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Minimalismo: uma tendência pós-Covid-19

Estamos há cerca de um mês em quarentena. Fomos obrigadas a nos isolar, a desacelerar, a nos acostumar com outra rotina, a conviver com sentimentos que o isolamento nos desperta, e a lidar com uma situação que ninguém nunca viveu antes.

Eu, como consultora de estilo e profissional que trabalha com moda e pessoas, estou tentando entender como a moda vai responder a esse momento de crise quando pudermos sair às ruas de novo. Divido agora com vocês minhas impressões e o minimalismo como tendência.

Minimalismo: menos é mais!

minimalismo - menos é mais

Daqui pra frente, esbanjar não será um comportamento mais aceitável. Arrisco dizer que o minimalismo ganhará força. Ele preza por linhas retas, dá ênfase em cortes simples, mas de caimento perfeito, trabalha por maior praticidade e com materiais tecnológicos, sustentáveis e resistentes.

O conforto é importante até porque não sabemos até quando teremos restrições para diminuir o contato social. Trabalhar de casa pode ser necessário por mais tempo. Alguns apontam até 2022. Durabilidade é fator preponderante do movimento assim como peças atemporais.

minimalismo - ideia de look
Ideia de look minimalista / Crédito: Space Child Blog

Não acho que o minimalismo será só uma tendência de moda, mas também um estilo de vida que se acentuará ainda mais. Digo acentuar porque esse comportamento que defende que menos é mais, que valoriza as coisas simples e essenciais da vida e prega o baixo consumo já vinha em uma crescente há, pelo menos, cinco anos.

O bem-sucedido documentário lançado, em 2016, pela Netflix, ‘Minimalism: A Documentary About the Important Things’, é um dos exemplos dessa época (falamos um pouco sobre o tema aqui).

Será que moda é essencial?

Moda sempre foi importante. Quem afirma o oposto não conhece sua história e seus entrelaçamentos com a do homem. O escritor Fausto Viana afirma que antes mesmo da necessidade das vestimentas, houve a paixão pelos enfeites. E eles eram, no começo dos tempos, usados como sinal de potência masculina.

Nós não vamos parar de consumir moda, vestuário e itens de beleza. Vamos diminuir o quanto gastamos com esses itens. Isto já esta sendo constatado pelo comércio. Agora, alimentos, remédios e itens de higiene pessoal são as prioridades.

Mas as roupas são nossa segunda pele. O vestir diário organiza nossa rotina e aquela pequena parte do nosso mundo, a saber, o nosso guarda-roupas, que é um acervo pessoal rico de memórias afetivas e demonstrativo de quem somos. Através das nossas roupas construímos nossa identidade e fortalecemos nossa auto-estima, tudo isso importante pra nossa vida.

Quem conhece história sabe como os batons vermelhos na 2ª Guerra Mundial continuaram a serem produzidos por serem importante para a moral e confiança das inglesas, enquanto todos os cosméticos foram racionados. Foi também no pós-1ª Guerra que Chanel simplificou o vestuário feminino liberando-nos do uso obrigatório do espartilho, trazendo a calça pro guarda-roupa feminino e encurtando saias e cabelos.

Batom vermelho dá aquela moral / Crédito: Calcinha Rosa Choque

Não é mais sobre roupas, mas sobre pessoas

Mais do que nunca as roupas que forem criadas agora têm que atender as demandas de vestir das pessoas. E pensar assim desloca o eixo da criação puramente narcisista do estilista para uma criação mais empática. Moda reflete as mudanças da sociedade e agora as pessoas estão recolhidas, mais introspectivas e observadoras, ganhando peso com o isolamento, procurando nas roupas por abrigo, conforto, aconchego e proteção e não, o olhar do outro.

Talvez, caiba falar até em tendência anti-tendência, em coleções mais enxutas e menos frequentes. As marcas de slow fashion já não fazem coleções para as quatro estações. Talvez esse modo de produzir se alargue ainda mais.

Armário-cápsula

No embalo do minimalismo, muitos outros movimentos e iniciativas afins como comércio justo, compre do pequeno, comércio local, vieram juntas. O armário-cápsula foi uma delas. A ideia é se livrar dos excessos, do que você não usa e que te dá a sensação de ‘armário lotado sem nada pra vestir’.

É ter um guarda-roupa enxuto, com peças que você ama, façam o seu estilo, sejam versáteis e que você realmente usa. Porque é muito comum as mulheres terem um armário enorme e subaproveitado com cerca de 1/3 das peças sendo usadas. Desperdiçar, se já não estava em baixa, estará ainda mais. A ordem agora é reaproveitar.

Armário enxuto e funcional: quem não quer? / Crédito: Unsplash

Consultoria de estilo: multiplicação dos looks sem precisar comprar nada

Não conheço serviço melhor e mais adequado para esse momento do que a consultoria de estilo. Ela ensina e treina você, dentre outras coisas, a reaproveitar e dar um novo olhar ao que você já tem no seu armário.

Versatilizar peças, apresentar novas combinações pra cliente, ver os looks se multiplicarem: tudo isso faz parte desse trabalho lindo. Uma pequena mostra é o fato de que cada peça do seu armário deve fazer looks que você tenha vontade de usar com pelo menos outras três. Isso faz o seu guarda-roupa render.

Daqui pra frente, não tem mais como comprar roupa pra uma ocasião só como roupa de festa, roupa de ficar em casa. Roupa deve ter muitas funções e a consultoria de estilo te ensina, por exemplo, a levar o maiô da praia/piscina para a boate, a legging da academia para a festa, a camisola para o encontro com o boy, a calça de moletom pra sair com as amigas.

Calça de moletom usada de um jeito mais arrumadinho / Crédito: Guita Moda

Em momentos de crise, a gente não precisa e nem deve comprar nada novo. Já temos o suficiente. Por isso, o minimalismo veio pra ficar.       

China pós-Covid-19

No primeiro dia pós-isolamento social, na China, a loja de luxo Hèrmes faturou mais de R$ 14 milhões de reais em um dia. Isto aconteceu em uma das províncias mais ricas da China e especialistas dizem que o que pode ter motivado esse comportamento foi a venda de peças raras.

Acho que há euforia nessa pós-quarentena em uma resposta chamada de ‘Revenge Buying’. Pode acontecer por aqui também, mas será que o comportamento que prima por excessos vai durar por muito tempo? E também temos que considerar que a China é um país muito mais rico que o Brasil.

Fazer previsões sobre a moda pós-Covid-19 e quais (novas?) necessidades de vestuário precisaremos atender ainda é um caminho incerto. No entanto, temos sempre a história para nos atender. Sustentabilidade, solidariedade e compartilhamento são palavras que estarão no horizonte. A ver.

Imagem: Unsplash

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Bom, saber por onde começar este texto foi bem difícil, afinal somos censuradas em nossas ideias, e na forma como expressamos elas ao mundo, desde muito cedo… e isso fica marcado na gente, é uma trava que vira e mexe temos que vistoriar.

Minha ficha sobre esse cadeado, que vai sendo colocado aos poucos em torno de nossa liberdade intelectual e expressiva, só veio a cair quando entrei na faculdade.

No ambiente acadêmico fui percebendo que minhas conquistas eram tidas como pequenas quando comparadas as dos meus colegas homens, que minhas falas, quando ouvidas, eram tidas como óbvias ou até mesmo descredibilizadas.

Uma situação em específico me incomodou muito desde que ingressei no ambiente da universidade: uma grande cientista da área, a quem eu admirava e que tinha sido uma inspiração para o meu interesse nesse campo da ciência, era frequentemente tratada com desconfiança durante alguns congressos, suas descobertas sempre eram postas em dúvida, suas posturas eram sempre julgadas, e inclusive a sua orientação sexual era abordada nas pequenas rodas de conversa para explicar determinadas condutas suas (um absurdo!!).

Foi então que eu fui começando a compreender que antes de ser uma excelente profissional e cientista, a pessoa que eu admirava era uma mulher, e por isso ela sempre era tratada de forma diferente dos demais pesquisadores homens da área… sua vida sempre era escarafunchada, e suas escolhas sempre questionadas, afinal ela ocupou um espaço que na cabeça de muitos não foi feito para nós mulheres.

Esse sentimento de não pertencimento muitas vezes nos faz querer desistir de seguir uma carreira acadêmica, nos faz pensar que não somos tão boas assim, e às vezes a razão de nos sentirmos desse modo é tão mascarada, tão trabalhada num imaginário de que nada é diferente para nós mulheres, que por vezes acreditamos que essa vontade de largar tudo e fazer qualquer coisa longe da academia não tem a ver com o fato de sermos mulheres, acreditamos que isso não tem relação com as posturas machistas (e misóginas) do ambiente universitário… mas acredite, tem sim!

As pequenas sutilezas do dia a dia no ambiente acadêmico machista vão se acumulando nos nossos pensamentos e influenciando a forma como a qual enxergamos nós mesmas, temos que ficar atentas quanto a isso… conversar com outras colegas da área sobre estas questões foi o modo como encontrei para me fortalecer e não desistir da carreira que escolhi seguir.

Em meio as dificuldades que nós mulheres passamos dentro da universidade (das quais podemos citar desde o assédio de professores, colegas e/ou funcionários, os desafios da maternidade durante este período, entre outros) fui percebendo o valor da representatividade neste espaço.

No meu caso, além da inspiração gerada por uma mulher cientista, a busca de uma aproximação junto a pesquisadoras foi crucial para que eu continuasse firme no propósito de concluir minhas pesquisas.

Atualmente estou terminando o mestrado e anseio ingressar no doutorado em breve, e serei eternamente grata a estas mulheres que me apoiaram.

Assim como acontece com as mulheres na área que escolhi seguir, sou frequentemente questionada sobre as minhas escolhas, sobre o fato de não ter construído uma família e de não ter planos e expectativas para tal. Mas “tudo bem”, porque minhas colegas que concretizaram tudo isso, e seguem na vida acadêmica, também são questionadas exatamente por terem realizado tais planos e têm de ouvir coisas como “mas por que foi se casar agora?” e/ou “mas se quisesse mesmo estudar não teria tido um filho”.

