e econômicas, de medos e desconhecimento, do tipo de suporte que buscamos e recebemos, como também dos sintomas físicos e mentais que sofremos que nos levam a começar, continuar, e temer parar de usar o anticoncepcional.

A gente não sabe, mas aquele momento em que fica decidido que vamos começar a usar o anticoncepcional hormonal governa muitas decisões comportamentos importantes na nossa vida depois. Fica gravado no nosso cérebro que somente ficaremos longe de uma encrenca de engravidar sem querer enquanto tomarmos essa pílula mágica.

Então, vamos refletir mais sobre isso. Perceba que nos são vendidos os benefícios que vão no alvo de alguns dos nossos medos mais profundos. Somos filhas e netas de uma gravidez não esperada. Ao usar essa ferramenta para não passar por essa situação que elas passaram, ganhamos de bônus paz de espírito de não correr risco de virar mãe sem querer.

E lembrando sempre: anticoncepcional NÃO previne doenças sexualmente transmissíveis, e somente a abstinência de sexo é o método 100% garantido de prevenção de gravidez.

Ou seja, além dos anticoncepcionais hormonais não serem nunca 100% eficazes, eles também não lidam com questões ainda mais profundas: Por que temos tanto medo de engravidar “fora de hora”? Por que fomos programadas a confiar num medicamento que pode nos causar tantos problemas de saúde? Por que não fomos ensinadas a entender como nossa fertilidade realmente funciona? Por que usamos hormônios artificiais diariamente se somente somos férteis 5 dias por ciclo? E mais que tudo: por que a prevenção da gravidez é entendida como uma maior responsabilidade da mulher, e não igualmente das duas pessoas que fizeram sexo?

A pergunta fundamental aqui é: quando você decide usar ou continuar usando anticoncepcional hormonal, você realmente está fazendo uma escolha consciente ou está fazendo uma escolha baseada no medo?

Para que o medo não governe mais as suas escolhas de contracepção, você pode usar estes 3 passos:

1. Busque informações e técnicas de gerenciamento da fertilidade

Estude, pesquise, vá em busca de várias fontes de informação, expanda sua consciência sobre suas opções e necessidades. Existem muitas formas não hormonais de contracepção eficientes. A associação de várias delas pode ser uma boa forma de você gerenciar o medo de engravidar. Algumas delas são as camisinhas (masculina e feminina), DIU de cobre, métodos de percepção da fertilidade (FAM, Billings, sintotermal), diafragma, entre outros. Infelizmente, muitas vezes não são médica/os quem vão te auxiliar nesta pesquisa (mas felizmente existem as ginecologistas feministas ou naturalistas e outras profissionais de saúde que podem). Nós somos as protagonistas desta história, e incentivo buscarmos profissionais e fontes qualificadas e com pontos de vista além da medicamentalização.

2. Use o feminismo para questionar

Muito do que pensamos sobre a pílula e o medo de engravidar vem de uma programação imposta pela sociedade dentro de nós. O feminismo e seus questionamentos e quebras de paradigmas podem ser uma porta de entrada para o entendimento sobre nossas bagagens mentais/emocionais sobre o que é ser mulher, nosso corpo, nosso jeito de operar no mundo, e nosso papel na sociedade. Com mais consciência sobre tudo isso, podemos reprogramar esses medos que nos assombram, e não apenas ficarmos mais tranqüilas sobre gerenciar nossa fertilidade e a vontade ou não de procriar neste momento da vida, como também tomarmos as rédeas sobre os cuidados com a nossa saúde e com a nossa vida como um todo. Converse com mais mulheres sobre o assunto e amplie a sua visão sobre isso.

3. Lembre que a fertilidade é uma responsabilidade do casal

Não deixe todo o peso sobre esse gerenciamento em você! Você não tem que carregar essa angústia sozinha. A primeira pessoa com quem você deve estabelecer diálogo sobre o assunto é o homem com quem você vai transar. Se é marido, namorado, parceiro numa relação estabelecida, é muito importante que esse assunto seja parte do diálogo de vocês a cada momento da relação. Se é sexo casual, tenha já algumas frases preparadas para como você pode trazer o assunto à tona. Lembrando que em nenhuma das situações vamos deixar pra conversar sobre isso na hora que o pau já está duro e se esfregando ou prestes a penetrar na vagina. Uma vez que está claro que há a possibilidade de rolar sexo, seja clara sobre quais são as formas que você faz contracepção, e que não inclui a pílula anticoncepcional. Ofereça a camisinha inclusive!

Se quiser saber como posso te ajudar com o desafio de parar de usar o anticoncepcional, saiba mais sobre o meu programa Contracepção Consciente ou acesse aqui para mais informações sobre o meu trabalho.

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Pós-parto e menstruação, você sabia que o primeiro interfere no segundo? Aqui vamos desvendar tudo sobre o tema

Depois de um longo período sem menstruar por conta da gestação e entrando em uma nova etapa, é comum que dúvidas a respeito do funcionamento do corpo apareçam. Com a menstruação não é diferente. O período pós-parto, seguido da amamentação trazem perguntas -que ficam muitas vezes sem respostas- quanto ao ciclo menstrual, sua regularização e o que esperar nessa etapa. Hoje estou aqui para ajudar você a desvendar essas respostas e não ter mais dúvidas sobre o pós-parto e sua relação com a menstruação.

