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Ela lutou sua vida toda pela sua liberdade, fez o que quis fazer, sem se preocupar com a opinião alheia.

Foi muito criticada diversas vezes, na verdade, ela era sempre criticada. Mas, não ligava para tudo isso, não ligava para nada, sabia que quem a criticava sofria de ociosidade e a falta do que fazer a levava a falar mal da sua vida.

Apesar desse seu jeito meio “porra louca”, sabia ser um amor de pessoa, era educadíssima, respeitosa e possuidora de milhões de adjetivos.

Não se sabe em qual parte da história, ou por qual razão, ela perdeu as rédeas da sua vida. Com certeza, algo aconteceu e ela começou a deixar se dominar, pelos pais, pelos amigos, pela sociedade, pela rotina, essa última então, ela sempre odiou.

Enfim, foi deixada levar pelas modinhas, pelas rodinhas, pelas patotinhas, pelos grupinhos de amigos e pela própria vida, deixou, por algum motivo de ser a atriz principal, para então assumir o papel de mera expectadora da sua vida.

Mas, isso aconteceu sem perceber, foi tudo de forma suave, não houve traumas iniciais ou recusa da parte dela, ela foi saindo do seu eixo e se encaixando em uma essência que não era sua. Mudou a sua forma de pensar, sua forma de agir, sua forma de ver o mundo e com isso, começou a se encaixar na forma da maioria. Enquanto ela se desagradava sem querer, ia agradando a maioria a sua volta, que estavam a comemorar a sua mudança.

Deixava agora de ser a ovelha negra da família para se tornar um membro da família, assim como todos os outros.

Se ela estava feliz com toda essa mudança, ninguém nunca ousou em perguntá-la, mas, ela vinha vivendo, e era isso que importava.

Era uma mulher de muitos sorrisos, então conseguia esconder ou disfarçar seus momentos de torturas, quando eles começaram a aparecer e ninguém jamais desconfiaria que dali a um tempo, quando ela estivesse em seu quarto, tendo o seu travesseiro como seu confidente que suas lágrimas escorreriam por toda a noite.

E viveu assim durante muito tempo, tentando a todo momento disfarçar sua dor que aos poucos começou a incomodar.

Quando caiu em si e percebeu que não aguentaria mais viver seguindo uma cartilha, já era um pouco tarde, alguns estragos já haviam sido feitos, no seu corpo, na sua cabeça e no seu coração.

Percebeu que quando você tenta viver de uma forma que não é para você viver, por mais linda que seja essa forma, você vai se tornando um ser infeliz, e foi assim com ela.

A partir do momento que se deixou ser moldada, que se deixou até mesmo ser diminuída, ali, naquele momento começou a sua autodestruição.

busca pela liberdade

Teve de ser muito forte, persistente, resiliente e, acima de tudo, ter muita fé em Deus. Acreditar que realmente tinha que passar por tudo aquilo e tentar de alguma forma, diante de tantas dores, tirar alguma lição.

Toda essa pressão sofrida pelo seu mundo a volta, o levou a diversos traumas, como síndrome do pânico, fobia social, depressão e o transtorno alimentar.

Com tempo, conhecimento, fé e bons contatos, conseguiu aos poucos ir revertendo toda a situação monstruosa no qual ela tinha se enfiado.

Ela tinha total consciência de que a responsável por todo aquele estrago feito, era somente ela. Ela foi a culpada de deixar as pessoas dominarem sua vida daquela forma, de deixar com que todos tentassem determinar os seus passos e os seus caminhos.

Mas é crível que toda dor e todo sofrimento sempre faz amadurecer. O auto estudo, o autoconhecimento é muito importante para evolução de todo ser humano.

Já dizia Sócrates: Conheça-te a ti mesmo.

E todo esse processo de autoconhecimento por quem está passando por um momento difícil, no início pode ser muito doloroso. Passa-se inicialmente pelo processo da negação, depois, da não aceitação, de se questionar o porquê de aquilo estar acontecendo com você, até chegar à fase do verdadeiro entendimento. Quando se chega a essa fase, tudo vai se esclarecendo, tudo vai se encaixando, colocando os pingos nos “is” e, com isso, todos os caminhos, automaticamente, vão tomando direcionamento, e assim, foi com ela. Mas, não é simples e nem tampouco rápido.

Perdeu a autoconfiança, o autocontrole e até mesmo o auto respeito, não conseguiu acreditar mais que poderia ser capaz de fazer qualquer coisa, não se sentia competente para nada.

Nesse período, se envolveu com pessoas que não deveria ter se envolvido, pelo simples fato de que se sentia horrível e se colocava a disposição delas. Deixou ser usada e até mesmo abusada, pois, ali, naquelas situações, sentia que era ela quem dominava a situação.

Depois de fazer diversas coisas que não queria ter feito, de estar em locais que não queria ter estado e de se posicionar de forma que não queria ter se posicionado, finalmente, começou a desabrochar e a entrar como artista principal da sua vida.

A intenção dela sempre foi a liberdade, e só depois de muito apanhar da vida é que ela foi conseguindo isso.

A liberdade que ela colocava, não era necessariamente a de ser solteira, muito pelo contrário, ela poderia ser casada, poderia ter uma família e, ainda assim, ser livre e feliz.

Muita gente não acreditava que isso fosse possível, aliás, o que muito se ouvia desde sempre, era que o casamento era uma prisão, mas, ela era diferente, ela não acreditava nisso.

Felicidade para ela era sinônimo de liberdade, na verdade, essas duas caminhavam juntas. Não existia a possibilidade de se ser feliz sem ser livre e de ser livre sem se ser feliz. Uma coisa naturalmente levava a outra.

E até que um dia, conheceu alguém que a fez ver a vida de outra forma. A reergueu, a recuperou. Foi como o renascimento dela mesma. E esse alguém, deu um novo sentido à vida dela, deu um novo rumo e a respeitou em todo momento. Soube entendê-la, amá-la, foi fidedigno e foi parceiro.

E então, depois de tantas voltas que a vida deu e de tanto tempo buscando, casou-se, e assim ela pôde finalmente encontrar a sua tão desejada LIBERDADE!

Imagem: Unsplash

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