O que eu concluo com tudo isso é que o que incomoda mesmo é o fato de estarmos ocupando o espaço das universidades, de estarmos nos posicionando e de expormos nossas ideias.

Portanto, não desista da vida acadêmica no primeiro baque que você sofrer por ser mulher!

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Busque outra mulher para conversar sobre isso. Não desista de suas ideias criativas, que por vezes serão tratadas como sem fundamentos… é que o novo assusta, e ele é mais aterrorizante ainda na visão machista que o mundo nos impõem, segundo a qual as ideias só são brilhantes quando tidas por homens.

Um dia você verá que valeu a pena ser resistente, que você abriu muitas portas para outras tantas mulheres. Apoie suas amigas, colegas e professoras! Ser apoiada por uma mulher é contagiante e gera uma reação em cadeia que nos fortalece e nos dá voz nesse ambiente que na maioria das vezes é tão opressor.

Quando pensar em desistir, reveja o quão importante é para você este curso de graduação ou pós, e acima de tudo não acredite nos pensamentos que irão pairar na sua cabeça durante as madrugadas ou nas aulas que você não gosta tanto… você não chegou até aí por acaso!

Se você, deixando de lado por um momento os problemas e dificuldades que lhe cercam na universidade, se imagina uma profissional feliz e realizada na área que escolheu seguir.

Não desista de sua carreira acadêmica, você está no lugar certo!

Imagem: Pexels

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Se você do tipo de pessoa que adora usar produtos naturais para pele e cabelo, então precisa conhecer todos os benefícios da babosa para pele! Você vai se surpreender, confira!

O que é babosa e para que serve?

A babosa, também conhecida pelo seu nome científico, aloe vera, é conhecida no mundo todo graças a todas as suas propriedades cicatrizantes, calmantes, anestésicas, anti-inflamatórias e antitérmicas.

É uma planta ideal para ter em casa, afinal ela é muito bonita e requer pouco ou nenhum cuidado, se ela estiver em um lugar com luz e umidade, então praticamente não precisa de mais cuidados e pode fornecer todos os seus benefícios sem muita dedicação.

Quais são os benefícios da babosa para pele?

A babosa é um dos produtos naturais mais eficazes para pele. 

  1. Suaviza e tonifica a pele: Combate irritações e dermatites, estimulando e fortalecendo as fibras de colágeno e elastina.
  2. Rejuvenesce e reduz as marcas da idade: Elimina células mortas da pele e promove a saúde dos tecidos e a redução de rugas.
  3. Desinfetante e anti-inflamatório: No verão, serve para aliviar a vermelhidão da pele.
  4. Hidrata e regenera a pele: Hidrata a pele, atuando como um excelente regenerador celular.
  5. Elimina impurezas e espinhas: A babosa elimina espinhas, acne e excesso de oleosidade, pois possui propriedades antibacterianas, ajudando a evitar a acne.

Como usar a babosa na pele?

Benefícios da Babosa

Você pode usar a babosa no rosto todos os dias ou todas as noites antes de dormir. Também é possível deixar a babosa agindo na sua pele durante a noite.

Babosa para pele manchada 

É normal que, com a idade ou o sol ou como consequência da gravidez, você tenha manchas na pele, mas graças a babosa, as manchas no rosto desaparecerão como mágica.

Babosa para o rosto de rugas

Com o passar dos anos, as rugas começam a aparecer, mas eu tenho uma ótima notícia, graças ao poder regenerativo da babosa, promove a eliminação de células antigas, dando lugar a uma pele mais jovem, suavizando e diminuindo as marcas de expressão.

Como usar a babosa no rosto?

babosa

Ingredientes

Como preparar?

  1. Pegue sua folha de babosa e deixe dentro de um copo com água com a parte cortada para baixo por 1 hora, isso ajuda a eliminar a resina amarela, que pode ser um pouco irritante para a pele.
  2. Após o tempo de descanso, a água na qual mergulhamos nossa babosa ficará um pouco escura, então pegue a folha e lave novamente com água fresca para terminar a remoção de todos os resíduos.
  3. Pegue uma folha de babosa, corte ao meio e com a ajuda de uma colher, retire toda a parte transparente de dentro da babosa.
  4. Depois de extrair todo o gel das folhas de aloe vera, bata no liquidificador para ficar mais cremoso e homogêneo.

Como aplicar a babosa na pele?

Antes de aplicar, verifique se você não tem nenhuma reação alérgica. Para isso, coloque em uma pequena parte no seu antebraço e espere em torno de 10 minutos, se não acontecer nada, pode aplicar em todo o rosto.

Em seguida, lave o rosto e remova quaisquer outros produtos que estiver usando, maquiagem, protetor ou qualquer outra coisa. O ideal é aplicar com o rosto limpo.

Agora, para aplicar essa máscara de babosa, pegue a máscara pouco a pouco e vá aplicando no seu rosto massageando suavemente. Aplique uma camada generosa!

Quanto tempo deixar agir?

Você pode deixar agir por pelo menos meia hora. Mas, não há nenhum problema em ficar mais tempo.

Para potencializar os resultados, use o gel massageando suavemente o rosto inteiro durante a noite antes de dormir e deixe agir a noite toda, até a manhã do dia seguinte.

Você pode usar por 7 dias seguidos para promover a regeneração e reidratação celular e hidratar o rosto. Após 7 dias você verá resultados notáveis.

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O que parecia mais uma manhã de domingo de lazer, transformou-se numa espécie de observatório sobre a relação entre amor próprio, camisinha e os muitos orgasmos que uma relação sexual pode proporcionar.

Vamos a uma historinha…

Estava eu, minha irmã e sobrinha apreciando um Desfile de Muares em uma das principais avenidas da nossa cidade, quando fomos abordadas por uma mulher de aproximadamente 45 anos com um isopor onde parecia vender água, cerveja e refrigerante.

Ela nos fez uma pergunta, respondemos, e ela se sentiu confortável para falar da vida dela. Conversa fluindo, falou que tinha arranjado naquele local um paquera, amava cavalos.

Que “se perdeu” (leia-se perdeu a virgindade) com um cara que andava de cavalos. Tinha duas filhas, havia sido casada, estava separada e agora só estava se divertindo com “os velhos”, etc.

Num dado momento, ela abriu a bolsa e nos mostrou uma camisinha feminina. E disse:

“Carrego a minha camisinha para colocar no meu ‘xibiu’ quando eles não querem usar a deles, e uso anticoncepcional para não ter problema, porque eu gosto de namorar, mas primeiro gosto de mim, então preciso me cuidar.”

5 métodos contraceptivos para dar adeus às pílulas

Ficamos surpresas, e aproveitamos o ensejo para ratificarmos a importância do autocuidado, e como isso é uma prova de amor próprio, bem como o uso da camisinha e de outros métodos contraceptivos.

Em seguida, nos despedimos e fomos embora observando o comportamento dela com outras pessoas.

No retorno para casa, fiquei pensando sobre a situação, uma mulher acima dos 40 anos, separada, com filhas, que gosta de sexo, assumindo com muita propriedade esse gostar, de bem com a vida e extremamente alerta para as consequências de uma relação de risco, tanto que leva a camisinha feminina em sua bolsa.

Você deve estar se perguntando: por que isso me chamou tanta atenção?

Bem, durante minha caminhada, e em especial como palestrante na área de educação sexual tenho defendido com muita veemência o uso do preservativo nas relações sexuais, por entender as consequências de uma relação de risco para a saúde.

Não estou dizendo que nunca aconteceu comigo.

Num passado remoto, mas depois que me conscientizei dos riscos e da importância de cuidar de mim e do outro, evito ao máximo.  

Tenho observado o quanto às pessoas “com mais acesso a educação/ informação” se mostram resistentes quando o assunto é a exigência do uso do preservativo nas relações sexuais, bem como a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

No geral, todos dizem saber da importância e dos cuidados, mas na “hora H”, se comportam como adolescentes em fase de iniciação sexual – com medos, dúvidas, irresponsabilidade e vergonhas.

As desculpas são as mais variadas possíveis:

“Na hora não tinha”
“Você desconfia de mim?”
“Se você gosta de mim, então prove fazendo amor sem camisinha”
“Com camisinha não sinto prazer”
“Meu pau não fica duro com camisinha”
“Estava na carteira na sala, e nós estávamos no quarto, se eu parasse para pegar a camisinha, ela desistiria”
“Ah! Ele insistiu tanto para que fosse sem camisinha, que me cansou e eu queria tanto também”
“Foi rapidinho”
“Tenho corpo fechado, aqui não pega nada”
“Sem camisinha é mais gostoso”
“AIDS é uma doença que a Globo inventou”
“Ele/Ela não tem cara de que tem doença”
“Chupar bala com papel não tem graça”

Difícil entender o motivo de tanta resistência. Às vezes penso que seja falta de amor próprio, porque se você não se cuida, você não se ama, correto?

Além das teorias fantasiosas de que o uso limita o prazer. Vamos esclarecer: se na hora não tiver camisinha, não transe! A maior prova de amor é usar a camisinha! Com camisinha sente prazer sim e não vai ter preocupação no dia seguinte.

Já dizia Chacrinha: BOTA A CAMISINHA

Para os homens

Que tal trabalhar essa resistência em usar a camisinha? Procure uma mais adequada (o mercado está com uma grande diversidade, para todos os gostos e tamanhos).

Verás que “teu pau” ficará ereto e pronto para a diversão, sem preocupações depois? É muito mais questão de hábito. Deixe de conversinha!

Para as mulheres

Pelo amor da Deusa: Exija o uso da camisinha. Use a camisinha feminina. Tenha camisinha na sua bolsa!

Para geral

Desconfie de quem não quer usar! Se el@ não quer usar com você, isso pode ser mais frequente do que você imagina, e não porque você é especial.