Partindo do princípio de que cada organismo é único, vamos deixar claro que não é possível prever ao certo quando a menstruação voltará ao normal. Os fatores que influenciam a volta da ovulação e da menstruação são vários. Depende da frequência que a mãe amamenta, se o bebê faz uso de chupeta ou mamadeira, se usa algum complemento de leite artificial, se dorme bastante, além de existirem características únicas de cada organismo.

No período também é possível confundir um outro tipo de sangramento vaginal com a menstruação. Durante o puerpério, o corpo da mãe ainda se recupera do parto e o útero entra em processo de cicatrização, o que pode gerar um sangramento chamado de loquiação. O sangramento pós-parto acontece porque a placenta se desligou do útero. Como o corpo da mãe mandava sangue para o bebê pela placenta, quando ela sai, o sangue continua sendo enviado para essa área até que o processo de cicatrização esteja completo e útero volte ao tamanho normal.

Com o ciclo menstrual desregulado e a chance de um escape acontecer a qualquer momento, seja pela volta repentina da menstruação como pela loquiação, um fator é certo. É preciso estar preparada para lidar com esse momento e nem todos os itens de higiene menstrual são indicados para o período. Durante o sangramento pós-parto, que dura de 4 a 6 semanas, não é recomendado que se faça uso de qualquer produto de uso interno, portanto a mulher não deve usar coletor ou disco menstrual e nem absorvente interno. Como opção, os absorventes externos podem ser usados, mas acabam irritando a pele e incomodando por causa do longo período de sangramento. O mais indicado para essa fase é a calcinha absorvente. A dica é escolher uma calcinha sem camadas plásticas ou TPU para manter a vulva arejada, o que diminui o risco de infecção, além de trazer mais conforto durante esse período com tantas demandas.

Um plus sobre amamentação

Outro assunto conectado ao tema é a amamentação, que tem relação direta com a menstruação. Enquanto a mulher está amamentando é comum ter a menstruação suspensa ou irregular, isso se dá ao fato de o corpo produzir um hormônio chamado prolactina, responsável pela produção de leite, e que inibe a ovulação, impedindo, portanto, a menstruação. Por esse motivo, grande parte das mulheres que amamentam exclusivamente seus bebês em livre demanda acabam passando meses sem menstruar já que como o bebê mama com bastante frequência, a prolactina se mantém alta.

Mas, para quem acredita que amamentação funciona como anticoncepcional, pode ligar o sinal de alerta! A amamentação, principalmente quando está mais espaçada e irregular, pode fazer essa teoria cair por terra. Por mais que o bebê mame o tempo todo, há mulheres ainda que voltam a ovular e menstruar algumas semanas depois do parto, por isso, caso engravidar novamente não esteja nos planos da família, o ideal é buscar outras formas de contracepção como: DIU, preservativo ou até algumas pílulas próprias para serem tomadas durante a amamentação.

Imagem: Freepik

Ele gozou dentro e você entrou em pânico? Veja abaixo 12 perguntas mais comuns para entender quais as chances de ter engravidado:

Ele gozou dentro sem camisinha. Você estava no período fértil. E aí?

Que que acontece: nosso período fértil é o momento que o corpo fala “beleza, agora eu tô prontinho pra engravidar”. Afinal, é quando nossos ovários liberam os óvulos. Daí, se você me transa sem camisinha, o cara goza dentro e cê tá no período fértil, sinto muito, mas as chances de engravidar são ALTÍSSIMAS.

E aqui, peloamor: além de engravidar, você pode pegar QUALQUER IST (Infecção Sexualmente Transmissível), ok? Sabe que que cê faz pra evitar? Usar camisinha! Sempre.

Você estava menstruada e ele gozou dentro sem camisinha. E aí?

É muito difícil engravidar enquanto se está menstruada. A gravidez funciona assim: o espermatozoide vai lá pras tubas, tchutcha no óvulo e forma o embrião. Daí, esse embrião vai ‘grudar’ na camada interna do útero (endométrio) e dali a 9 meses você vê o resultado, sacou?

A menstruação, por sua vez, é a descamação dessa parte interna do útero. Ou seja? Se ela tá descamando, não tem como o embrião grudar ali. SÓ QUÊ não dê sorte ao azar, sabe? Você pode não engravidar, mas pode pegar qualquer DST do meeeesmo jeitinho. Então qualé o recado? Usar camisinha!

Ele gozou dentro sem camisinha. Você estava utilizando o método da tabelinha. E aí?

A tabelinha é um método bem eficaz para quem quer engravidar, mas extremamente falho para quem não quer. Ok, você fez as contas (contou 14 dias após o primeiro dia de menstruação) e decidiu transar sem camisinha fora dessa zona de risco que é o período fértil (que rola do 11º dia até o 17º).

Amiga, vai que sua menstruação desregula e você erra no cálculo? Vai que você acerta no cálculo mas o óvulo continuou lá firme e forte? Pra quê fazer cálculo, gente (sou de humanas mesmo). Vamo combinar o seguinte? Escolha outro método contraceptivo mais assertivo e eficaz (que evita gravidez e te protege das ISTs)? Vamo! Agora, só pra não falar que eu dei ponto sem nó, vou colocar um videozinho aqui de como calcular seu período fértil, tá? Então fica de olho. Se ele gozou dentro então, fica de olhos bem abertos!

