Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

“Mas Bruna, logo você, tão bonita, inteligente, sortuda na vida, foi cair nessa de transtorno ansioso depressivo?”

Pois é…

Precisamos entender de uma vez por todas que transtornos psicológicos – por menor ou maior que sejam – não têm a ver com sucesso, sorte, beleza ou qualquer outro fator relacionado.

Depressão, Transtorno de Ansiedade, Síndrome do Pânico, TOC e entre outras condições, são DOENÇAS. E doenças não deixam de atingir ninguém só porque este ser é inteligente, bonito ou bem-sucedido.

Superadas as crises com muito esforço e dedicação, ficaram lições valiosas, que servem para que eu me veja a cada dia mais distante desta realidade tão dura e silenciosa que assombra tantas de nós, muitas vezes sem que a gente perceba até estarmos verdadeiramente incapacitadas de vivermos.

Deixo aqui o meu relato pessoal das lições aprendidas neste período, e ressalto que estas foram as formas que eu encontrei para me recuperar. O caminho de cada uma de nós é diferente e seguir esta lista não é garantia de que funcionará para todas, mas espero, do fundo do coração, que ao seguirem o primeiro item desta lista, ficará mais fácil de encontrarem seu próprio caminho rumo a uma vida leve e feliz.

Lições que a ansiedade me ensinou:

ansiedade - 1

1. Procure ajuda psicológica e psiquiátrica

Parei de achar psicólogo e psiquiatra coisa de fracassado e passei a encarar qualquer ajuda como uma vitória e não uma derrota. 

Parte das minhas crises me impediam de procurar ajuda e por muito tempo achei que simplesmente ia melhorar sozinha, do dia para a noite. Eu achava que o psiquiatra me trataria como doida e que o psicólogo especularia minha vida.

O primeiro passo para quebrar esta barreira foi pedir ajuda para familiares, que me ajudaram a encontrar os melhores profissionais, me acompanharam, falaram por mim quando nem eu mesma sabia explicar o que tinha.

O resultado foi que encontrei um psiquiatra incrível, que me tratou super bem e me fez entender o quão abençoada eu sou por ter um problema relativamente simples e fácil de controlar. Hoje fico feliz por ir nas minhas consultas periódicas com ele e descanso tranquila por saber que estou em boas mãos.

Quanto à psicóloga, também foi outra surpresa positiva! Mais do que ter alguém para contar como foi a semana, tenho nela uma mentora que compartilha técnicas para que eu aprenda a superar as crises sozinha, o que fará com que futuramente eu consiga caminhar sozinha sem precisar ir às sessões para o resto da vida.

2. Respeitar o corpo é primordial

Passei a respeitar as necessidades fisiológicas do meu corpo.

Alimentação, sono, ritmo, atividade física. Eu comecei a ouvir os gritos que meu corpo deu antes de cair na depressão e percebi que o desencadeamento desta patologia foi a forma que ele encontrou para me mostrar que “não dava mais” para continuar vivendo do jeito que vivia. Foi necessário parar de me negligenciar, aprender como meu corpo funcionava e do que ele precisava.

O resultado é que hoje eu tenho uma rotina muito diferente da maioria dos meus amigos e familiares, mas é a forma que encontrei para manter o equilíbrio e não me sobrecarregar só para pertencer a algum padrão externo.

3. Não se cobre tanto assim

Passei a exigir menos de mim.

Foi preciso diminuir as metas e me contentar com menos. E, mesmo assim, hoje enxergo que ganhei muito mais do que na época em que tinha metas impossíveis.

Tudo passou a ser uma conquista, porque quem tem depressão sabe que tem dias em que merecemos um troféu só por conseguir sair de cama e vestir uma roupa qualquer.

4. Diga adeus a quem não te faz bem

Me afastei de pessoas negativas.

Daquelas que só reclamam e não procuram solução. Daquelas que achavam que meu problema era só frescura, que eu só precisava me esforçar e pensar positivo.

Esta foi a mudança mais difícil, mas no fim, doeu menos do que continuar doente.

O resultado é aquele clichê: hoje tenho poucos, mas bons amigos. Além dos novos amigos que fui acrescentando ao longo da caminhada e que têm me dado apoio incondicional, respeitam meu estilo de vida e apoiam minhas decisões.

O mais importante de tudo isso é não desistir

E saber que você não está sozinha!

Grande parte das pessoas que estão a sua volta já passaram ou estão passando por situações semelhantes e podem estar dispostas a te ajudar. Perca o medo de falar. Encontre pessoas que confie e peça ajuda. Se não encontrar o apoio necessário, continue tentando com outras pessoas.

Encerro com mais um clichê muito válido: siga em frente, aceite as suas limitações e não deixe de acreditar que, às vezes, a ajuda que tanto buscamos vem de onde a gente menos espera.

Imagem: Pexels


Agora que você já sabe o que a ansiedade (e seu tratamento) pode ensinar, que tal responder essa pergunta no Clube?

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