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Provavelmente ao terminar de ler esse texto, pelo menos cinco mulheres terão sido espancadas no Brasil. E se você pudesse ajudar a evitar?

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, os dados da violência doméstica são alarmantes: 536 mulheres foram agredidas a cada hora em 2018.

Segundo dados do Fórum de Segurança Pública e de levantamentos recentes, o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo. Segundo o estudo Multipaíses da OMS 25, realizado no Brasil, cerca de 30% das mulheres que disseram terem sido agredidas pelo parceiro, afirmam que foram vítimas tanto de violência física como de violência sexual. Mais de 60% admitem ter sofrido apenas agressões físicas. E menos de 10% contam ter sofrido apenas violência sexual.

Mesmo com o avanço nas leis relacionadas à violência doméstica como a Lei Maria da Penha (em vigor desde 2006), da lei 13.104 conhecida como “lei do feminicídio” de 2015, que padroniza o homicídio doloso contra a mulher por sua condição de sexo feminino ou decorrente de violência doméstica. E da mais recente “lei de importunação sexual” de 2018.

O tema continua sendo visto diariamente nas pautas dos principais veículos de imprensa do país.

Para provocar a conscientização coletiva, a partir da união entre as mulheres, surgiram iniciativas para seguir na contramão de tanta violência. Como a criação de aplicativos de denúncia que auxiliam as mulheres a enfrentarem essa triste realidade, além de ajudar a identificar (e fugir) de muitos relacionamentos abusivos. Veja só:

Aplicativos de denúncia que ajudam vítimas de violência doméstica:

1. Me Respeita!

“Mais do que um aplicativo, queremos ser um auxílio no combate à violência contra a mulher”. É isso o que informa a biografia do app, que pode ser usada por uma usuária que queira relatar um assédio e/ou cadastrar um contato de emergência por precaução. Para se cadastrar, é preciso colocar um nome e um contato de emergência, que será sempre ativado no caso de necessidade – e se acionado pela usuária, é claro. O aplicativo está disponível para Android.

2. Eva Bot

Eva Bot é uma iniciativa social que busca apoiadores para a criação de um portal colaborativo de apoio às vítimas de violência doméstica, com o intuito de facilitar o acesso à informações sobre abusos – para que as vítimas possam identificar os mesmos, orientações jurídicas e coletar denúncias de forma sigilosa.

O projeto ainda está em fase de desenvolvimento e precisa de apoio no Catarse, onde você fazer doações e contribuir para que mais mulheres sintam-se seguras em denunciar abusos em nosso país. O chatbot recebeu o nome de Eva (@evalluana), inspirado na garota que lutou muito para sobreviver à violência e serviu de inspiração para milhares de mulheres.

3. Mete A Colher

O aplicativo bate na tecla de que a violência doméstica é a principal causa de mortes dentro do feminicídio. No app, é possível pedir ajuda e denunciar. Tudo de forma anônima. Uma rede de apoio também está disponível para a usuária que esteja carecendo de ajuda. O aplicativo está disponível para o sistema Android, mas é esperado que ele chegue em breve para iOS.

4. Clique 180

Clique 180 é um aplicativo para Android que tem como objetivo combater a violência contra a mulher. Desenvolvido pela Secretaria de Políticas para Mulheres em parceria com a ONU Mulheres e a Embaixada Britânica, o programa ajuda as usuárias a entenderem mais sobre a violência doméstica e o abuso sexual, bem como ter acesso a informações sobre a Lei Maria da Penha. Além disso, há um link direto com a Central de Atendimento à Mulher: o Disque 180.

5. PenhaS

O aplicativo de empoderamento feminino PenhaS, desenvolvido pela ONG AzMina,  está disponível nas versões Andoid e iOS que foi nomeado em referência à Lei Maria da Penha reúne, em uma mesma plataforma, o compartilhamento de informações, o diálogo em ambiente seguro e a participação da sociedade por meio da criação de um grupo de proteção, além de informações básicas sobre direitos das mulheres.

Para Carolina Oms, co-fundadora da Revista AzMina: “O combate à violência contra mulher não é somente caso de polícia, mas dever de todos. Informação e formação de redes de proteção podem ajudar mulheres a saírem de relacionamentos abusivos e incentivá-las a procurar ajuda” explica.

Foto: Divulgação / AzMina

Para Marília Taufic, uma das idealizadoras do aplicativo PenhaS: “Há muito o que se fazer para acabar com o abuso contra as mulheres, em diversos âmbitos, e o PenhaS é uma das iniciativas para colaborar com a causa do enfrentamento da violência. Essa conexão é transformadora e o empoderamento que entendemos ser necessário é o de ajudar a promover a libertação das mulheres que estão subordinadas a uma situação de dependência, de violência e de opressão. Acreditamos que a pessoa ou grupo empoderado é o sujeito da própria mudança”, afirma a jornalista que também é coordenadora voluntária do projeto da AzMina.

Para mais informações sobre o Mapa da Violência no país, violência doméstica e importunação sexual, acesse o estudo realizado pelo Justiça de Saia.

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