Trago verdades

As infecções sexualmente transmissíveis também são transmitidas em rapidinhas. São mais reais do que você pode imaginar. E infelizmente os números estão cada vez mais altos.

Para o sexo oral também é necessário o uso do preservativo, porque há riscos de transmissão de IST.

Informação e prevenção é a melhor maneira de desfrutar dos bons prazeres e muitos orgasmos de uma vida sexual plena.

A título de informação, o uso da camisinha não é uma novidade

Segundo a história, A.C os egípcios já usavam um envoltório sobre o pênis, depois os romanos, e por aí foram por várias civilizações e épocas.

O produto passou por várias modificações e adequações, até que em 1930 inventou-se o látex que deu ao preservativo um aspecto mais fino e confortável.

Sendo que em 1960 deixou-se de ser utilizada por conta da invenção da pílula anticoncepcional (em outro momento falaremos sobre isso). Retomando seu o uso apenas em meados dos anos 80 com a grande epidemia de HIV/AIDS.

Portanto, se há 3000 anos, já havia sido descoberto que a atividade sexual traz alguns inconvenientes, não somos nós que iremos retroceder.

Buscar mais informações. Cuidar-se com carinho e amor próprio em primeiro lugar, usar camisinha em todas as relações para aproveitar os muitos orgasmos e prazeres que estão por vir.

Então meu bem, tenha sempre em mãos camisinhas, e se rolar, usem-na sem moderação. Vista-se e divirta-se!

Imagem: Freepik    

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Nós, Ousadas, decidimos levar para as baladas uma playlist. Nela, selecionamos músicas de mulheres empoderadas como Flora Matos, Beyoncé, Anitta. Juntamos isso ao som de muitos funks e batidas que permitam que as mulheres possam dançar livremente, de preferência, rebolando até o chão. Mas os preconceitos ainda são muitos. Em resposta,  decidimos fazer um “manifesta”, o nosso manifesto para as mulheres que, assim como nós, apreciam a vida noturna.   

Manifesta: : o que nós, mulheres, queremos da vida noturna?

vida noturna

Somos mulheres que tomaram consciência do seu próprio poder e queremos conquistar os nossos direitos seja na política, na economia, ou na balada.  

Trabalhamos duro para ganhar o nosso próprio dinheiro num mundo onde os maiores salários e os melhores cargos ainda são reservados aos homens.   

Pagamos as nossas contas e somos donas dos nossos narizes.

Achamos que nada pode ser mais justo do que nos deixarem dançar, cantar, beber e celebrar a vida em paz.   

Queremos sim ter uma conversa escancarada numa mesa de bar.

Queremos sim a liberdade social de tomar uma cerveja, duas, três, quatro, cinco, não importa.

Portanto, não nos ofereça bebida e nem entrada de graça.

Rasgue a lista de mulheres. Ou melhor, queime.    

Queremos o simples direito de ouvir uma música, seja ela qual for, com a liberdade garantida de que podemos mexer nosso ventre da maneira que a energia da dança fluir.

vida noturna

Se estamos dançando até o chão isso não significa que estamos nos oferecendo.

Se estivermos com roupa curta, o tamanho de uma vestimenta não molda o nosso caráter.  

Se sorrimos ou dançamos com você isso não significa que somos obrigadas a beijá-lo.

E se um dia, por acaso, passamos da conta na bebida, isso não dá o direito de ninguém nos arrastar pra casa.

Se dissermos que não, é não.

Se dissermos que sim é sim até o limite que a gente estabelecer.

Nós ditamos as regras sobre os nossos corpos e se estamos na madruga, na calada da noite, ainda somos seres com direitos garantidos.   

Nós ditamos as regras sobre nossa vida social.

E queremos apenas liberdade, sem que sejamos julgadas por isso.       

Imagem: Pexels


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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A estreia da série da Hulu The Handmaid’s Tale foi recebida com burburinho e muitas discussões sobre a trama, que se passa em uma sociedade distópica, a república de Gilead. Baseada no romance da autora canadense Margaret Atwood, a série traz elementos modernos à estória que foi publicada nos anos de 1980.

Principais semelhanças e diferenças entre o livro e a série

Como toda adaptação para a TV de uma obra literária, não é possível ser 100% fiel ao texto. Ajustes são providenciados para tornar a trama mais compreensível a quem a assiste, para se adaptar à linguagem da TV, e para chamar a atenção da audiência.

A principal mudança em The Handmaid’s Tale, na minha análise, foi a ordem de alguns acontecimentos, que foram antecipados nos episódios da série para ajudar o espectador a entender a sociedade de Gilead. A cerimônia na qual as mulheres são levadas para acompanhar a condenação de subversivos, e onde as handmaids – ou aias, na tradução para o português – participam do linchamento de um homem acusado de estupro, por exemplo, é uma das passagens que, no romance, acontece mais perto do final e, na série, foi apresentada no primeiro episódio.

Foram incluídos outros trechos à trama, enfatizando a vida dos outros personagens antes de Gilead (no livro, basicamente, apenas a vida pregressa de Offred é apresentada em flashes alternados com a realidade).

Também houve uma mudança substancial no perfil de alguns personagens, como Ofglen (em uma interpretação comovente de Alexis Bledel) e até na caracterização física de outros, como o Commander (interpretado por Joseph Fiennes). Antes da estreia, fãs no exterior chegaram a fazer alguns comentários no Facebook questionando a escolha de um ator considerado bonito para um papel que, no livro, é descrito como não tão belo assim. Enfim, coisas da TV.

No mais, a ambientação e a linguagem utilizada se mostra bastante próxima do descrito no texto de Margaret Atwood (que na produção para TV atuou como consultora). Ao ler (ou reler, o que foi meu caso) fica fácil visualizar as cenas. A modernização necessária para se adequar aos tempos atuais tornou o cenário ainda mais assustador do que já parecia ser.

O que há em um nome?

Na república de Gilead, as mulheres têm seus direitos totalmente destituídos e são divididas em castas:

Os homens são divididos em duas categorias: Commanders (em posição de poder e prestígio) e Guardians (os empregados).

Vamos focar nas handmaids, que são o foco da história. Já observaram os nomes delas? Offred (a protagonista de The Handmaid’s Tale, interpretada por Elisabeth Moss). Ofglen. Ofwarren. Ofsteven. As mulheres separadas para esse papel têm seus nomes anulados e recebem esses nomes novos.

The Handmaid’s Tale: uma reflexão necessária sobre o papel da mulher na sociedade

The Handmaid's Tale

Vamos desmembrar os nomes recebidos?

Of|fred

Of|glen

Of|warren

Of|steven

O que vem depois do “Of” são os nomes masculinos, os nomes de seus commanders. Isso é mais um reforço para o caráter de escravização que faz parte do papel das handmaids. Deixou de servir aos interesses de quem está no poder? Começou a “dar defeito”? É facilmente descartada e substituída por outra, que vira a nova “Of[insira aqui o nome de um homem].

E na nossa sociedade, em pleno 2017? O quanto estamos condicionadas a ser “de um homem“, a buscar um parceiro para validar nossa existência e valor? Você já parou para pensar nisso? Lembrando que uma coisa é relação de parceria, outra coisa é a relação em que a mulher é anulada em nome do parceiro. Essa diferença precisa ficar clara.

É proibido pensar

Um direito que é negado a todos, sem exceção, é o acesso à informação, principalmente de livros e revistas – esses materiais são inexistentes por lá. As poucas notícias que chegam são vindas do rádio e da TV, possivelmente antigas ou manipuladas.

Na nossa sociedade, felizmente ainda temos acesso a informações de diversas fontes, mas a situação a que as mulheres de Gilead são submetidas nos leva a pensar no cuidado que devemos ter com o que lemos e ouvimos. Refletir e questionar é importante, é um direito que devemos preservar, pelo qual devemos lutar.

Offred e Ofglen: duas formas de lutar

As duas personagens de destaque são exemplos de subversão, de luta contra a opressão vigente. Com posturas ligeiramente diferenciadas: enquanto Offred subverte a ordem de forma aparentemente mais analítica e observadora – sendo a narradora de The Handmaid’s Tale; Ofglen demonstra ser mais confrontadora e, ao menos à primeira vista, bem mais ousada.

Ela sofre sanções terríveis pela sua postura – e é considerada uma gender traitor (traidora de gênero), por ser lésbica. Tendo sua essência sufocada de forma violenta, a reação de Ofglen é a mais dramática possível. De arrancar lágrimas.

The Handmaid's Tale

Imagem: The Handmaid’s Tale (2017)

Apenas a partir da metade da trama é que Offred começa a mudar sua trajetória, se colocando em risco ao se envolver de forma mais pessoal com os personagens masculinos que estão diretamente relacionados a ela e também encontra uma oportunidade de revelar sua condição de oprimida para pessoas que acham que ela escolheu aquele caminho.

Esse deve ser provavelmente o maior acerto de The Handmaid s Tale: através do olhar dessas mulheres subjugadas, podemos refletir sobre os papeis que desempenhamos e o que esperam que façamos enquanto mulheres. É sobre luta contra a opressão, é sobre liberdade de escolha.

Imagens: The Handmaid’s Tale (2017)


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo sobre The Handmaid’s Tale, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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Olá meninas, voltei com mais conteúdo sobre transição capilar! Agora com relatos e experiências tanto minha, quanto de outras moças que vivenciaram esse processo. Cada uma com seu motivo, porém cheias de coragens em comum! Espero que gostem! Ressignifiquem!

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Iorrana – Thalita – Diandra

A ideia de que o cabelo cacheado ou crespo não é bonito começa a fazer parte desde a infância de muita gente. Em alguns casos, os próprios pais transmitem essa ideia, tanto pelo preconceito que já sofreram por terem os fios nesses texturas, quanto pelo julgamento social de que estes tipos são difíceis de cuidar ou não são bonitos. Já outros têm uma visão bem além e valorizam as verdadeiras raízes.