Ele só colocou a cabecinha. E aí?

Pois então, olha que treta: o homem, antes de ejacular, solta um líquido que chamamos de pré-ejaculatório. Esse líquido EM SI não contém espermatozoides, porém, pode acabar transportando alguns remanescentes guerreiros que ficaram no canal uretral. Além disso, como foi só a cabecinha, ESSE espermatozoide guerreiro teria que dar uma boa duma nadada até chegar aos óvulos, e a gente sabe que ele não é lá muito resistente.

Ou seja: é difícil? É, demais. É impossível? Infelizmente não. Agora, uma dica de ouro: esse líquido pré-ejaculatório PODE TRANSMITIR ISTs. Então assim, a gente sabe que é difícil, mas não vamos dar sorte ao duplo azar, ok? Use a camisinha!

Transou sem camisinha mas ele gozou fora. E aí?

Não não. Mesma coisa da pergunta anterior. Vou dar um “copiar + colar” aqui porque hoje é sexta e eu não sou obrigada a escrever tudo de novo: o homem, antes de ejacular, solta um líquido que chamamos de pré-ejaculatório. Esse líquido EM SI não contém espermatozoides, porém, pode acabar transportando alguns remanescentes guerreiros que ficaram no canal uretral.

Ou seja: é difícil? É, demais. É impossível? Infelizmente não. Agora, uma dica de ouro: esse líquido pré-ejaculatório PODE TRANSMITIR DSTs. Então assim, a gente sabe que é difícil, mas não vamos dar sorte ao duplo azar, ok? Use a camisinha!

Era a sua primeira vez e vocês transaram sem camisinha. E aí?

Então: não é porque foi a sua primeira vez no sexo que você não vai engravidar. Eu vou te dar uma informação e você vai, por favor, grudar ela na sua cabeça e não tirar mais: menstruou, pode engravidar. Ok? Então repete comigo: menstruou, pode engravidar. Menstruou, pode engravidar. Menstruou, pode engravidar (…). E outra: DST a gente não pega só por penetração não, viu? Pode ser por beijo (depende da doença) e sexo oral. Então ó: sendo a primeira vez ou não? CA-MI-SI-NHA.

Transou sem camisinha pouco antes da primeira menstruação descer. E aí?

Ó, vou puxar um raciocínio: se você ainda não menstruou é porque não ovulou. SÓ QUE não dá pra saber quando sua primeira menstruação vai chegar, e muito menos saber quando foi que você ovulou pra ela acontecer. Ainda mais que as primeiras menstruações são super desreguladas.

Então vai que cê resolve transar hoje e dali a umas duas semanas cê menstrua? Logo, pra não ter dor de cabeça e neura desnecessárias, use camisinha, tá? E outra: a gente não pega IST só depois de menstruar não, viu? A gente pode pegar IST a qualquer momento. Então assim, NÃO EXISTE ARGUMENTO NESSE MUNDO que possa me convencer que transar sem camisinha é “de boas”.

Masturbou o moço, ele gozou uma vez, não lavou o pau, vocês transaram (sem camisinha) e ele gozou fora. E aí?

Veja bem: é difícil? É. Afinal, os espermatozoides não costumam viver por muito tempo quando em contato com o ambiente externo. Porém, as chances ainda assim existem. São tantas as variações que eu nem consigo escrever aqui. Logo: vai rolar penetração? Camisinha!

E outra: que parada mais anti-higiênica, ein? Vira pro moço e fala: mas você me faça o favor de lavar este pau imundo antes de entrar aqui. E eu nem preciso falar de IST né? CA-MI-SI-NHA gente.

Transou sem camisinha na piscina/mar/lagoa/banheira. E aí?

Olha, a essa altura do campeonato já deve ter dado pra entender que: GOZOU DENTRO, PODE ENGRAVIDAR E PEGAR DST. Então não importa a consistência, a pressão, a gravidade, a posição e nem nada disso. Rolou esperma na ‘xota’? As chances são grandes de vir um baby por aí. Ou uma infecção muito feia. Ou os dois. Credo.

Fez sexo anal sem camisinha e ele gozou dentro. E aí?

Pode ficar tranquila: o ânus não tem NENHUM TIPO DE LIGAÇÃO com o canal vaginal/sistema reprodutivo. Logo, não dá pra engravidar não. Agora, vazou um tico de esperma e deu uma entradinha na porta da pepeca? É difícil, mas não impossível. Aí pode rolar uma gravidez indesejada sim. Outra: SEXO ANAL TAMBÉM PODE TRANSMITIR DST. Então faça um favor a si mesma e ao seu furico: use uma camisinha bem lubrificadinha e aproveite!

Transou sem camisinha e ele gozou na entradinha da vagina

As chances são minúsculas, mas se esse espermatozoide for persistente, pode rolar sim, ainda mais se você estiver bem lubrificada. Tem até um termo que chama “engravidar pelas coxas”, já ouviu falar? Então, é isso: o moço goza na portinha da pepeca e a moça engravida. E gozando nessa portinha também pode pegar alguma DST? Pode demais. Logo, um coro por favor: CAAAAAMIIIIISIIIIINHA.

ele gozou dentro - 2

Ele se masturbou, gozou e introduziu o dedo sujo de esperma dentro de você. E aí?

