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Qual é a melhor forma de se achar? Quantas vezes nos fazemos essa pergunta? Será que necessariamente precisamos ser o que as pessoas dizem que seria lindo se fôssemos? A cada dia esse conceito cai mais por terra, atualmente textos, livros, vídeos e depoimentos mostram que precisamos ser exatamente como somos, que essa é a melhor forma de sermos felizes. Mulheres falam de empoderamento, em aceitação de si próprias, mas na prática, o quanto realmente nos aceitamos, o quanto fugimos dos padrões impostos, e o mais importante o quanto estamos olhando mais para dentro para entendermos e enxergamos quem realmente somos?!

Mulheres que percorreram o caminho do autoconhecimento nos ensinam que a única maneira de sermos felizes é olhando para dentro, aceitando quem somos, a paz tão buscada, segundo elas, começa sempre por dentro.

Mas ser mulher no mundo atual é uma tarefa linda e árdua.

Passamos por nossos conflitos internos, pessoais e externos todos os dias, e muitas vezes é aí que mora a confusão, às vezes não conseguimos discernir se os conflitos são realmente nossos ou se foram impostos, até por muitas vezes serem impostos de uma forma tão normal e rotineira, que não nos damos conta se eles surgiram na nossa mente e coração, ou se colocaram eles ali.

Logicamente que as pressões sociais têm um poder muito grande, e por mais que nos esforcemos para nos livramos delas, muitas vezes elas fazem eco no nosso ser; tem que ser magra, tem que ser bonita, tem que ser jovem, tem que ser amada, tem que ter uma parceiro para vida, tem que ter filhos, tem que casar, tem que ser boa mãe, tem que ser dedicada à família, tem que ser dedicada aos amigos, não pode beber demais, tem que ser educada, tem que ser uma lady, tem que ser boa profissional, tem que aceitar trabalhar e ganhar menos que os homens, tem que saber cozinhar, enfim é muito “tem que”, e eles são tão naturais que acabam virando “tenho que”.

Quantas de nós já pararam para pensar, se realmente nos aceitarmos por inteira, nossos corpos, cabelos, peles, quantas indústrias não acabariam, da moda, da beleza, das academias, das dietas, quantas de nós realmente já parou para pensar que nossa não aceitação pode ser projetada?!

Talvez esteja aí a maior magia do autoconhecimento.

Quando a gente se conhece, se conhece num todo, se reconhece em pequenos gestos, ficamos mais conscientes das próprias qualidades e dos próprios defeitos, passamos a entender o que devemos mostrar e valorizar, para que seja visto, e entendemos o que nunca seremos, “o que serve e o que não serve para gente”, não escondemos os nossos defeitos, muito pelo contrário, mas aprendemos a valorizar os nossos pontos fortes, ter essa noção é empoderamento.

Mulheres empoderadas são as que sabem onde e no que são boas e testam essas suas destrezas o tempo todo.

É muito fácil se deixar levar pelos conceitos, pelos padrões formados, vivemos num mundo cheio de regras, que na maioria das vezes não são as nossas, padrões que foram impostos por quem veio antes da gente. Mas faz parte do bem estar se questionar, pensar fora do padrão, pensar fora da caixinha, só assim conseguimos olhar para dentro e entender quem realmente somos e nascemos para ser, ao praticarmos esse exercício o olhar pela vida muda.

Ter um corpo perfeito, um cabelo lindo, os olhos hipnotizantes, um sorriso marcante, é muito legal, mas quantas realmente consegue isso na prática? Quantas conseguem de fato reunir tudo isso?! Se prender a aparência é o caminho mais difícil para encontrar a felicidade, arrisco dizer que é o mais concreto para achar infelicidade, uma vez que o corpo é uma das coisas mais perecíveis que temos nessa vida.

Por outro lado ter vários talentos e ser muito boa em várias coisas é muito legal, é admirável mas quem realmente consegue fazer 5 coisas com excelência sem deixar uma “mancadinha” que seja em alguma delas? Mulheres são multitarefas sim, mas o que nos é exigido (cuidar de tudo e de todos) muitas vezes é surreal.

Ser perfeccionista e se exigir o melhor é importante para o desenvolvimento pessoal, mas qual o motivo de não se olhar com mais amor, de não se perdoar uma pouco mais? Somos humanos, e humanos falham, não é para cometer um erro atrás do outro, e fazer tudo de qualquer jeito, mas o macete está em descobrir no que realmente somos boas e se desenvolver nisso, o resto vai se aperfeiçoando devagar, e a única forma de fazer isso é se enxergando por dentro.

Muitas vezes a vida vai bater, vai espremer, vai maltratar, porque ela quer que a gente se canse, e quando nos cansamos e começamos a nos questionar, aí o motivo daquilo começa a aparecer, quando nos olhamos e nos enxergamos como não merecedoras de tal situação, e merecedoras de outra,  é que começamos a florescer, é que entendemos o que precisamos mudar, o que precisamos aceitar, o que se faz necessário aprimorar, e no que precisamos focar.

Autoconhecimento é poder, dedicar 5 minutos por dia para olhar para dentro com delicadeza respeito e humildade é uma prática que só traz benefícios, tantos quanto nem imaginamos, é uma jornada incrível, onde a gente entra uma pessoa e sai outra, e pode ter certeza que no final a gente descobre que nossa melhor amiga mora dentro da gente.

Imagem: Unsplash

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