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Antes – Thalita – 1º Corte

No meu caso, a primeira vez que cortei meu cabelo acima dos ombros foi quando comprei a ideia da transição capilar, mas não consegui prosseguir e desisti com a primeira festa que me apareceu, pois não consegui me imaginar sem ‘chapinha’, sem o lado certo e preferido que a franja escorrida caísse, muito menos um cabelo com ‘volume’.

Então, percebi que não estava tão confiante assim, nem com desejo suficiente para seguir em frente – e não nego, pois nessa segunda tentativa tive meus momentos de insegurança e medo de desistir de novo, mas, dessa vez, depois de 10 anos de química, aos 26 anos, me mantive firme na decisão de ter meu cabelo natural de volta e aqui estou!

Foi fácil tomar essa atitude? Claro que não, a insegurança em relação ao meu cabelo é uma coisa que me acompanhava desde criança. Cheguei a sofrer bastante preconceito dentro do próprio círculo familiar: “Thalita tem cabelo demais, não dá para ficar solto, é só prendendo mesmo, fica mais bonitinho.”, – “Melhor prender esse cabelo menina, você só fica bagunçada.”, diziam. Como nessa fase ainda não temos autonomia, apenas acatamos e passamos a enraizar esses pensamentos.

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Antes – Diandra – 1º Corte

Já a estudante Diandra Marques, 23 anos, de Belo Horizonte – MG, iniciou seu processo de transição depois de 8 anos de química. Sua escolha teve um ponto de partida crucial: com 22 anos, ao perceber que seu cabelo estava caindo demais, decidiu ir ao médico, assim descobrindo que tinha alopécia androgenética, uma doença hereditária e caracterizada pela afinação dos fios capilares. “Comecei a fazer o tratamento, mas o médico me alertou que se eu continuasse a fazer progressiva, o procedimento não seria tão eficaz, uma vez que a progressiva afina o cabelo e isso facilitaria a queda dos fios. Sendo assim, optei por fazer a transição”, afirma.

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Antes – Iorrana – 1° Corte

A estudante de Arquitetura Iorrana Bastos, de Macapá – Amapá, 21 anos, resolveu iniciar seu processo de transição capilar em 2016, relatando que seu cabelo estava sem “saúde” por excesso de química e uso de chapinha.

Relatou também sobre a sua curiosidade em ver como eram seus cachinhos: “Eu nem me lembro como era meu cabelo antes”, disse. Iorrana conta que também teve dificuldades com essa iniciativa, porém, usou como base o perfil @cachosvoltem no Instagram para se apoiar e ajudar outras mulheres: “Posso influenciar muitas meninas e cada uma se ajuda do jeito que pode, tornando a caminhada mais fácil”, comentou.

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Antes – Gabriella

Já a estudante Gabriella Ferreira, de Salvador-BA, 20 anos, traz uma experiência um pouco diferente. Após 6 anos de química (relaxamentos), resolveu não passar pelos processos de espera da transição, partindo de ‘cara’ para o método mais radical que é o BC. O ‘Big Chop’ é uma expressão em inglês que significa ‘grande corte’, que consiste em cortar o cabelo bem curto para tirar as partes com químicas alisantes e deixar apenas a parte natural, da raiz.

Como lidar com seu cabelo durante a transição capilar

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Texturização (Iorrana)

Durante a transição, é preciso lidar com duas ou mais texturas durante um tempo, já que o cabelo natural está crescendo. Dependendo do comprimento existem varias formas de passar por isso, uma delas é fazendo texturização: que é modelar a parte alisada para se igualar à natural. Ela pode ser feita de diversas maneiras, com o uso de cremes e acessórios ou até mesmo modelando com os dedos. Não me saí muito bem com essa prática, tive algumas dificuldades, já Iorrana considera um método muito eficaz.

Existem ainda aquelas que passam pela transição fazendo escova, porém essa forma não é a mais saudável para os fios, de acordo com as profissionais de salão. Eu cheguei a fazer nos primeiros meses, depois, devido ao “volume” da raiz, desisti. O processo foi ficando bem maçante, assim optei logo pelo BC depois de 4 meses que iniciei a transição.

Não sofri para tomar essa atitude, pois já havia chegado ao meu limite de paciência com a transição. Gabriella relata que também não se apegou: “demorei a resolver, mas quando resolvi mudar, mudei logo”. Assim como Diandra, que também por falta de paciência, decidiu tirar toda a química com apenas 6 meses de transição: “Decidi fazer o BC pois não aguentava mais ter que ficar fazendo escova e passando chapinha. Nunca tive paciência para essas coisas, e esse foi o motivo de ter começado a passar progressiva. Odiava ter que ficar secando o cabelo!”.

Big Chop e “problema” do cabelo curto

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Thalita – BC c/ 4 meses;                                         Gabriella – BC                                Diandra – BC c/ 6 meses;

Essa passagem pelo BC é regida por uma linha tênue, são alterações de sentimentos e vivencias que não dão para nomear. É sempre bom ressaltar: não façam por fazer, tenham segurança e certeza, pois é uma escolha que demanda muito da gente. Cheguei a perder alguns “contatinhos”, acreditam? rs

Tô rindo, mas é sério! Para um homem curtir e entender esse processo é preciso que ele tenha muita autenticidade, maturidade e uma mente que saia da caixinha, que vai além do padrão de beleza convencional. Fora isso, será capaz dele te procurar só depois que esse processo acabar – e eu já adianto: “NÃO ME QUIS ASSIM, NÃO ME VENHA PROCURAR QUANDO ESTIVER ASSIM.” . Haha, brincadeiras a parte, essa é outra situação difícil de lidar, reflita).

Um sentimento dúbio me acompanhou muito nessa fase: ora acordava maravilhosa e dona de mim, outras me sentia muito mal, olhava para o espelho e não via feminilidade, cismava com tudo. Só depois fui construindo uma visão melhor da minha imagem e me aceitei por completo. Hoje, nada me incomoda e eu amo meu mini-black.

Diandra também relata certo impacto com essa atitude: “Quando fiz o BC, escutei de várias pessoas dizendo ‘nossa, mas porque você fez isso? Você era muito mais bonita antes (sim, isso de fato aconteceu. E muito)’. A reação das pessoas na rua também era bem incômoda, pois sentia alguns desconhecidos me encarando bastante”.

Diandra conta que se sentiu fraca em alguns momentos por não estar vivenciando a mesma felicidade e aceitação que algumas meninas apresentavam. “Via no instagram várias meninas passando pela mesma fase que eu, porém com um sorrisão no rosto, enquanto eu só sabia chorar. Após o BC, eu fiquei 3 dias sem sair de casa e sem me olhar no espelho, e quando via fotos e relatos de meninas mega felizes pós BC, eu me sentia extremamente fraca. Hoje em dia já me sinto mais forte.

E se eu não quiser passar pelo BC?

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Durante – Iorrana – 8 meses / 1 ano e 2 meses

No mundo da transição, Iorrana optou pela maneira mais difícil de passar por esse processo: não fazendo o bc e deixando apenas o cabelo natural crescer. Essa escolha demanda muita força de vontade e paciência. Só quem vive sabe, lidar com duas texturizações de cabelo exige muita criatividade e boa autoestima, mas nem sempre isso acontece. “Estar com o cabelo bagunçado é uma dificuldade, me senti feia muitas vezes”, comenta Iorrana.

No período de transição, ter apoio de amigos e familiares é muito importante, já que a autoestima fica abalada durante o processo. Em muitos momentos a vontade de desistir nos toma, é quase natural pela força que esse processo nos exige. Ir em busca dos nossos desejos costuma a ser uma caminhada solitária, ter pessoas queridas por perto deixa tudo mais fácil. “Tive apoio do meu marido e da minha melhor amiga, isso foi ótimo, me incentivou”, afirma Gabriella.

Já Iorrana comenta que é algo desanimador quando esses retornos positivos não vêm de pessoas queridas. “Não ter apoio de quem a gente queria que tivesse é uma grande dificuldade”. Segundo Diandra, o auxilio da família e amigos foram fundamentais: “Tive MUITO apoio dentro de casa. Minha mãe e minha irmã estiveram ao meu lado o tempo todo. Minha mãe me ajudava a fazer escova durante a fase de 2 texturas, minha irmã me ajudava com chapinha e penteados para escondê-la. Minha avó e tia também me deram muito apoio, principalmente para fazer o BC. Além disso, tive uma grande amiga que sempre esteve presente com palavras de incentivo e palavras positivas nos momentos tristes”.

Depois que a gente vê o primeiro “cachinho” crescendo naturalmente, a sensação indescritível, tudo passa a valer a pena num grau ainda maior. Para muitos é só uma mudança de visual, algo sem muita importância. Depois de meses em transição, aprendemos que vai muito além disso. NÃO É SÓ CABELO!

É uma mudança que vai de dentro para fora, mudança de pensamento, da forma de encarar as coisas, quebra de padrões e preconceitos (que mesmo muitos dizendo não ter, lá no fundo têm sim!), mas, acima de tudo, ACEITAÇÃO. Vai além dos nossos cabelos naturais, está relacionado à valorização do que a gente é – e somos o que quisermos! Somos seres de escolhas e estamos sempre em construção. Para muitas coisas não existe o certo e errado, existe aquilo que nos faz bem, nos faz feliz e só!

