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O prazer é proibido. Masculinizado. Digo, sexualmente segregado. A criminalização do prazer feminino criou consequências eternas na vida em sociedade, como a crença de que o orgasmo feminino é “quase um mito” e a mania histórica da obrigatoriedade do “charminho” para despertar interesse.

A contradição do assunto é tamanha e tão assustadora que os homens procuram a indústria do sexo – seja por prostitutas, seja por pornografia – e justificam traição com a desculpa do desinteresse de suas parceiras, mas fantasiam experiências orgásmicas com meninas virgens e suas feições de dor, julgando as mulheres que simplesmente alcançaram o direito de querer.

Bem, mas com o direito de querer a gente ainda está aprendendo a lidar, certo? Estamos tão acostumadas a não poder querer nada, nem dizer não, e inclusive ter que dizer sempre sim. Talvez, nem seja, de fato, a criminalização do prazer o verdadeiro grande problema e sim esse poder de querer, de decidir pelo prazer. A sociedade se recusa, de todas as formas, a nos dar qualquer chance de decisão e isso perpassa pelos mais diversos assuntos, inclusive o íntimo e intransferível direito sobre nossa sexualidade.

O sexo pode sim ser só sexo. Só desejo.

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Em uma quarta-feira qualquer, depois de uma reunião. O sexo pode ser apaixonante. Só naquela noite. Num sábado, no carro, no quarto e nunca mais. O sexo pode ser pra sempre. Por uma década com o mesmo tesão. Pode virar amor, pode surgir de um amor ou pode ser só o que é. O que o sexo não pode ser é errado; obrigado; mau humorado ou culpado, motivo de uma ressaca moral sem álcool.

Convencionou-se o que deve ser uma mulher de valor, e, detalhe, não consta na ata da reunião a nossa participação nessa pauta. As regras consistem em medidas determinadas pela régua patriarcal que nos avalia como um objeto, um bibelozinho a ser previamente definido, ignorando definitivamente as peculiaridade que cada uma de nós é. Quantos anos vivemos sob o domínio inquisidor das regras sociais que com um dedo bem grande em riste apontaram o nosso devido comportamento sexual, este por sua vez obrigatoriamente apático e contido?

Quantas capas de revista feminina já trouxeram o bê-a-bâ da “mulher de valor” que não deve vestir-se de maneira provocativa, que deve manter a boca limpa sem exclamar palavrões e que nunca, em hipótese alguma, pode demonstrar que quer sexo. Quer falar de sexo? Quer fazer sexo a vontade? Querida, assuma o risco de nunca conseguir um bom namorado. Ou seja, dar-se ao respeito sempre esteve diretamente ligado com a sua capacidade de manter as pernas bem fechadas.

Dar-se valor é respeitar suas vontades, seus limites e suas fantasias, é se dar a oportunidade de viver seus próprios quereres sem se colocar atrás das grades, com uma roupa alaranjada e um atestado de vadia carimbado na testa, simplesmente porque você sente tesão. Aliás, se isso é ser vadia, se só ser mulher nos dá tal batismo, então, ousada superela, não espere mesmo o carnaval para ser vadia. Use camisinha e vadie todo dia. Abrir as pernas quando bem queremos, acreditem, é libertador.

*Esse texto foi escrito pela nossa Ousada colaboradora Jade Gorayeb e Mari Tupiassu.

Imagem: Pexels


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