Pois é cambada, né brinquedo não. É um pouco mais difícil de acontecer e os dedos precisam estar bem sujinhos de esperma, mas lembre-se: qualquer atalho que tiver o espermatozoide agradece, viu. E a DST? Transmite? SIM. Pode transmitir sim. Então olha, cuida bem da sua perseguida, tá?

Imagem: Jennifer Smith

Sempre fui uma pessoa que negava a maternidade. Nunca quis ser mãe e estava crente que isso nunca ia acontecer.

Quando conheci o meu marido, uma das primeiras coisas que eu disse a ele era que não tinha nascido para ser mãe. Ele ficou chocado com a minha fala, mas deixou que o tempo pudesse cuidar dos meus pensamentos. E, assim, seguimos…

Mudando o pensamento…

Quando fiz 35 anos, alguma coisa mudou dentro de mim! Vi que minhas amigas estavam tendo filhos e aquilo bateu forte. Simplesmente, pensei: “por que não?”.

Conversei com o meu marido e ele ficou bem empolgado com a minha decisão! Fizemos todos os exames e estava tudo certo para a “parte boa da coisa”!

Engravidei 04 meses após ter parado de tomar o anticoncepcional (comecei a tomar a pílula com 15 anos). Tive uma gravidez maravilhosa, mesmo estando acima do peso. Só enjoei no começo. O final da gestação foi mais difícil por causa do peso da barriga, mas nada além disso.

Ser mãe

Quando a minha filha nasceu e ela veio para os meus braços pela primeira vez, pensei: “Nossa, tão pequenininha e indefesa! Como vou cuidar de você e de mim agora?”. Sim, o medo bateu! Pensei na minha liberdade, na minha vida, em como cuidar dela, em como ser o tudo dela!

Aos poucos, fomos nos entendendo e viramos unha e carne. Eu fazia tudo por ela e ela me recompensava me olhando e sorrindo. Prometo ser uma pessoa muito melhor para ela. Serei o seu tudo, filha! Conte comigo!

Hoje, ao vê-la crescendo saudável e feliz, sei que a minha vida se transformou para que eu possa dar a ela o meu melhor e todo o meu amor! Que eu possa estar presente em sua vida até quando eu puder!

Amo você, filha!

Hoje nós vamos falar sobre um assunto muito importante, o câncer de colo do útero. Se você não sabe o que é ou quais são os sintomas, leia este artigo até o final.

É de extrema importância que você se informe e fique atenta ao seu corpo, pois você deve se cuidar. Também preste atenção na sua alimentação, saúde emocional e rotina, para ter uma ótima qualidade de vida.

Então, confira as informações. 👀🧐

O que é o câncer?

Imagem: Pixabay

Basicamente o câncer surge por conta de uma mudança genética da célula, ou seja, ela não consegue mais cumprir as suas “tarefas básicas” e começa a agir de forma desordenada, prejudicando o local em que está.

Outra característica é a multiplicação acelerado e incontrolável da célula, causando um acúmulo de células, que podem ser chamadas de tumores malignos. Estas não possuem limites e geralmente se espalham para outros tecidos.

Existem muitos tipos de câncer e eles variam basicamente pelo tipo de célula, velocidade de multiplicação e a sua agressividade, ou seja, potencial para atingir outros tecidos.

Apesar de associarmos o nome tumor ao câncer, nem todos são. Existem os benignos, como por exemplo os miomas, eles se espalham de forma limitada e não são agressivos. Podem facilmente ser exterminados por cirurgias sem maiores danos.

Principais causas do câncer de colo do útero

Imagem: Tua Saúde

Também chamado de câncer cervical, o câncer de colo do útero. Atualmente no Brasil ele é considerado uma doença rara com menos de 150 mil casos por ano. Há muitos fatores que podem causar vários tipos de câncer, porém há algumas situações que podem causar especificamente o câncer de útero, são elas:

Existem outras causas para a doença, porém essas são bem comuns. Se você se identificou com algum ponto da lista, procure fazer exames para averiguar se está tudo bem.

Quais são os sintomas do câncer de colo do útero?

Imagem: Imirante.com

Sempre que você perceber algo diferente em seu corpo, fique atenta e procure um especialista, independente do que seja. Não estou dizendo para você ficar paranoica e achar que está com todo o tipo de doença. Caso aconteça algo incomum analise a situação sem desespero.

Confira os sintomas mais comuns:

Em casos mais avançados pode haver o comprometimento da bexiga e do intestino, causando:

Como funciona o tratamento?

Imagem: Blog Jaleco

Existem muitos tratamentos para o câncer de colo do útero. Para as mulheres que estão no estágio inicial geralmente é feito a cirurgia, pois há grande probabilidade de remover todo o câncer. O tratamento também pode ser quimioterapia e radioterapia juntas.

Nos casos avançados é comum ser apenas a quimioterapia, pois a mesma age no corpo todo e é bem mais agressiva. A radioterapia age apenas no local e tem efeitos colaterais mais leves.

Há algumas pessoas que optam por tratamentos alternativos como a ingestão de vitaminas, ervas e etc. Mas devemos lembrar estes não possuem eficácias comprovadas. Ele podem ser utilizados juntos com o tratamento, como acupuntura, para ajudar a lidar com a situação, mas não como tratamento final.