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Gabriella – Pós BC – 1 ano e 4 meses;                                                      Thalita – Pós BC – 2 meses / 6 meses;

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Iorrana – Hoje com 1 ano e 3 meses;                                                                Diandra – Pós BC – 2 meses / 3 meses;
“Cada dia é uma luta vencida, contra mim mesma e a sociedade. Quanto mais tempo passamos na transição capilar, mais forte nos tornamos. Essa é uma das frases que diria a uma iniciante nesse processo, mas também diria para tentar não focar no só cabelo, e sim usar outras formas de se sentir bonita; não ligar muito para o que as pessoas falam, se preocupar consigo mesma, só ligar se for algo bom; usar sempre o sorriso e ser feliz. Somos lindas, não importa como nosso cabelo esteja. Ter inspirações com diferentes tipos de cabelos e conhece-los para não se frustrar depois também é importante, não apenas imaginando um cabelo ideal, e por fim, confiar em Deus, Ele nos fez perfeita!”. _Iorrana Bastos

Somos muitas e com motivos, perspectivas e experiências diferentes, mas uma coisa nos faz iguais: A CORAGEM DE SER QUEM SOMOS!

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Durante muitos e muitos anos da minha vida ouvi que era errado ser gorda. Acho que todo mundo já ouviu, né? Talvez não assim, diretamente, mas quem nunca lidou com o famoso “você deu uma engordadinha, né?” ou aquele elogio amigável de “é tão linda de rosto!”. Preguiça, preguiça.

Pode ser que você esteja passando por um problema difícil, pode ser que você tenha parado de ir à academia ou pode ser simplesmente o caso de você ser assim, fora do padrão. Muita gente querendo cuidar da sua vida e muito tempo gasto tentando se encaixar num parâmetro surreal.

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Meu corpo tem dobrinhas – e isso é normal.    

Olhando para trás vejo o tanto de coisas incríveis que não passariam pela minha cabeça se não tivesse dado um #cortalogo nessa ideia de que precisava ter o corpo “perfeito”. Todas as baladas, os crushs, os ensaios fotográficos, as roupas curtas/coloridas/listradas. Inclusive, quando percebi que posso ser maravilhosa E gorda, fiz uma tatuagem no pulso com um trecho de música que sempre me lembra que uma coisa não anula a outra.

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“MEU CORPO É LAR”, da música I Know Girls da Mary Lambert              

Não dá para continuar olhando no espelho todos os dias e odiando o que você vê. No meu caso sou gorda, mas sendo magra, alta, baixa, ou de qualquer outro jeito, é como sempre digo: nosso corpo é a nossa casa. Vamos conviver com ele por todos os dias da nossa vida! Eu sei que parece óbvio, mas MUITAS vezes esquecemos.

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Quem disse mesmo que não podemos ser felizes com os nossos corpos? Rs. 

Certo, já percebeu o quão necessário é estar em paz com esse corpitcho aí? Então deixa eu te contar algumas coisas que você pode cortar na sua vida para te ajudar nesse caminho!

O que você pode cortar além dos padrões:

1) Pessoas tóxicas

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A “amiga” que só fala de dieta, o parente que sempre vem com o papo de saúde para você (e quem disse que só por não estar no padrão não estamos saudáveis? Eu hein), o colega de faculdade/trabalho que insiste em fazer piada sem graça. Tentar conversar e explicar é um caminho, mas se não resolver, os botões desfazer amizade/deixar de seguir são beeeeem úteis. #CortaLogo, miga!

2) Pensamentos destrutivos

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Certa vez li que uma amiga minha antes de sair ficava listando seus maiores defeitos em frente ao espelho. Percebem como isso não é nada positivo? Que tal virar o jogo e começar a contar as suas maiores qualidades em voz alta, para si? Vai fazer um bem enorme 😉

3) Roupas que te escondem

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Já que estamos falando de aceitação do corpo, nada mais justo do que ele ser exibido por aí. Calma, não estou falando que você precisa postar foto de biquíni nas redes sociais (apesar disso ser incrível, eu juro!), mas já pensou em fazer uma limpa no armário e tirar tudo aquilo que não te valoriza muito? Dar uma renovada no que se usa, automaticamente muda a maneira como você se vê. De quebra, você pode aproveitar para experimentar coisas diferentes, como croppeds e vestidos mais justinhos, por exemplo. Você nasceu para brilhar, deixe que todos vejam isso!

Imagens: Cristina Nishihara / Acervo pessoal.

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Se a canoa não virarm Olê olê olê olá. Eu chego lá… hahaha

Meninas, é nesse ritmo que eu chego pra lembrar que o Carnaval está aí batendo na nossa porta! E nós sabemos que é época de curtição, de animação, de pular e dançar seja na Sapucaí, nos salões de festas à fantasia ou nos blocos de rua. Vamos combinar que uma das coisas mais legais dessa época do ano é você poder brincar e se divertir se fantasiando de personagens que você adora ou de qualquer outra coisa que quiser. Me diga: desde a época em que era criança, quando que você teve essa oportunidade se não no Carnaval? Por isso, vim aqui trazer algumas dicas bem legais de fantasias que vocês vão amar e sair por aí arrasando na folia!

Fantasias de Carnaval: algumas dicas para você se inspirar!

Tem fantasias de Carnaval para todo quanto é gosto e bolso!

Tem para aquelas que são bem criativas e engraçadas, que gostam de se fantasiar de memes que ficaram famosos durante o ano, que gostam de brincar com a própria vida, que querem gastar pouco, mas se divertir muito. Pegue o que tem em casa e faça uma fantasia super divertida e fácil (como indicamos aqui)! Aqui temos o exemplo da volta da “Mulher Fruta”, rs, nossa Mulher Morango e do Papel de trouxa (quem nunca não é mesmo?), haha!

Fantasias de Carnaval: algumas dicas para você se inspirar! 1      Fantasias de Carnaval: algumas dicas para você se inspirar! 2

Já para quem vai a um baile a fantasia e quer caprichar um pouco mais, pode apostar em fantasias de carnaval como da Rainha das Cartas, de Melindrosas…

Fantasias de Carnaval: algumas dicas para você se inspirar! 4   Fantasias de Carnaval: algumas dicas para você se inspirar! 5

Já para quem vai curtir os blocos de rua, além de estilo, é preciso conforto. Então, prefira as fantasias de Carnaval leves e mais fresquinhas! Se quiser enaltecer uma mulher que fez história, para quem não deixa de apoiar o empoderamento feminino, a minha dica é se fantasiar homenageando grandes mulheres como Frida, Marilyn Monroe, entre tantas outras. Ou você pode soltar a imaginação e misturar várias coisas e fazer uma fantasia única e só sua, como uma bailarina moderna, palhaça, colombina, fadas, animais como gatinhas ou tigresas, personagens de Filmes…

Fantasias de Carnaval: algumas dicas para você se inspirar! 6 Fantasias de Carnaval: algumas dicas para você se inspirar! 7

O negócio é cair na folia e se divertir, minha gente! Espero que tenham gostado e usem e abuse das minhas dicas. Beijos e bom Carnaval!

Imagem: Pinterest

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O que é, o que é? Se um é ótimo, dois é maravilhoso e de três pra cima é fenomenal? Calma superleitoras, embora possa ser bom, não estou falando de ménage a trois ou swing, estou falando de algo que qualquer mulher, veja bem, eu disse: qualquer mulher pode conseguir e sozinha! Estou falando de orgasmos múltiplos!

Olha que fantástico, nós mulheres, diferente dos homens, podemos ter orgasmos seguidos e quantos quisermos, até extenuar todas as forças e o nosso cansaço for maior do que a sensação prazerosa que ele traz.  

Mas como conseguir ter orgasmos múltiplos e o mais importante, como reconhecer um orgasmo? Como saber se o que acontece em nosso corpo é realmente orgasmo? Então super leitoras, vamos aprender sobre isso agora!

Olá, muito prazer sou o seu Orgasmo!

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Se você não tem certeza se já teve um orgasmo, sinto te informar que infelizmente você não teve. Orgasmo não deixa nenhuma margem de dúvida, porque a sensação é tão única e intensa que não tem como não reconhecer.

É algo que vem do cosmos, uma aproximação de prazer que sentimos intensamente, que deixa todo o corpo rígido e pronto para receber uma descarga elétrica que penetra pela espinha dorsal e toma conta do corpo todo. Uma sensação única que não te deixa pensar em nada, apenas no prazer desse momento. Ufa! Isso é um orgasmo!

Por favor, multiplica!

E aí, você quer mais e mais e mais, e por que não? Nós podemos multiplicar por quantas vezes quisermos, para isso basta continuar com a estimulação clitoriana, ou estimulação clitoriana com ponto G que traz o orgasmo combinado perfeito.

Portanto, se você gozou, mas ainda não é suficiente e quer ter orgasmos múltiplos, continue a masturbação, com vibrador, com a mão, não importa, se você quer mais é preciso continuar até a satisfação plena.

Clitóris Intocável

Algumas clientes relatam que após terem estimulado o clitóris intensamente ele fica sensível ao toque e por isso elas param a estimulação, pois continuar com a manipulação sobre o clitóris fica desagradável. Mas não precisa parar lindas, apenas mudar o local da fricção. Continue a manipular o clitóris pelas laterais ao invés de manipular sobre ele. Também você pode trabalhar apertando os grandes lábios e friccionar o clitóris através deles, assim a sensibilidade não vai atrapalhar os orgasmos múltiplos.

Minha opinião pessoal

Super lindas, é o seguinte, vou abrir meu coração: masturbação é melhor coisa que uma mulher pode fazer por ela mesma, não deixe que tabus e preconceitos te impeçam de ter um ato de amor consigo mesma. Na minha opinião orgasmo liberta, traz felicidade, autoestima, e te faz ficar de bem com o mundo.

Veja como os homens fazem, eles se masturbam desde a puberdade sem carregar nenhum sentimento de culpa, para eles isso é tão natural quanto respirar. E porque nós temos que ter tanto pudor conosco? Vamos ser assim também, nós merecemos esse prazer e esse contato de amor com nosso próprio corpo, vamos nos responsabilizar pelo nosso orgasmo e deixar de cobrar do parceiro uma sensação que temos que conhecer por nós mesmas.

