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A vulnerabilidade é nossa medida mais precisa de coragem.
Brené Brown

A vida sussurra todos os dias em nossos ouvidos: aguente firme.

Aguente firme a jornada dupla, tripla, quadrupla. Seja profissional, bem-sucedida, bonita, magra, dona de casa, mãe e esposa. De preferência, excelente em tudo, hein?!

Aguente firme e não transe no primeiro encontro. O machismo arraigado na sociedade vai julgar e te crucificar. Aguente firme o fato de receber um salário menor apenas pelo fato de ser mulher.

Aguente firme o fim de um relacionamento sem choramingar, finja que não está nem aí. Demonstrar sofrimento é sinal de fraqueza.

Aguente firme e não convide o crush para sair. Também não responda as mensagens rapidamente e jamais diga que está a fim antes dele.

Isso estraga o jogo da sedução. Aguente firme e não se vista como bem entender. Não ouse usar roupas curtas, está querendo ser estuprada?

Esse é o mundo dando mil motivos para nos blindarmos, nos afastarmos de quem somos.

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Então, vamos criando uma casca, às vezes um tanto dura, quase impenetrável. Nos moldamos às imposições da sociedade e, quando nos damos conta, nos tornamos “o que devemos” e deixamos para trás aquilo que somos na essência.

Viver, de fato, exige força. O importante é termos discernimento para entender que força e perfeição não são sinônimos e que admitir nossas vulnerabilidades não é sinal de fraqueza. Muito pelo contrário.

Sempre que me deparo com alguém vulnerável, sinto uma admiração instantânea, porque é preciso uma coragem imensa para expor nossas imperfeições.

Abraçar quem somos, com todas as nossas peculiaridades, anseios, qualidades e receios  é a maior forma de autenticidade. É peitar os conceitos tão batidos e ultrapassados que a sociedade ainda dita. É preciso muita coragem, muita força para ser vulnerável.

E o que ganhamos? Liberdade. Liberdade para ser quem somos.

Podemos pode parecer ridículas, sentimentais, impulsivas ou ansiosas? Podemos!

Mas e daí? A única opinião que importa é a nossa. A única pessoa que devemos agradar somos nós mesmas.

Esse medo natural de sermos vulneráveis nos impede de viver experiências maravilhosas, porque estamos sempre nos podando por receio dos julgamentos.

Ser quem se é abre portas, mas no início dá medo mesmo. Por isso eu digo que vulnerabilidade é sinônimo de coragem. Há ato mais corajoso do que o de despir a alma sem medo dos julgamentos, do sofrimento, da vergonha?

Escancarar a alma não é para qualquer um, não!

Ouso dizer que quando abraçamos nossas vulnerabilidades, aumentamos exponencialmente as chances de vivermos o amor na sua forma mais pura e bonita. Isso porque se expor é prova de confiança, é um presente que damos ao outro, é dizer indiretamente “eu confio em você”, e isso gera conexão, tão rara e essencial para firmar laços duradouros e verdadeiros, baseados no amor, em diálogos honestos e muita cumplicidade.

Ser vulnerável é ser autêntico. É estar com o coração aberto para tudo que a vida tem a oferecer, sem medo.

Estou aqui para dizer que você é forte, acredite!

Dispa-se dos “pré-conceitos” e vista sua roupa mais bonita: vista-se de você.

Aceite e abrace quem você é. Quem realmente importa irá amar a sua versão original.

Seja corajosa, seja vulnerável.

Imagem: Unsplash

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