Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

A menina boba perdeu tanto tempo tentando entender as coisas. Viveu grande parte dos sonhos duvidando do percurso e se esqueceu de caminhar. Mal sabia ela, e mal sabem tantos outros, que as dores não chegam sozinhas, nem mesmo sabem o caminho do peito, mas nós as guiamos sem freio para o lugar mais importante do corpo: lá dentro. Leva tempo para que as pessoas descubram como carregar seus sonhos na cauda de um cometa.

Guardá-los em local seguro deixando que o tempo os proteja.

Ah, a poeira do tempo – e desses frágeis fragmentos de tudo que não existe mais, onde você guardou? Fez sala para a tristeza ou a transformou? E a saudade, essa que ainda pinica vez ou outra, plantou no jardim de casa para virar flor? Ou deixou pendurada na porta para nunca deixar de ser dor? Sabe, transformar dá pé. A gente desacredita na fé sem saber ser possível refazer a obra, simplificar a arquitetura dos pulmões: respira profundo, puxa do fundo – e solta. De menina boba “a gente” está cheio. Cobertura, estrutura e recheio.

E os sonhos vão ficando para lá.

Gastamos muitas horas a reclamar de Deus, do mundo, de tudo. Que tempo sobra para sonhar? A equação é simples: subtraia o medo, multiplique o gosto por agradecer e divida esse último por aí. Caiu a máscara da Bháskara, esqueça a velha matemática, vai por mim.

Ficamos combinados assim? Atravessamos e queimamos a ponte, afinal de contas, quando grito sou eu mesmo quem responde. É o eco da vida ressoando na exata medida em que você acredita. A regra é clara, diria Arnaldo: siga andando sem medo e, se cair, aponte o dedo para si, pois o outro não tem força para derrubar o seu barco. Chega desse lance de “se me ofender, ataco” ou, sei lá, daquela mania de “a culpa foi sua”.

Trocamos essas crenças geradoras de doenças por frases de afeto: “se me ofender, te abraço” ou, quem sabe, a lei da superação do “faço e se errar, refaço”. Parece difícil, mas é fácil. Tudo começa por dentro. Uma hora a gente vira a chave da vida, costura a ferida e descobre um baita espaço sobrando para plantar nossos sonhos. Não pense no tempo perdido como a menina boba pensou um dia. Uma hora você toma uma bela de uma sacudida e entende a vida por completo.

Percebe que coincidência é só mais uma justificativa para acomodação. E, veja bem, nem sempre o ganhador da batalha é o campeão. Aí, meu amigo, você pega gosto por subir ao pódio sem troféu na mão e aceita que a medalha mais importante não é feita de ouro ou algo mais caro, mas do tesouro de um amigo raro e da alegria de estar junto para sonhar acordado.

Imagem: Pexels

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