Orgasmos múltiplos temperados

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Eu não posso deixar de falar de um produto que é o top dos produtos orgásticos que conheço. O Hot Pepper, um produto com gosto de cereja ao marrasquino e com um suave toque de pimenta que esquenta e ativa a circulação vaginal instantaneamente. Ele aumenta o volume do clitóris que fica mais sensível e suscetível ao toque das mãos, e com certeza vai ajudar a multiplicar seus orgasmos por números nunca antes atingidos.

Multiplicação eletrônica

Multiplicar sempre fica mais fácil quando temos a mão uma maquininha pra dar aquela forcinha básica não é? E se você é tão ruim de cálculo quanto eu, vai amar fazer contas com um vibrador top!

Em minha opinião os orgasmos múltiplos são mais fáceis de alcançar com o uso do vibrador, ele está sempre disposto a te ajudar nessa hora. Esse nosso amigo incansável pode ter várias formas e cada mulher vai ter o amigo que merece. Com ou sem fio, para usar no banho, para estimular clitóris ou penetração e estimulação clitoriana ao mesmo tempo.

Vale pesquisar e se deixar apaixonar por ele, abaixo você vê dois modelos que tenho aqui na minha boutique: um rotativo com estimulação clitoriana para orgasmos combinados e um vibrador com textura diferenciada que pode ser usado no canal vaginal ou clitóris, a escolha é sua.       orgasmos-multiplos-5                    orgasmos-multiplos-4

Orgasmos múltiplos X ejaculação feminina

Essa tal de ejaculação feminina hein, eita assunto controverso! Será que é xixi? A ejaculação feminina existe mesmo? Quando acontece? Como aprender a ejacular?

Pois é lindas, ejaculação feminina existe sim, mas eu garanto para vocês que não é tão extraordinário ou que mereça uma atenção especial ou uma corrida atrás desse acontecimento. Às vezes até acontece e passa despercebido, pois a quantidade de liquido é discreta, nada de jatos e mais jatos como nos filmes ok? Um orgasmo intenso já é suficiente para as glândulas de Skene, localizadas perto da uretra e clitóris possam expelir esse liquido aquoso e transparente que chamamos de ejaculação em quantidade moderada.

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Mas quero que entendam que podemos ter orgasmos múltiplos intensos e sem ejaculação, ok? Curtam o prazer do momento e curtam cada orgasmo múltiplo como se fosse o primeiro e ejaculação pode vir ou não, isso não vai interferir no seu prazer.

Então minhas super leitoras, acreditem, qualquer mulher pode ter orgasmos múltiplos e intensos com certeza, basta querer e perseverar, pois as primeiras vezes podem ser mais difíceis, mas não desistam, se acabem nos orgasmos e sejam mais felizes consigo mesmas. Até o próximo post!

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Se você é daqueles que disparam ao primeiro contato com fotos antigas do(a) seu(sua) namorado(a) que “Ex bom é ex morto!” e, antes mesmo de colocar Relacionamento sério no seu status. pede que ele(a) apague todas as fotos do sórdido passado com outro(a), por favor!, pare tudo e me acompanhe nesse texto.

Scott Pilgrim vs. The World é uma “adaptação” americana de 2010 dos quadrinhos de Bryan Lee O’Malley. Conta em seu elenco com Michel Cera (aquele mesmo, de Juno e Superbad), Mary Elizabeth Winstead (a mesma de Premonição 3 e Rua Cloverfield, 10) Kieran Culkin (sim, ele é irmão do eternamente esquecido Macaulay), Anna Kendrick (bem antes de Pitch Perfect) e Brie Larson (a ganhadora do Oscar por O Quarto de Jack).

Agora vamos resumir a história, que é simples: Scott vive com seu melhor amigo gay Wallace com quem, por falta de móveis, ele divide a cama (Ps: não existe neste universo e nem em qualquer outro a alternativa de você não gostar do Wallace – e eu especialmente me identifico com o fato dele ter uma queda por rapazes de óculos).

Scott namorava Envy – que na época era apenas uma garota e agora é uma rockstar.  Scott foi chutado. Muito bem chutadoE depois de ter seu frágil coração partido, ele se torna um canalha e passa a mergulhar em relações rasas nas quais ele pode ser amado e praticamente idolatrado sem precisar amar de volta.

Ele está levando uma destas relações (com Knives, que acabará sendo muito mais importante do que você imagina) quando conhece Ramona Flowers, a garota de seus sonhos – literalmente. Ramona é tudo: decidida, tem autoestima, não se importa com a opinião alheia, intempestiva, gringa, interessante, bonita e sexy as hell.

O único grande problema – além de Scott já estar em um relacionamento – é que Ramona tem sete ex namorados do mal que querem matar Pilgrim. E só há uma forma de os dois ficarem juntos: Scott Pilgrim precisa derrotar a Liga dos Ex’s (da qual até o Chris Evans (como Lucas Lee) faz parte, só pra você sentir o nível – e mais, não são só ex homens).

Scott Pilgrim e a eterna luta contra o ex

Depois de tudo, você deve estar se perguntando o que tem a ver com isso, né? Calma lá. Talvez você não precise derrotar os ex’s do seu amor em batalhas a la Mortal Kombat – com diálogos pré-luta realmente confusos, relações entre os personagens muito complexas, golpes quase inumanos, 3 rouds e fatality’s que te dão pontos. Mas, tenho quase certeza, que você luta contra os ex’s.

Veja os sinais e faça um check list:

  1. Você sabe que seu amor já amou aquela pessoa antes;
  2. Vê sinais disso nas marcas que aquela pessoa deixou nele – que podem ser o fato de que talvez o filme preferido dele tenha sido        apresentado pelo ex, ou talvez ele tenha uma tatuagem com o nome (em caixa alta) do ex no cóccix, nunca se sabe;]
  3. Teme que tenha muito mais do ex do que de você nele – e em seu coração (leia mais aqui);
  4. Você tem muito medo de não ser, de fato, a próxima etapa (depois de um ex totalmente ultrapassado) e que seu benzinho recaia nos braços do ex amor na primeira briga que tiverem – ou qualquer outra situação que o faça se afastar de você.

A luta contra o ex tem as seguintes consequências:

  1. O ex (ou a ex) se torna aquele-que-não-pode-ser-nomeado;
  2. Você tem uma crise de ciúmes – explosivas ou veladas – ao primeiro indício de marcas do ex (e olha que nem o mais bem treinado cão farejador é páreo para seu faro);
  3. Você começa a podar aquele que ama, tentando apagar todas as relações antes de você;
  4. Você mata seu relacionamento.

Achou um pouco brutal? Talvez. Mas, normalmente, são essas as coisas que acabam sem que percebamos com os relacionamentos, mesmo os mais bonitos. Scott vence seis dos ex’s e mesmo assim ele perde Ramona. Ela volta para o último ex. Scott volta e decide encarar o ex, só que pelo motivo errado: Ramona. Ele perde.

A grande lição coincide aí: lutar contra ex’s, amigos ou quem quer que seja só para ter alguém – mesmo que o ame – como prêmio é errado. Ramona até diz no filme “Talvez a pessoa por quem você devesse ter lutar não fosse eu.” Isso porque tira todo o livre arbítrio da paixão e quem você quer deixar de estar com você porque ele quer, de fato, estar ao seu lado, e sim porque você impediu que ele estivesse com outro. Existe uma abismal diferença entre zelar por uma relação e aprisionar uma: dar ao outro autonomia (leia mais aqui).

Quando Scott Pilgrim se dá conta disso é que ele consegue se estabelecer com Ramona. Ele deixar de lutar com outros, por outros e passa a lutar por si e com si. Ele vê que não é tão extraordinário Ramona estar com ele por quem ele é e a tira daquele pedestal de idolatria de bem precioso a ser mantido a qualquer custo. Neste momento a relação se equipara.

Depois ele percebe que seu ciúme e sua luta só estão tendo um resultado: afastá-lo de Ramona. Porque quando ele tenta de todo modo deixar os ex’s de lado e tirá-los totalmente dela, ele perde o foco da relação. Além de  descaracterizar Ramona, ele vê que essa luta faz com que, ao invés de manter um relacionamento com ela, ele está mantendo um relacionamento com o passado dela.

E por fim e mais importante: Scott percebe que os ex’s são um problema de Ramona. Ex não é “problema” de quem agora é atual e estaria supostamente ocupando o lugar que era dele (leia mais aqui). Ex é uma responsabilidade com quem manteve um relacionamento com aquela pessoa.

Porque se um dia houve um compromisso e sentimentos compartilhados e se esses ainda estão dúbios ou se por algum outro motivo essa pessoa não superou, são questões que só ela poderá resolver.  Assim, aprenda que ter crises de ciúmes só inflamam algo que já estava esfriando (o passado) e como já dizia o magnificentíssimo ditado de Twitter: “se ex fosse (leia-se “tivesse sido”) bom, não era ex”.

 

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Nossa rotina é composta por um conjunto de hábitos: nossas refeições, se economizamos ou gastamos dinheiro, se corremos ou vemos TV. A maior parte das nossas escolhas pode parecer fruto de decisões tomadas com bastante consideração, mas não é. E, ao longo do tempo, estes hábitos acabam tendo um impacto enorme na nossa saúde, produtividade e segurança financeira.

mudar um habito

Quando precisamos fazer escolhas pela primeira vez decidimos com consciência. Depois de um tempo repetindo as mesmas escolhas, elas viram comportamentos automáticos. Isto acontece porque o cérebro precisa poupar esforço e, para tal existe um sistema inteligente que ativa um hábito sempre que um bloco de comportamentos se repete. Este processo acontece em três estágios:

(1) ESTÍMULO   ————     (2) ROTINA    ————  (3) RECOMPENSA

O cérebro reconhece um estímulo que está se repetindo e ativa uma determinada rotina que é recompensada ou não. O cérebro só memoriza esta rotina para o futuro se a recompensa valer à pena. Com o tempo este esquema “Estímulo – Rotina – Recompensa” se torna cada vez mais automático e quando o cérebro começa a desejar a recompensa só de ver o estímulo, o hábito nasceu. É fundamental que surja a antecipação do desejo para sacramentar o nascimento do hábito. Por exemplo uma paciente tem o hábito de comer um docinho sempre que se sente irritada no trabalho. Neste caso o estímulo é um sentimento, o de nervosismo, a rotina é comer um doce e a recompensa é ela se acalmar e melhorar seu humor a partir da ingestão do doce. Atualmente quando ela fica nervosa automaticamente imagina um docinho. O desejo já se instalou!

