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O que você procura?

Sou tudo que os meus vinte e poucos, quase 30 anos, me trouxeram. Uma coleção de erros que construíram minha essência, minhas certezas, ideologias e caráter. Já fui capaz de pensar que era dona da verdade. Hoje, aos trancos, percebi que sou apenas sra. da minha verdade e do meu destino. Percebi que essa coisa chamada VERDADE, que a gente sempre impõe aos outros para com a gente, e não o inverso, é algo mutável ao ponto de vista.

Aprendi a calar, e confesso que esse é um exercício diário. A cada dia aprendo mais e sei menos. A busca é constante. Porém, sempre me dou conta de que existem coisas que é melhor a gente não saber mesmo. “A ignorância é uma bênção“. E é mesmo. Feito um Monet, de longe é belo e encanta, de perto tem o poder de nos assustar em alguns casos.

O que eu aprendi com os meus quase 30 anos e alguns corações partidos

quase 30 anos

Percebi que já não posso mais transferir minhas responsabilidades para o amanhã. As oportunidades escapam num piscar de olhos, agradeça por estar ali. Contudo, ainda foi/é muito difícil me posicionar no mundo. Manter as ideologias. Vejo todo mundo tão viciado em apontar o dedo que sinto saudades da garotinha que jogava bola e dirigia filmes na esquina de casa com os seis amigos do colégio.

Nos meus quase 30 anos, ainda tenho medo de errar pelo motivo citado acima, os dedos apontados. A crueldade humana personificada no verbo julgar. Porém, o medo, hoje, não me paralisa. Engulo seco, sapos, lágrimas e percebo que a dor é necessária para a nossa construção. Talvez, sem ela, eu já tivesse sido engolida mais vezes pela imensidão do que é viver.

Já me apaixonei por caras desinteressantes, já me apaixonei pelo título de mestrado de uma cara inconscientemente, jurando que ele era o amor da minha vida. Já acreditei, e acredito quase sempre, em tudo que me é dito. Não entendo a necessidade de construir personagens para agradar o outro, Mas as pessoas fazem isso, simplesmente fazem.

Demorei pra deixar alguém que parecia sensacional pra lá, mas me fazia mal. Demorou pra conseguir dizer: “Não, assim pra mim não dá. Eu mereço mais que isso. Não vou deixar que você me faça mal. Adeus.” Mas quando consegui, foi difícil parar. A gente se acostuma a perceber os sinais de que, agora, é o outro que te vê como um troféu ou como alguém cheia das referências que ele busca pra a vida. É difícil achar amor, genuinamente. É difícil achar propósito, é difícil achar quem compartilhe.

Tentei ignorar as emoções, viver o famoso desapego

Segurar apenas as minhas mãos. E então, de vazio em vazio, abracei o mundo e a liberdade. Aquele papo desapegado, volátil, e que tantas vezes ridicularizei, virou parte do meu discurso. Mas, ali, tinha muito sentido. Era justo. Depois de tanta lágrima derramada, não tinha sentido deixar as emoções me conduzirem. Eu era mágoa. Com classe, repetia frases das músicas de Marisa Monte. “Eu não me lembro mais quem me deixou assim“, para mostrar aos outros, e me enganar, que o meu desapego tinha algum propósito além de me deixar na defensiva.

Não tinha. No auge do meu descontentamento travestido de felicidade, vivendo uma ilusão, comecei a confundir valores também. Quem vive uma mentira por muito tempo embaralha as prioridades. Eu também quase fiz. Amigo de balada não é amigo. Meus amigos de verdade são parte de mim. Amores não são necessariamente pra sempre e, quando acaba, não quer dizer que não foi amor.

Pessoas inesquecíveis podem durar na sua vida por muito pouco tempo

Então aproveite! Não vale a pena se fechar pro mundo, porque as coisas boas são tão maiores que as ruins.
Por fim, percebi, nos meus quase 30 anos, que o desapego é uma dádiva. Faz milagres, mas exige uma certa precaução.

A gente tende a desapegar das coisas boas também quando começa a gritar esse discurso ao mundo. Mas, na verdade, a gente só deve desapegar do que é ruim e do que faz mal. A vida é curta, as oportunidades passam, repito. E o amor não te dá muitas chances. Felicidade é agora!

Depois de tudo, sinto que voar não dói. Sou livre. Aberta as novidades e entusiasta da vida. Me livrei das pequenas necessidades do ego e me sinto bem pra escolher meu destino, mudar de opinião e me reinventar quantas vezes eu quiser.

Sabe quando a gente joga os medos pra fora de casa? É isso. E devo tudo as minhas experiências, aos meus quase 30 anos.

Imagem: Pexels


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo sobre ter inseguranças nos seus quase 30 anos, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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