Como se prevenir?

Imagem: Uol

Uma vida emocionalmente saudável, exercícios físicos regulares, boa alimentação, boa higiene, ir ao médico com frequência, sem dúvida são fatores que previnem diversos tipos de doenças, inclusive o câncer.

No caso especifico de câncer de colo do útero procure tomar a vacina do HPV. Caso você tenha mais de 14 anos, procure alguma clinica particular.

Também faça o exame Papanicolau anualmente e converse com a sua ginecologista. Evite ter relações sexuais com muitos parceiros e sempre se proteja.

Mensagem de apoio

Imagem: TAPCORE

Se você está passando por um momento difícil como esse tenha fé, independentemente do que você acredita, você não está sozinha. Seja forte, lute e pense positivo, busque ajuda especializada e grupos de ajuda!

Compartilhe com as suas amigas, vamos combater isso juntas!

Aê, mulherada! Hoje é dia de relato sincerão e o assunto da vez é o DIU mirena.

Pra quem não sabe, o Mirena é um método contraceptivo em forma de dispositivo intrauterino, ou seja, aplicado dentro do útero. O diferencial dele em relação aos demais (DIU de cobre e DIU de prata) é que ele é hormonal, o que promete umas coisinhas a mais.  

Semana passada, expliquei aqui tudo sobre ele. Então, pra saber mais sobre como esse tipo de DIU funciona, é só clicar aqui

Agora, vamos ao relato!

Do começo: por que optei pelo DIU mirena?

Menstruação nunca foi um negócio fácil pra mim, sabe? Desde novinha, sempre tive MUITAS cólicas, indisposições e sangramento intenso.

Aí, quando eu tinha uns 15-16 anos, queixei disso tudo pra minha ginecologista e, juntas, chegamos a uma solução mega promissora: a pílula anticoncepcional. De acordo com a médica, ela me faria (além de não engravidar, claro):

Pois bem: dito e feito né, mores? Minhas espinhas diminuíram MUITO, fiquei anos sem saber o que era uma pele oleosa e minha menstruação permaneceu belíssima (TPM e fluxo menstrual reduzidos, cólicas menos intensas e pouquíssimo desconforto).

10 anos depois, as coisas não estavam tão maravilhosas assim

Sinceramente, eu não sei a partir de QUAL ANO a pílula deixou de ser tão “maravilhosa” assim. É tudo muito confuso porque, durante esses últimos anos, passei por períodos bem complicadinhos. Tive duas depressões, umas crises de ansiedade aqui e acolá, perdi meus avós, Bolsonaro ganhou as eleições (brincadeirinhas à parte, kkkkkk) etc. Então, é aquele esquema: até que ponto era a pílula perdendo seus poderes, ou meu psicológico todo dançado? Não dava pra saber.

Depois que eu finalmente consegui recuperar um pouco da minha serenidade mental e parar um pouco para identificar algumas coisas que pareciam erradas em mim, percebi que a pílula poderia estar “perdendo seus efeitos milagrosos”, por assim dizer. 

A pele continuava perfeita, o cabelo também. As TPMs, no entanto, passaram a se manifestar de outra forma, me fazendo passar bastante mal. As cólicas voltaram, as dores de cabeça também, a indisposição idem e por aí vai. 

Além disso, uma coisa que eu nunca tinha atinado aconteceu: minha libido tinha caído, e MUITO. Eu sempre fui fogosa, dona do meu corpo, amava filminhos pornôs etc. Só que aí, de uns anos para cá, tudo isso tinha diminuído horrores. 

Aí, voltei à ginecologista 

No começo, optamos por mudar o “tipo” de pílula que eu tomava. Antes, ela era de baixa dosagem (ciclo de 24 dias) e era composta pelos hormônios etinilestradiol e o gestodeno. Depois, continuamos com o esquema de 24 dias, porém, com pílulas de drospirenona e etinilestradiol.

Percebi que minha pele tinha ficado MUSA (a médica até tinha me avisado isso). Minha TPM reduziu um cadinho, também, mas as dores de cabeça permaneciam. As cólicas SUMIRAM de vez e o inchaço era bem raro. 

Só que aí, fui assistir uma série documental na Netflix que falava sobre pílulas anticoncepcionais. Vi, pela primeira vez, que ela estava associada a problemas como AVCs, tromboses etc e pensei: jesus amado, tem mais de 10 anos já que tomo isso!

Xô, pílula!

Antes de continuarmos com esse relato gigantesco, preciso reforçar uma coisa: no MEU CASO, a pílula era completamente opcional. Ela, assim como qualquer outro medicamento, possui seus pontos negativos. Só que se eu poderia escolher não tomá-la, por que diabos continuar, sacou? Meu corpo só estaria sendo exposto a mais uma coisa artificial. 

A essa altura do campeonato, eu já estava casada, bem mais madura e com recursos para tentar um método contraceptivo diferente. 

Pensei em continuar somente com a camisinha, mas tinha um detalhe que ainda me incomodava: EU DETESTO MENSTRUAR. 

Pode vir, DIU mirena!