A boa notícia é que podemos mudar os hábitos e não somos reféns deles! Não existe uma única fórmula para mudarmos, visto que somos todos diferentes. Alguns são mais fáceis, outros mais difíceis e existe um passo a passo para essa mudança:

1. IDENTIFIQUE A ROTINA QUE QUER MUDAR

Identifique cada um dos componentes do esquema comportamental que quer mudar: o que estimula seu comportamento, qual comportamento indesejado e qual é sua recompensa? Na maior parte das vezes você faz tudo no automático e não percebe cada um dos itens da cadeia.

2. EXPERIMENTE DIFERENTES RECOMPENSAS

As recompensas satisfazem nossos anseios, mas muitas vezes, não temos clareza do que impele nosso comportamento. Depois de comer o doce perceba o que vem a sua cabeça, o que sente e experimente recompensas diferentes para o mesmo comportamento. Por exemplo, ao invés de comer um doce, converse com amigos ou coma um salgado. Procure identificar se é a fome que move sua ação ou a vontade de dar uma parada no trabalho, por exemplo. Teste possibilidades!

3. ISOLE O ESTÍMULO

Existem informações demais nos bombardeando enquanto nossos comportamentos se manifestam – por isso é difícil detectar o que estimulou cada um deles. Faça um diário de como acontece este comportamento, o que você estava fazendo ou pensando antes de comer o doce. Você vai observar que existe um elemento que se repete: ele é o estímulo que buscamos!

Uma vez que identificou qual é o esquema do seu hábito, você precisa de um plano para mudar seu comportamento. Apenas lembrando que um hábito é uma fórmula que nosso cérebro segue automaticamente: quando eu vejo a DEIXA, faço a ROTINA para obter RECOMPENSA. Para reprogramar esta fórmula precisamos começar a escolher outra vez. Estudos sobre pessoas que conseguiram instaurar novas rotinas de exercícios mostram que é mais provável elas se manterem fiéis a um plano de exercícios se escolherem um estímulo específico para começarem a atividade, bem como uma recompensa clara. Além disso, pesquisas sobre dietas dizem que criar novos hábitos alimentares exige uma deixa pré-definida, como planejar o cardápio com antecedência. Com o tempo o organismo passa a desejar aquela recompensa e o comportamento vira um hábito.

Todo hábito, por mais complexo que seja, é maleável. Somos totalmente responsáveis por eles e, uma vez que entendemos como funcionam, temos a responsabilidade e liberdade de mudá-los. Mãos à obra!

Se você está no Rio de Janeiro e quer saber mais sobre como mudar seus hábitos, assista a minha palestra gratuita! 

Vou mostrar como pequenas mudanças de comportamento no dia a dia podem auxiliar no controle de peso! As VAGAS são LIMITADAS, por isso envie um e-mail para contato@sopa.clinic com nome completo e telefone para reservar o seu lugar, não perca!

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Local: Av. Nossa Senhora de Copacabana, 195 – Sala 1116 (Próx. à Estação do Metrô Cardeal Arcoverde)

Imagem: Pinterest e Giphy

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Atualmente, os batons têm sido o centro das atenções das marcas de maquiagens – não só as badaladas e caras da gringa, como também nossas marcas nacionais. A moda do batom matte chegou e se tornou o amor verdadeiro, amor eterno da população brasileira. (Usando o jargão da minha diva maravilhosa Maraisa Fidelis, haha). Agora, a nova onda que vem assombrando os nossos bolsos é a do batom matte metalizado, mas isso é questão para outro post! 😉

A minha ideia neste texto é fazer uma seleção de marcas boas, baratas e que encontramos com facilidade em farmácias e perfumarias de qualquer cidade. Sim, encontramos os batons que são tendência no momento com preços muito camaradas e uma qualidade excelente.

Fiz uma seleção de alguns que adoro, tanto os líquidos de efeito matte, quanto os tradicionais em bala. A minha questão aqui é mostrar opções e marcas de qualidade para vocês conhecerem. É claro que existem mil e uma empresas no mercado pra gente escolher, porém, estou levando em consideração o que tenho aqui no meu acervo pessoal e aprovo para indicar com certeza para vocês.

Vamos começar pelos batons em bala, os tradicionais. Separei estes quatro abaixo. Na ordem, da esquerda para direita temos:

PicMonkey Collage

 

  1. Vult Cosméticos – cor 61 – R$15,00
  2. Shine’s Make-up – sem cor – R$ 6,00
  3. Preta Gil – Cor marrom bombom – R$ 21,90
  4. Maxi Love Cosmeticos – cor 95 – R$ 6,00

Eu AMO estes 4 batons. São bem pigmentados, fáceis de aplicar e têm duração super digna. Enfim, vale a pena investir. Se tu procura um batom BBB (bom, bonito e barato) pode apostar nesses que é sucesso garantido.

Já para a minha lista de líquido matte, tenho estes óh:

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  1. Vult Cosméticos – cor 8 – R$ 21,50
  2. Dailus Pro – cor colan Marsala – R$ 15,00
  3. Koloss Make-up – cor misteriosa – R$ 16,50
  4. Ricosti – cor Hipnose – R$ 13,90

Os batons líquidos citados são de marcas nacionais bem acessíveis, mas, mesmo assim, os seus tons estão entre os mais badalados. Todos com preço girando na casa dos R$20,00 e são excelentes. Alguns são mais líquidos que os outros; outros são um pouco mais chatinhos para aplicar, mas tudo depende da cor e da habilidade de quem o está aplicando. A pessoa aqui que vos escreve precisa confessar que tem certa dificuldade com os batons líquidos matte. Já melhorei muito, mas a questão na hora da aplicação é a paciência e a agilidade. Além de, é claro, rezar um pouco depois de aplicá-los porque, quando secam, só saem com demaquilante, amor! haha

Deixo aqui abaixo uma amostra de como todos eles ficam na boca, acho que assim é mais fácil de vocês visualizarem a cor na real – lembrando que ela pode variar de acordo com o seu tom de pele e também com a luz em que você está!

vult  PicMonkey Collage 2

PicMonkey Collage 4   PicMonkey Collage

vult 2     PicMonkey Collage 6

PicMonkey Collage 5    PicMonkey Collage 7

 

Agora é só correr na farmácia/perfumaria mais perto de vocês e escolher as cores. Sim, as cores, porque você não vai sair de lá com um só na sacolinha… Não mesmo! 😉

Imagem: Pinterest

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Pode ser difícil, mas é possível identificar pessoas tóxicas na sua vida. Nos pequenos detalhes, nas discussões do cotidiano, nas criticas infundadas, nas “fofocas” disfarçadas… É um monte de atitudes que, juntas, intoxicam a sua vida de pouco a pouco. Pior é que todo mundo tem ao menos uma pessoa assim na vida. Seja no trabalho, em casa ou no círculo de amizades. Muitas vezes, o peso de uma energia ruim parte muito mais de quem está a sua volta, sabia? Para 2016, que tal identificá-las e se afastar um pouco para tentar fazer da sua vida mais leve? É possível reconhecer cinco delas:

1. A que gosta de criticar em excesso

O prazer dela é fazer criticas sobre tudo e sobre todos. E algumas são bem maldosas! A maioria, não tem um pingo de fundamento. É feita pelo simples prazer da pessoa em criticar. O problema é que ela, na maioria das vezes, não olha para o próprio umbigo e se acha acima de qualquer coisa, de qualquer ressalva. Já os outros…

2. A que fala mal de todo mundo         

É bem próxima da figura acima. O prazer dela é sentar em uma rodinha de amigos e destilar veneno sobre todo mundo que conhece – até sobre aqueles que ela diz manter uma amizade.  E fala sobre tudo: desde o cabelo até a classe social. Não poupa um mísero detalhe! Tudo isso em meio a risadas, comentários maldosos e imitações mal feitas. Mais problemático ainda é que quando esta pessoa encontra os alvos, faz uma festa danada, elogia e conversa como se eles fossem seus melhores amigos da vida.

3. A super sincera

Esta questão de “é a minha opinião”, “eu sou muito sincera”, “falo na cara”, entre outras expressões é um tanto quanto incômoda. Sinceridade é uma característica muito boa para se ter, mas é anulada quando vem disfarçada de grosseria. Muitos dos “sinceros pra caramba”, na verdade, são grosseiros com as pessoas. Tacam as suas verdades na cara dos outros e querem que elas as engulam por bem ou por mal, além de não aceitarem a sinceridade e questionamentos alheios sobre ela mesma. E nem seja louco em querer retrucar uma pessoa assim. Ela vai ser ainda mais grossa e mal educada, vai te humilhar, criticar e dizer o pensa com todas as letras até que você desista de discutir e ela, mais uma vez, se ache super certa das “suas verdades”.  Tenho dó da sinceridade quando é atribuída a gente assim.

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4. As que só colocam os outros pra baixo

Nada pior do que ter alguém por perto que insiste em pensar negativamente sobre tudo. As “pessoas balde de água fria” sempre desacreditam nos planos dos outros. Se você tem um projeto muito legal em mente e corre para contar pra ela, pode ter certeza que vem uma crítica ou um “eu acho que não vai dar certo” por aí. Começou um namoro novo e quer compartilhar sua felicidade? Ela vai dizer que “só te vê sofrendo no final”. Ah, e ai de você se começar um novo hobbie e quiser mostrar para ela. Provavelmente vai ouvir que é modista, sem personalidade, que é ridículo você fazer tal coisa e que deveria parar. Não dá para dizer exatamente qual é o problema desta pessoa. Pode ser que ela seja totalmente frustrada com a própria vida. Ou que não tenha ambição nenhuma para começar coisas novas. Outra possibilidade é se sentir incomodada com gente que gosta das boas oportunidades que a vida proporciona e prefira aquelas que são acomodadas, assim como ela mesma.

