Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Confesso que quando Alguém especial entrou no catálogo da Netflix, fui assisti-lo sem pretensão alguma. Pensei: “Ah, ok, uma comédia romântica café com leite pra passar o tempo”. O negócio é que esse trem (sim, sou mineira) mexeu comigo dum jeito colossal, e é disso que eu vim falar hoje.

A maldição das comédias românticas surreais (e machistas)

Eu sou FISSURADA com cinema. Tudo entra aqui, bebê. Desde besteiróis até filmes assustadores, tristes pra caramba ou ainda aqueles cults que a gente termina sem entender porcaria alguma. Então, pode apostar que bagagem pra discutir essas paradas eu tenho. E aí, adivinha: meu maior guilty pleasure é o gênero comédia romântica.

Sim, eu adoro aquelas cenas de corre corre em aeroporto, sabe? Em que o cara (ou mulher), faltando 5 segundos pro avião decolar, resolve declarar seu amor eterno pela pessoa (passando por todas as alfândegas não sei como). E essa pessoa, aliás:

  • gastou uma grana preta em passagem, mas topa ficar mesmo assim;
  • já fez trocentos planos, mudou a rotina e o escambau pra poder viajar, mas tudo bem;
  • tá com 20 malas gigantes que poderiam ser muito bem embarcadas;
  • e tá sempre com um chocolate na mão.

alguém especial

O que eu tô querendo dizer com isso tudo é:

apesar de amar essa parada, tenho plena consciência de que não existem comédias românticas o suficiente que mostrem o lado REAL de uma fossa pós-término. E, pior ainda: que não valorizem a importância da amizade nessa fase.

Sério mesmo. A maioria dos filmes mostra aí umas ceninhas de fossa no começo e aí já engata em um novo relacionamento, ou em planos mirabolantes para conseguir a pessoa de volta que NUNCA dão certo. E, durante tudo isso, a presença dos amigos é bem “pombo”, sabe? Um conselhozinho aqui e ali, uma intervençãozinha de leve pra fazer o personagem principal levantar do sofá e por aí vai.

E é aí que “Alguém especial” entra pra salvar meu dia

Dirigido por um mulherão da porra (Jennifer Kaytin Robinson), o filme conta a história de Jenny, uma jornalista mega talentosa que, após aceitar uma oferta de emprego em outra cidade (que ela queria MUITO), levou um “pé na bunda” do namorado. O relacionamento dos dois parecia perfeito, sério (e durou muito tempo – 9 anos).

Aí, o enredo é basicamente ela tentando superar o término com a ajuda de suas duas melhores amigas, Erin (DeWanda Wise) e Blair (Brittany Snow). Já posso dizer, então, que todas elas se metem “em aaaaaltas confusões”.

alguém especial

Sobre empoderamento

Porém, o que eu achei bacana nesse filme é que, durante boa parte dele, nós somos levadas a pensar que Jenny é uma pobre coitada, uma vítima injustiçada. E isso rola porque pasme, ela pensa isso também. É muita lamentação pra cá, chororô pra lá, vontade de mandar mensagem bêbada pro boy acolá e por aí vai.

Só que aí, ao longo do tempo, ela vai percebendo (e a gente também, com a ajuda de uma série de flaskbacks) que as coisas não são bem assim. Acontece que o namoro já estava ruim, e esse novo emprego só foi a gota d’água, sabe? E aí o massa é que ela, depois de perceber isso, afoga as mágoas do término de um jeito mais “light”.

Ela entende que, de vez em quando, a vida acontece de formas completamente imprevisíveis, e tá tudo bem, sabe? Namoros perfeitos terminam, as histórias tomam rumos diferentes e por aí vai.

Só que, o mais importante de tudo: as amizades permanecem

É aquela velha história, né? Namoros vêm e vão, trabalhos também, mas amizades de verdade não. Jenny, em suas melhores e piores fases do filme, teve a ajuda de suas “sisters” para superar essa crise, e conseguiu. E o mais bacana de tudo é que as duas, em momento algum, resolvem alguma coisa do relacionamento por ela, sabe? Elas só estão ali, dando apoio moral e entrando em trocentos mil tipos de cilada só para deixarem a amiga mais feliz.

Personagens relevantes

alguém especial

Além disso, para encerrar tudo com chave de ouro, preciso lembrar que, no filme, TODAS AS AMIGAS possuem história, sabe? Elas não são aquelas “personagens secundárias” que você sequer sabe com o que trabalham e, muitas vezes, NEM NOME TÊM.

O único, aliás, que a gente sabe POUQUÍSSIMO sobre é o cara que termina com ela. Legal demais, né?

Girl power all the way, bitches! 

Então pode ir lá assistir o filme, voltar aqui e me contar tudo o que achou dele, beleza?

Imagem: reprodução

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