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Todos nós nascemos com um instinto autoprotetor, em que ao longo da vida vamos conhecendo pessoas, nos afeiçoando, nos decepcionando e assim progredindo gradualmente. Porém nem sempre é tão fácil deixar o passado no passado. Realizei uma pesquisa com um grupo de 90 pessoas de diferentes gêneros e idades que não tem contato diário, sobre as experiências da vida. E foi concluído que, após uma primeira experiência negativa, 95% do grupo dificilmente voltou a tentar uma segunda vez. Isso deixa claro que um percentual muito grande tende a alimentar inseguranças por processos passados.

Nem sempre é fácil falar SIM, é algo que tem que ser exercitado e pensado várias vezes.

Por exemplo, após sair de uma experiência de trabalho abusiva e logo em seguida uma outra oportunidade chega, surgem alguns dilemas como: “E se for igual? E se for pior? E se eu vivi algo normal e exagerei?”, entre outros questionamentos. Porém por mais que esses sentimentos pareçam te consumir, o outro lado da balança mostra que ainda não há nada que comprove essas dúvidas e isso deve ser considerado a todo momento.

Tentar dizer SIM à situações novas que apresentam contextos antigos parece desesperador. E para todas essas questões há uma solução a ser pensada, sozinho ou com a ajuda de um profissional. Segundo o Instituto Market Analysis, apenas 2% da população adulta faz terapia, mesmo percentual visto em 2002. Porém, o número de pessoas diagnosticadas com traumas e diversos outros problemas psicológicos ultrapassa 15% e poucos estão dispostos a tentar a psicoterapia. Isso nos mostra que as pessoas de modo geral costumam dar pouco valor as suas experiências e as consideram normais, algo que “algum dia vai passar” ou simplesmente “não teve tanta importância”.

Você já sentiu que se privou de algo por ter uma primeira experiência negativa?

Pensar demais em certas circunstâncias faz com que a ansiedade se torne algo presente no dia a dia também. Então “como balancear as coisas?” você pode me perguntar. Bem, temos que ter um tempo de aceitação, vivenciar a dor é algo inevitável, porém aprender a ressignifica-la é uma escolha que depende de cada um. Reviver na memória um momento complicado várias e várias vezes até retirar algo bom dali é difícil, porém se faz necessário para a superação, como está no livro A Magia de Rhonda Byrne.

Aceitar experiências novas também mexe com nosso senso de equilíbrio. Um outro exemplo é começar um relacionamento associando ações com alguém do passado que te decepcionou e que você tinha expectativas. Ou simplesmente deixar de tentar porque acha que a história vai se repetir. Seja pela sua experiência anterior ou por causa de relacionamentos que você presenciou de amigos ou familiares, chegando a conclusão “tudo isso é igual”.

Às vezes nossa voz interna pode nos autossabotar e por isso é tão importante deixar algumas inseguranças para trás e tentar, mesmo com medo.

Dizer sim para uma nova oportunidade, dizer sim para uma mudança de vida. O primeiro passo para acabar com os medos, inseguranças e os “e se?” é colocar na prática e ver por conta própria o desfecho que a história vai ter.

Tudo é questão de vivenciar e superar, a vida não vai sempre ser gentil e muitas coisas podem ficar marcadas e ter um valor muito grande durante toda vida. Porém não podemos estagnar, continuar no ponto em que dói, revivendo rotinas e cenas que já aconteceram não leva ninguém a lugar nenhum. Conversar com alguém de confiança pode ajudar, conversar com um profissional também.

O importante é apenas avaliar as situações e parar de dizer NÃO ao seu futuro.

Imagem: Pexels

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