5. As que só te procuram quando precisam

Clichêzão, mas é a pura verdade. Que atire a primeira pedra quem nunca conviveu com alguém assim na vida. São pessoas que pouco se importam se você está vivo ou morto até precisarem de algum favor. Enquanto não precisam, elas ignoram suas mensagens, fingem que você não existe e pouco ligam para o fato de você, no fundo, se importar de verdade com  elas. Ao idendificá-las, cabe a você não responder tais favores e, mais do que isso, cortá-las da lista de “pessoas com as quais eu tenho que me preocupar/importar”.

Caso você que está aí do outro lendo este texto seja uma destas pessoas, que tal mudar? Que tal pensar que as suas atitudes podem ser incômodas? As pessoas vão se afastar e é bem provável que você coloque a culpa nelas, mas se olhar um pouquinho pra dentro, vai perceber quem é o verdadeiro responsável pela perda de tantas amizades. E aí, mais vale a perda de um amigo ou mudanças para melhorar a sua vida ou das outros? Pense nisso!

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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Me responde uma coisa do fundo do seu coração – minha amiga chamou do provador vizinho: existe coisa mais cruel do que espelho de loja de biquíni? – tentei não bufar de irritação, imaginando o que é que poderia estar fora do lugar naquele corpo perfeito.

“Tem sim, gata. Pior que do que esse maldito espelho com lente de aumento é saber que o resultado do reflexo é minha culpa”, pensei enquanto tentava fazer os peitos caberem dentro de um bojo G. “E digo mais”, completei ainda em pensamento, “injusto é esse calorzão ser subsequente ao inverno, quando eu passei mergulhada em edredons assistindo filme e me empanturrando de cupcake de Ninho com Nutella”.

– Moça, – enfiei a cabeça para fora do provador e atendente me sorriu solícita –Tem desse maior? – o sorriso dela sumiu.

O seu “Vou verificar” soou mais como “Ta de brinks comigo, né garota?”, mas suspirei entediada e voltei-me para o espelho, analisando minhas pernas roliças, mas bem torneadas, que eu sempre julgara um ponto alto em meu físico até que…

– Meu Deus, tem um criatório de celulite na parte de trás da minha coxa. – disse em voz alta e então completei, da maneira mais patética que se teve notícias naquela loja de departamento – meu Deus, eu disse isso em voz alta.

Quando a vendedora voltou com um sorrisinho ordinário e vitorioso dizendo que sentia muito (Falsiane!) por não ter um modelo ainda maior, eu já estava vestida, ombros caídos, abraçada à minha bolsa, na cadeira mais distante da sociedade, afinal, as raivosas celulites seriam capazes de sugar pessoas para seus buracos negros.

Mais tarde, minha amiga tentava em vão me consolar:

– Para de besteira que você é gata e sempre soube disso. – começou na defensiva. Maaas se realmente estiver incomodada… Pra tudo tem jeito, né? Liberdade é poder viver com seu corpo do jeito que você escolher. O que não vale é passar o verão todo se culpando e não vestir biquíni.

Tudo que ouvi foi “Blábláblá” e continuei muda, mergulhada em minha gordura trans e meus pensamentos. Ela insistiu, tentando me reanimar:

– Viu aquela tirinha “Como ter um corpo na praia”? – ela riu, e eu, apenas por educação, dei um sorriso.

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Poxa, fácil para uma garota que vestia um trinta e oito “perfeito” rir daquela piadinha “Tenha um corpo. Esteja na praia”. Fácil me dizer “Ei, você precisa ter mais confiança em você, ora. O que existe de melhor nas pessoas não é a bunda, ou o cabelo ou, sei lá, a parte de trás da coxa”. Olhei para minha amiga com cara de preguiça, visivelmente mal humorada e ela continuou menos paciente:

– Que seja, hoje o que não falta é projeto Foco, Fé e Força. Se é isso que você quer, corre atrás ué. Só não se esquece de que isso é acessório.

Agarrei-me a essas palavras da minha amiga, juntei o sorrisinho maldoso da vendedora, mirei nas musas fitness do Instagram e decidi: eu iria me desfazer daquele corpo rechonchudo que havia me engolido e de lá nasceria uma Nova Eu, cheia de vestidinhos justos e receita de suco de beterraba.

Na segunda-feira mãe de todas as dietas e matrículas de academia, esqueci parte de mim no passado e dediquei-me com unhas e dentes ao projeto Verão que eu caibo em um biquíni M SIM.

bored girls at gym the odysseyonline                                                               Eye of the tiger, lets go – Olho de tigre, vamos lá

Com muito agachamento, muito suor misturado a lágrimas e muita série de exercício dizendo “Misericórdia, Senhor”, fiquei com as pernas do Conan e bunda de Panicat, mas isso não significava perder medidas. Confessei à professora meu objetivo de vestir M e ela segredou que era preciso primeiro secar, para depois rasgar e tradução livre dessa sentença era: doze ovos, batata doce, frango grelhado e treino duas vezes ao dia.

meme credo
“Tá ficando difícil” disse a mim mesma um pouco mal humorada, entretanto uma vozinha petulante, vinda sabe-se lá de onde respondeu “Não pode desistir, gata! Foco, fé e força! Se as garotas do Instagram conseguem, você também consegue”. Respirei fundo, contei até dez milhões e continuei aquele diálogo em minha mente, que talvez não passasse de uma alucinação criada pela fome “É mesmo. Eu consigo. Basta ter força de vontade”.

E de repente, juro que não mais que de repente, minha vida havia mudado completamente. Mirava na Salimeni e deixava de sair com meus amigos, de curtir os doces que adorava, de ir para o bar domingo à tarde assistir Cruzeiro x Atlético, enfim, deixava aos poucos de ser quem eu tanto gostara de ser. Mas que importava, né? Daí uns dias eu iria vestir M, como todas as garotas, iria tirar fotos no espelho, iria me livrar dos sorrisos de vendedoras cruéis sempre que entrava em um provador…

Então, depois de muitos meses mergulhada na vida Boa Forma como quem mergulha de cabeça num TCC, resolvi me dar uma noite de folga (E um suco detox, por favor?) e finalmente sai de casa com um rapaz da faculdade com quem flertava. Na mesa do bar, era preciso admitir: Nova Eu se sentia maravilhosamente gata. Um tanto mal humorada por causa da falta de açúcar, é verdade, irritada de sono (é preciso dormir cedo, para acordar cedo, para treinar cedo) também é verdade, e verificando minha imagem em tudo que refletisse, por que não? Mas finalmente sentia que me encaixava, e isso bastava.

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Meu interlocutor começou falando do último livro que leu e eu sorri (eu lá tinha tempo para ler?), depois contou um caso que deve ter achado engraçadão porque ficou rindo por cinco minutos, mas eu tava com fome demais para prestar atenção, e, por fim, me fez a maldita pergunta “E você, o que tem feito?”. Não preciso dizer que gaguejei algum tempo enquanto forçava meu cérebro a dar partida “Fala alguma coisa, mulher!”, mas nada! No tranco, acabei emendando meu discurso sobre academia, treino novo, a necessidade de fazer exercício físico e comer bem, e… Ele bocejou, sério. Tentou ser gentil e dar uma disfarçada, mas eu vi também quando seu olhar vagueou por outras mesas e acabou pousando numa garota que não tinha minhas sonhadas medidas, mas ria tão gostosamente que não havia como deixá-la passar despercebida.

Por um instante me senti confusa e, de mão no queixo, divaguei “O que é que as pessoas querem da gente, poxa?”, tomei mais um gole daquele suco horrível com gengibre, “Finalmente venci essa droga de Medida Certa e ele não se interessa!”. Entretanto, percebi que estava fazendo a pergunta errada e logo me corrigi “Peraí, garota: o que é que eu quero?”. E aquela sim foi uma pergunta de difícil resposta. Eu nem sabia se queria aquele corpo que significava uma puta luta diária, mas, de algum modo, eu precisava caber na forma de bolo para me sentir bonita de verdade. Precisava porque me disseram que precisava, as tias más, as vendedoras perversas, os namorados cruéis; precisava porque terminei por acreditar que ser divertida e espirituosa era mais fácil do que ser magra e sarada e, portanto, todo mundo era gente boa. Ledo engano.

– Cadê o garçom? – chamei o rapaz sonolento diante de mim.

O que eu queria mesmo? Ah, eu queria comer brigadeiro quando bem entendesse, numa tarde de terça-feira, tanto sem motivo, quanto sem culpa; queria que a única maratona de minha vida fosse de seriados; queria ir para a academia sim, só que mais por lazer (se é que isso existe…) do que qualquer outra coisa, e se meu corpo não coubesse num biquíni, paciência. Isso mesmo, um grandíssimo “PACIÊNCIA, MINHA GENTE” para a capa da revista Boa Forma e para o tutorial de Como Ter Um Bumbum Perfeito.

– Sinceramente, – corri os olhos pelo cardápio – cansei de projeto fitness. O rapaz pareceu despertar de sua indiferença e olhou-me curioso. Essa não sou eu. Eu, de verdade, jamais me deixaria levar por alfinetada de vendedora petulante, que nunca andou formando opinião de ninguém, quem dirá a minha. Eu, de verdade, não saberia viver de privações e desejos contidos. Pedi um chopp, quase cantarolei Beatles no primeiro gole e continuei, mais calma:

– Eu, de verdade, não deixaria de me divertir porque não caibo na forma pré-fabricada, ou no biquíni P ou M ou G – ri satisfeita. Sabe de uma coisa? Vai ter praia sim… Vai ter praia demais.

E o rapaz sorriu para a versão original de mim mesma.

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