Depois de conversar com MUITAS mulheres, percebi que minha melhor saída seria o DIU mirena. Ele, além de evitar uma gravidez indesejada, atuaria apenas em meu útero, lançando uma quantidade mínima de hormônios por lá que, diga-se de passagem, poderiam até mesmo reduzir minha menstruação. 

A pesquisa

Então tá. Minha decisão já estava feita! O primeiro passo, então, foi conversar com minha ginecologista. 

Durante a consulta, descobri as seguintes coisas sobre o DIU mirena:

Ufa, ok. Bastante coisa, né? Confesso que fiquei mega desanimada com esse tanto de trem, mas meu foco era: ele dura 5 anos, vou menstruar menos, estarei protegida e, melhor que tudo, sem submeter meu corpo a dosagens altíssimas de hormônios. 

O dia da aplicação

Confesso que fiquei um pouco nervosa nesse dia porque, na semana anterior, li alguns relatos do procedimento e, claro, perguntei pra quem já tinha colocado. A “disputa” ficou pau a pau: tinha gente que não sentia NADA, e tinha gente que sentia A MAIOR DOR DO UNIVERSO. 

Para fazer a aplicação do DIU, fui instruída a segurar o xixi e tomar um comprimido de dipirona algumas horas antes de entrar no consultório. 

Como eu tenho um útero retrovertido, a aplicação precisaria ser feita com o auxílio de um ultrassom, só pra garantir que ele estaria posicionado corretamente. 

Doeu? 

Já deitadinha e com as pernas abertas, recebi uma dose pequenina de anestesia local. Nessa hora, doeu um tiquinho sim, não vou mentir, mas foi COMPLETAMENTE suportável e MUITO rapidinho. 

Porém, mulher… na hora da APLICAÇÃO, a dor foi mais complicada. Isso, de acordo com os médicos, é comum em pacientes que nunca tiveram filhos.

No mais, foi tudo MUITO rápido mesmo e, sinceramente, eu já até esqueci da dor que senti na hora. No entanto, não posso MESMO dizer que foi “SUSSA”. Foi bem ruim, mas eu passaria por isso de novo várias e várias e várias outras vezes, porque os benefícios são MUITO maiores que esse “ligeiro perrengue”, sabe?

Um mês após o DIU mirena

FINALMENTE, chegamos à última etapa desse relato. Após a aplicação do DIU, eu senti MUITA, mas MUITA cólica. Tomei remedinho, fiquei sussa, vamo que vamo. No outro dia, já tava 100% de novo. 

Só que na terça-feira, mulher, eu tive A PIOR e MAIS ASSUSTADORA cólica da minha vida. O trem foi TÃO FEIO que eu corri pro hospital, achando que tinha rolado um trem gravíssimo com o DIU. 

Chegando lá, o médico suspeitou de cálculo renal, principalmente por causa da dor TREMENDA que eu tava sentindo. Só que aí, depois de fazer todos os exames, descobri o melhor resultado possível: era só uma adaptação chatinha ao DIU. 

Acontece que o dispositivo intrauterino, quando aplicado, provoca uma reação no útero. Isso rola porque o organismo, ao identificar um “corpo estranho” no seu útero, vai tentar expulsá-lo.

Sendo assim, o órgão contrai, contrai, contrai, contrai até dizer chega. É por isso que algumas mulheres, inclusive, expulsam o DIU. 

No mais, ele não saiu do lugar, ficou todo lindo, tomei uns remedim na veia e correu tudo bem. Depois daquele dia, não senti cólica mais. 

E agora?

E agora, mulher, eu volto pra contar procês o que que rolou daqui três/4 meses, que é o tempo que nosso corpo demora para se adaptar ao DIU. 

Por enquanto, eu ainda não tive TPMs e já era preu ter menstruado semana retrasada. Ou seja: TÁ TUDO DANDO CERTO. Além disso, minha libido está APENAS MARAVILHOSA e meu corpo, aos poucos, está voltando ao normal (pele oleosa e algumas espinhas à vista).

No mais, cuide-se e até a próxima!

Calma. Eu juro que tudo isso vai fazer sentido, é só focar aqui. Acontece que eu fico genuinamente chateada quando vejo outras pessoas falando que nós, mulheres, já alcançamos os direitos iguais. Só hoje, já me deparei com trocentos mil provas de que isso – ainda – não é verdade. Porém, vou me concentrar em dois que, TODO SANTO DIA, aparecem para me assombrar: exército e Lei Maria da Penha.

Primeiramente: sobre direitos iguais e exército

Um dos maiores argumentos que vejo homens e mulheres apresentando contra o feminismo (e, consequentemente, contra os direitos iguais entre os sexos) é: “Se vocês querem ser tratadas da mesma forma que os homens, por que não há uma luta para que TODOS sejam obrigados a se alistarem no exército?”.

Bem… pode parecer uma baita surpresa, ou até mesmo mentira, mas acredite: o feminismo não apoia o alistamento obrigatório. Aliás, muito pelo contrário: ele luta contra essa prática que, em sua natureza, é um reforço ao patriarcado e à masculinidade tóxica, que prejudicam não só as mulheres, mas os homens também.

O que os meninos aprendem desde cedo é que o certo é serem “machos”, firmes, fortes, impositivos e agressivos. Eles crescem em uma sociedade que, no dia-a-dia, endossa uma série de comportamentos que, na prática, são muito nocivos e excludentes a outras personalidades e trejeitos.

