Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?

Já pararam para pensar a loucura que é uma mulher tentar matar outra mulher apenas por que esta é considerada mais bonita que ela? Na época em que Branca de Neve foi lançada (nos anos 50), isso talvez fosse uma justificativa aceitável, mas hoje em dia deveria ser um absurdo! Será?

Tenho observado o comportamento de grupos de mulheres quando chega uma “carne bonita nova no pedaço”. Quando digo bonita, estou me referindo a uma mulher dentro dos padrões de beleza definidos pela sociedade, e consequentemente pelos homens influenciados por estes. Muitas já vivemos esse papel, quando mudamos de emprego, mudamos de cidade, mudamos de escola, de faculdade, todas já fomos as “meninas novas”. E também já fomos as que recebemos e, quase que automaticamente, agimos da mesma forma.

Sempre começa com aquela análise dos pés à cabeça, que às vezes chega a ser constrangedora. De uma certa forma, e devido a nossa cultura e hábitos, imediatamente uma visão de competição se instala, como uma Miss avaliando cada fio de cabelo de sua concorrente: “ela é mais isso do que eu, o cabelo é mais isso ou aquilo, olha o corpo, etc etc”.

Em seguida existem grandes chances de você ser a bola da vez da conversa de almoço das meninas, seguido de uma fuxicada básica no seu Instagram ou Facebook, afinal essa tal que chegou aí é casada, solteira, tem filhos? Se você for solteira pronto, já se tornou a mais nova “ameaça”.

A partir daí não importa o quão legal ou incrível você é, não há abertura, a “panela” se fecha, e ao invés de haver um acolhimento, surge uma exclusão. E no momento onde tudo que se precisa é de uma amiga, o que se instala é a solidão.

Longe de fazer analogia a crueldade explícita de Regina George de Meninas Malvadas, essa atitude no mundo real é velada e inconsciente, nada disso é por maldade, e sim por insegurança. Na nossa sociedade infelizmente a competição entre mulheres é algo instigado, e abordado em vários filmes, séries, livros, concursos de beleza.

Desde pequena somos doutrinadas a nos comparar e diminuir a beleza de outras, e se achar a mulher mais bonita do lugar nos faz sentir melhor. Quem nunca ouviu de uma melhor amiga: “mas você é muito mais bonita que ela”. Ou “ela te trata mal por que você é mais bonita que ela”. Construímos essa superioridade estética que nos escraviza, nos diminui e nos segrega como mulheres.

A mulher bonita tem muitos crushs, mas poucas amigas de verdade. De duas uma: ou ela acaba desenvolvendo uma necessidade de agradar a todos, ou então abraça sua “superioridade” e segue sozinha mesmo. É mais fácil para ela se aproximar de homens do que de mulheres. Os homens dão abertura, mas sempre com aquela intenção secreta (ou explícita). Ela então acaba encontrando em relacionamentos a solução para diminuir a sua solidão. Mas na verdade muitas vezes o que ela quer são apenas amigas.

Imagem: Stocksnap

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