Homens não podem ser vaidosos. Isso é coisa de viado (homossexual). Homens não choram, homens não dançam, homens não podem ser carinhosos com as mulheres (porque são uns “bundas moles” e “pau mandados”), e por aí vai.

Agora me conta: o que esse tipo de comportamento, em grande escala, provoca? Uma espécie de “DEVER” ao patriotismo que só cobra lealdade e devoção de quem, aos olhos de todos, é “mais capaz”, “mais forte” e “superior”: o homem. 

Enquanto isso, o que as mulheres deveriam estar fazendo? Cuidando da casa, da família, da cozinha e por aí vai. 

Viu como o próprio sistema provoca isso?

Acredito, em primeiro lugar, que o alistamento deveria ser opcional (e confesso que deve ser quase isso, já que a maioria dos homens que conheço falam que todo o processo é bem tranquilo e considera as vontades do candidato).

Penso, ainda, que o exército não é a única forma de servir ao país. Se você acorda todos os dias, trabalha, paga seus impostos, tenta ao máximo ser bem-educado e respeitoso com os outros, respeita as regras e procura cuidar do meio ambiente, ok, já é uma baita dedicação. E isso sim, pessoas que estão me lendo agora, é uma coisa que DEVE e PODE ser feita por ambos os sexos.

O que o feminismo, nesse exemplo do alistamento, quer?

Basicamente, DIREITOS IGUAIS, em qualquer instância. Não é uma questão de política, de defender o alistamento ou ser contra a ele, ou qualquer outra coisa que seja. É fazer com que todos entendam que nós, mulheres, não queremos ser contagiadas e prejudicadas pelas filosofias do patriarcado, entende? Aliás, não queremos que ninguém tenha que passar por isso.

A gente luta pela voz, sabe? Pela credibilidade. Pelo respeito. A gente quer trabalhar sem ser julgada, quer ter poder e independência sobre o próprio corpo, quer ter segurança. 

“ Ué, mas isso vocês já têm”

Nananinanão. Infelizmente, a gente ainda sofre MUITA pressão do patriarcado. Em pleno 2020, vejo casos de maridos que não querem que suas esposas trabalhem, e até mesmo parceiros que não admitem que a mulher tome anticoncepcional ou use camisinha (porque essa atitude iria contra o “milagre da vida”).

Até hoje, presenciamos vítimas de abuso sendo presenciadas ou, basicamente, não levadas a sério. Poxa, semana retrasada sente aqui nessa mesma cadeira para escrever sobre o caso Mariana Ferrer. É difícil, cara. É difícil. 

Em plena pandemia, o número de denúncias de violência doméstica aumentou drasticamente. Ano passado, tomei as dores de uma pessoa MUITO querida de minha família que, infelizmente, apanhou tanto do marido que precisou levar pontos.

E é aí, inclusive, que aproveito o gancho para falar sobre a lei Maria da Penha.

Sobre igualdade e Lei Maria da Penha

Me responde uma coisa: por que DIABOS você acha que essa lei existe? O que será que precedeu a necessidade dum trem que nem esse? (É, sou mineira mesmo, me processem).

Essa lei foi inspirada em uma farmacêutica cearense chamada (adivinha?) Maria da Penha. Ela, por anos, sofreu inúmeras agressões e abusos de seu marido. Procê ter ideia, o negócio foi TÃO grave que o moço tentou assassiná-la com um tiro de espingarda. Apesar de não conseguir “concluir seu objetivo”, deixou-a tetraplégica. E como se não bastasse, tentou eletrocutá-la depois.

Aí, depois de tomar bastante coragem, ela foi até a polícia denunciá-lo e, claro, foi rapidamente descreditada não só pelas autoridades, como pela justiça brasileira em si. O ex-marido, para variar, respondeu grande parte do processo em liberdade.

Foi só em 2002  que o Estado, após ser condenado por negligência e omissão,  comprometeu-se a rever suas políticas e legislações relacionadas à violência doméstica. E assim nasceu a Lei Maria da Penha.

Agora, aí vai um pulo do gato procês: a Lei Maria da Penha é destinada a casos de VIOLÊNCIA DOMÉSTICA.

Aí você pensa: “ah, ok, às mulheres”. E claro que pensa, né? Afinal, como no mesmo caso do alistamento, são elas que mais sofrem violência por serem consideradas inferiores aos homens. 

Só que olha que louco: violência doméstica também acontece com os homens e, portanto, ESSA LEI VALE PARA ELES TAMBÉM. Só que a maioria até se envergonha de acioná-la porque né, às sombras da sociedade patriarcal, o marido que apanha da própria esposa é um “maricas”. 

Mais uma vez, tenho o desgosto de contar para vocês que, em minha própria família, já aconteceu um caso de agressão por parte da esposa (que eu saiba). Porém, para um desse, existiram mais 5 de assédio sofridos pelas mulheres (mais uma vez, que eu fiquei sabendo, porque tenho certeza que aconteceram mais), 2 de violência e trocentos de abusividade (esse nem dá pra contar nos dedos mais). Tudo-sofrido-pelas-minas. 

Então assim, ao contrário do que muitos pensam, a Lei Maria da Penha é um dos maiores exemplos de TENTATIVA de estabelecer em nossa sociedade a noção de DIREITOS IGUAIS. Porém, as próprias pessoas falham nesse quesito. 

Enfim…

Que que pega: a gente precisa se educar mais. Eu mesma nem sabia que a Lei Maria da Penha contemplava os homens também até essa pessoa muito próxima e querida por mim sofrer agressões da própria esposa.

 Então, antes de sair por aí falando que “ninguém precisa do feminismo”, ou que “o feminismo é o contrário do machismo”, ou que “feministas odeiam os homens”, leia a respeito, sabe? Isso não dói, não mata, não agride e nem desrespeita ninguém. Lutar pelos direitos iguais se resume a isso: dedicação, cuidado e disponibilidade.

Eu, inclusive, posso até te ajudar nisso. Vou colocar aqui uns textinhos procê se informar mais sobre o assunto, tá bem? No mais, obrigada pela atenção e PERSISTÊNCIA de chegar até aqui, um beijão, se cuida e até a próxima.

Lei Maria da Penha: nunca foi tão importante proteger as mulheres

O que é feminismo? Um guia completo

Relacionamento abusivo não é ficção

Fonte (imagem de capa) via Cécile Dormenau

Não, não é. Quer dizer… mais ou menos. Candidíase é o nome de uma infecção causada (na maioria esmagadora das vezes) pelo Candida albicans, um fungo sorrateiro que, agora sim, TODA MULHER (e homem) TEM.

Pois é. Deixa eu “explodir” sua mente um tiquinho: salvo POQUÍSSISSÍSSÍMOS casos, a candidíase não é uma doença que “se pega”, mas sim que “se provoca” (e já já vou te explicar o porquê).

Isso acontece porque o Candida Albicans faz parte do nosso organismo, vivendo em locais como boca, garganta, vagina, intestino e até mesmo a pele. Sendo assim, em condições normais, ele vive em completa harmonia com o nosso corpo e não provoca nenhum mal. Porém, minha filha, basta UM SÓ DESLIZE pra essa praguinha se proliferar e causar a Candidíase.

Tipos de Candidíase

Vamos por partes, vá. Existem 5 tipos principais de Candidíase:

Vamo de resumão básico? Vamo.

O sapinho é muito, mas MUITO comum em bebês, idosos e pessoas com a imunidade baixa. Ele se manifesta por meio de manchinhas brancas na gengiva que podem (ou não) virem acompanhadas de dor, desconforto e vermelhidão.

Já a Candidíase vaginal é aquela maravilhosa (só que não) que todas nós já tivemos, ou vamos ter em algum momento de nossas vidas. Ela causa bastante coceira, corrimento, desconforto e vermelhidão na pepeca. Péssima. Péssima.

candidíase

Sobre a Candidíase cutânea: é, basicamente, caracterizada por uma infecção de pele. A região acometida (olha eu usando termo chique, que lindo) pode ficar vermelha e coçar bastante, e a condição costuma se manifestar em regiões com dobrinhas de pele (axilas, dedos, embaixo dos seios, na pelve etc).

Já a Candidíase gastrointestinal, como o próprio nome indica, pode afetar o esôfago, o estômago e/ou o intestino delgado. Seus principais sintomas são placas de pus e úlceras nas mucosas destes órgãos. Detalhe importante: ela é bastante rara, viu? Procê ter uma ideia (é, sou mineira mesmo), ela é mais recorrente em pessoas que lutam contra o câncer ou doenças imunossupressoras (como o HIV, por exemplo).

Por fim, a Candidíase invasiva é uma infecção provocada pelo mesmo fungo, porém, bastante agravada, pois o danado invade nossa corrente sanguínea e, consequentemente, consegue chegar nos órgãos. Observação do bem: esse tipo também é MUITO raro e costuma acontecer com mais frequência em pacientes que estão internados.

Ok, ok. O que, então, provoca a candidíase?

Ah, minha parte favorita! Vamos lá: essa infecção, em 99,9% das vezes, é causada pelo favorecimento do ambiente à proliferação do fungo. Isso por rolar por meio de:

E os sintomas?

Tá, bora lá: é lógico que cada tipo de candidíase provoca um sintoma. Porém, como já falei um pouco sobre eles no resumão, vou focar agora na vaginal, belê?

Sendo assim, se você sentir um ou mais dos seguintes sinais nos “países baixos, se é que me entende”, procure uma ginecologista:

Tá, e o que que eu faço?

Eu não canso de falar isso por aqui: não sou médica, não tenho poder de diagnóstico e a única qualificação que eu tenho nessa área é a de mestrado em Grey’s Anatomy. Sendo assim, gatinha, a resposta é bem óbvia: procure por uma gineco de confiança e, de preferência, que atenda rapidinho que é procê não sofrer demais.

candidíase

Normalmente, a candidíase é tratada com medicamentos tópicos (que a gente passa na pele) ou orais (que a gente toma pela boca). A maioria, inclusive, são os famosos antifúngicos e, portanto, precisam de prescrição médica.

Então, é aquele esquema: pra quê tentar sarar o trem por conta própria se você pode ter a ajuda de alguém que REALMENTE manja do assunto, né não?

Vai lá, marca uma consulta e se cuida!

Imagem: Cecile Dormeau